fev 09 2010

O mapa da liberdade de imprensa no mundo

Tag: midiaRafael Sbarai @

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Interessante o mapeamento feito por Reporteros Sin Fronteras sobre a liberdade de imprensa em todo o mundo. O Brasil, em laranja, está na categoria de Problemas Sensíveis. Um próprio artigo do site, que envolve o nome do Estado de S. Paulo, explica o cenário.

Dica do Alec Duarte.

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fev 05 2010

Quando chamam o Facebook de “site de notícias”

Tag: facebook, pesquisa, redesocialRafael Sbarai @

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A comparação é antiga. Descrever redes sociais como nichos informativos tornou-se lugar-comum na web. Que diga o Twitter, rede de 75 milhões de usuários, sendo que 40% dos cadastrados nunca postou uma mensagem sequer.

Agora, é a vez do Facebook.

PaidContent e TheAtlantic destacaram esta característica na plataforma social de Mark Zuckerberg e sustentaram seus argumentos em uma pesquisa feita pelo Hitwise. A empresa de métricas afirma que o FB tornou-se, também, um leitor de notícias, depois de superar em números o Google News.

O Facebook, por sua vez, mostra que sabe administrar diversas categorias em seu ambiente virtual, que vão de social games aos canais de empresas jornalísticas. Na última semana, mostrou que cada perfil tem a condição de manter um espaço de notícia personalizado, com filtros, produzido por amigos da rede e, claro, veículos de comunicação.

O argumento é precipitado e discutível. No Facebook, ainda existem caminhos centralizados pela mídia que são direcionados ao público como fonte oficial. A página de sites noticiosos e a ‘dificuldade’ em repassar o dado é a prova da única direção que existe no momento. E, grande parte dos usuários desta rede social, produzem mais interação entre amigos do que compartilhamento de notícias.

Por outro lado, a facilidade em integrar Twitter e Facebook pode corroborar a ideia de que Facebook é um “site de notícias”. A construção de uma ‘busca em tempo real’, aliado ao nicho de 350 milhões 400 milhões de cadastrados na ferramenta, mostra como nichos constroem ‘realidades segmentadas e de interesse’. No caso, informação é um ingrediente implícito.


fev 02 2010

Para estudantes, Kindle é um aparelho ‘primitivo’

Tag: culturaweb, gadget, mobilidade, pesquisaRafael Sbarai @

Pela segunda vez nos últimos meses, me deparo com um estudo negativo envolvendo o Kindle, e-reader da Amazon. Desta vez, um relatório com estudantes da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos, aponta um fracasso na tentativa que fomenta a adaptação de textos impressos palpáveis em equipamentos digitais de leitura. Para os entrevistados, faltam recursos básicos vistos em outras plataformas móveis.

Segundo a pesquisa da instituição, jovens leitores do Kindle sentem falta de visualização de fotos, cores e, principalmente, a possibilidade de tocar na tela – o touchscreen. Todas as características foram alegadas a partir do uso de outras ferramentas móveis. Principalmente o uso do celular.

O relatório é pertinente, possui premissas de boas discussões, mas não podemos usá-lo como parâmetro para avaliação de um produto. Jovens, apesar de sua maioria, não são estabelecidos como padrões de comportamento.

Trata-se de uma fatia de um público-alvo que ainda não foi definido pela Amazon. A própria empresa não sabe se seu leitor digital vai interessar aos meios digitais como “forma de sobrevivência do impresso” ou uma ferramenta inovadora direcionada ao público acadêmico.

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fev 01 2010

A máscara da imparcialidade em redes sociais

Tag: facebook, redesocial, tendencias, twitterRafael Sbarai @

A Comissão de Assessoria Ética Judicial da Flórida, nos Estados Unidos, iniciou no último mês de 2009 uma interessante discussão envolvendo advogados e juízes. A entidade quer coibir trocas de informações e vínculos entre os dois profissionais do estado no Facebook, rede social de maior popularidade no mundo.

Segundo a Comissão, há uma grande diferença entre amizades no sentido tradicional (offline) e amigos em plataformas sociais colaborativas (on-line), por exemplo. Laços estabelecidos em ambientes virtuais criariam alguns conflitos de interesses que devem ser evitados por profissionais.

É o que se considera hoje como a máscara da imparcialidade em perfis pessoais. O velho debate de até onde vai o limite do profissional e o pessoal em rede, cenário semelhante entre as principais empresas jornalísticas e a criação de regras internas aos jornalistas para uso de mídia social, como Twitter, por exemplo.

A versão norte-americana da ESPN é um caso que chama a atenção. Desde agosto deste ano, a empresa proibiu o uso do Twitter pelos profissionais que trabalham com comunicação. E ainda  redigiu uma espécie de cartilha de boas práticas em nichos participativos.

É o movimento de tornar-se menos distribuído e mais centralizado. Uma tática que tem os seus motivos corporativos, mas que explica a diferença entre usar e estar em rede.

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Foto: Fábio Trifoni.


jan 29 2010

A “preocupação” do Google com a privacidade

Tag: google, privacidadeRafael Sbarai @

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O Google foi uma das poucas empresas a lembrar o dia mundial da Privacidade dos Dados, comemorado nesta quinta-feira.

Para aproveitar o tema, um dos principais a serem discutidos no futuro, já que a geolocalização e o uso de redes sociais em plataformas móveis tornar-se-ão cada vez mais comum, o símbolo de buscas da web divulgou uma cartilha com cinco princípios adotados, porém só agora – em 2010 – foi colocada no papel:

1º Usar informações para dar aos usuários produtos e serviços de valor;
2º Criar produtos que refletem fortes padrões e práticas de privacidade;3º Tornar transparente a coleta de dados pessoais;
4º Dar aos usuários escolhas significativas para proteção da sua privacidade;
5º Ser um guardião responsável das informações que mantemos.

Apesar de um dos critérios soar como falso, o Google aproveitou o momento para não dar brechas a respeito da apropriação indevida e discutível de dados pessoais: acabou unificando sua política de privacidade no Google Privacy. O objetivo é claro: tentar ser o mais transparente possível com seus consumidores, fato já absorvido pelo Facebook há algum tempo.

Abaixo, um vídeo explica sua política de convergência de direitos:

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jan 27 2010

O New York Times na tela do iPad

Tag: culturaweb, nyt, tendenciasRafael Sbarai @

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Interessante conhecer como fica a interface de um dos maiores jornais do mundo no iPad, lançamento da Apple anunciado nesta quarta-feira, nos Estados Unidos. Desde o início do projeto, o New York Times trabalhou em conjunto com a empresa de Steve Jobs. Não à toa, anunciou no mesmo dia uma parceria.

O tablet confirma a tendência que teremos um futuro de dispositivos móveis e não apenas de celular. Mobilidade, há algum tempo, transcendeu a idéia de um aparelho que tornou-se um membro do corpo. E um acordo com o New York Times confirma esta tendência de marcas jornalísticas polivalentes.

Um iPad sozinho não faz verão. Logo, o jornalão não acredita que este formato salve a mídia impressa. Pelo contrário. Trata-se de mais um mecanismo de receita que comprova a necessidade de um meio tornar-se mais heterogêneo.

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jan 27 2010

Como foi o painel de mobilidade na Campus Party

Tag: culturaweb, palestraRafael Sbarai @

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Confesso que faltou avisar aos leitores do blog e aos seguidores do Twitter sobre minha participação como moderador do primeiro painel da Campus Party 2010, mas destaco aqui o que mais me chamou a atenção durante mais de 90 minutos de conversa sobre Mobilidade e Dispositivos Móveis: o futuro da internet?

A presença de cinco pessoas distintas e de diversas áreas (Nick Ellis, do Digital Drops, Ricardo Longo, da Finger Tips, Marcelo Castelo, da F.biz, além de Hilton Mendes, da Vivo) produziu um discurso menos homogêneo, o que garantiu uma maior polarização dos conceitos que envolvem o painel. O resultado é visto na imagem acima: bom público, excelentes discussões e perguntas pertinentes dos que assistiam ao evento.

Sobre as questões ligadas ao perfil do blog, destaco a importância da geolocalização e valorização de serviços móveis, como o Foursquare. Durante o debate, perguntei a plateia sobre o conhecimento a respeito desta ferramenta de recomendação. Seis ou sete jovens levantaram a mão e afirmaram usar o serviço que mistura vida social e virtual.

Outro momento interessante foi a ‘cutucada’ que fiz em relação a realidade aumentada. Em 2009, o uso deste recurso na mídia para produzir uma imagem tridimensional não passou do experimento de colocar a página de um jornal ou revista em frente a uma webcam.

A priori, fiquei com a sensação que a realidade aumentada seria o QR Code do futuro. O que foi rebatido rapidamente pelos palestrantes que, com razão, explicaram que a falta de funções ou aplicativos dentro dos dispositivos móveis dificultam o uso destas novas tecnologias.

No mais, queria agradecer aos palestrantes, organizadores do evento, ao professor Sérgio Amadeu e, claro, Edney Souza e Alexandre Inagaki pelo convite de participar pela segunda vez consecutiva de um dos maiores eventos envolvendo tecnologia e comunicação no Brasil.

Abaixo, o vídeo completo da palestra:

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jan 26 2010

O retorno ao blog

Tag: entrevista, recadoRafael Sbarai @

Depois de 15 dias de descanso e postagens programadas com um teor mais acadêmico, retorno com as produções de conteúdo no De Repente. Apesar da ausência, destaco conversas com dois dos profissionais que mais respeito na área.

No último dia 18,  fui entrevistado por Alec Duarte, professor e jornalista da Folha de S. Paulo. A conversa aborda mudanças no jornalismo, privacidade e como a mídia social contribui em nossa profissão.

Rafael Sbarai, 23 anos, é um prodígio. Poucas pessoas analisam tão bem os meandros da web (e sua implicação no jornalismo), em português, como ele. E faltam textos em português sobre o assunto. Pessoas, escrevam mais! (…)
Conversei com ele numa brecha da rotina corrida de quem é repórter e editor de mídia social no site da maior revista brasileira, Veja. O assunto: monocultura do Google, jornalismo participativo, grandes grifes da web.

Na última semana de 2009, o jornalista Yuri Almeida disponibilizou em seu blog um bate-papo sobre Jornalismo Colaborativo, tema da minha dissertação no mestrado. Segue um excerto do que falei:

As redes sociais apenas potencializam a possibilidade de reunir conteúdos interessantes de casos específicos. Ficou mais prático e fácil em coletar dados e informações. A única questão é como isso será checado posteriormente para a publicação. O que tornou-se mais eficaz é a comunicação instantânea que permite rapidamente a produção de conteúdos participativos.

No Portal da Comunicação, falei um pouco sobre meu trabalho em @veja.


jan 22 2010

Quando misturam ‘netweaver’ com ‘editor de mídia social’

Tag: academia, culturawebRafael Sbarai @

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Redes sociais e ferramentas de publicação de conteúdo provocaram mudanças na estrutura do pensamento da produção jornalística. A influência das novas tecnologias, ligado ao número de adeptos à rede mundial de computadores, provoca a busca de um novo cargo específico para gerenciar o nome da marca ou veículo na web.

Há uma necessidade, então, de um articulador de redes, que promove uma conexão entre pessoas e, não entre computadores. Nos últimos meses, as principais publicações online em todo o mundo anunciaram, sob um critério publicitário, a criação de cargos para gerenciar e monitorar todo e qualquer conteúdo publicado em plataformas sociais.

Trata-se de mais uma estratégia para agregar blogs, aplicativos, redes sociais, ao próprio meio jornalístico. Segundo FRANCO (2008, p.5), trata-se de uma pessoa que busca articular e animar plataformas sociais, o que o considera como netweaver.

“Quem quer articular e animar redes sociais devem resistir às quatro tentações seguintes: de fazer redes de instituições (em vez de redes de pessoas), de ficar fazendo reunião para discutir e decidir o que os outros devem fazer  (em vez de, simplesmente, fazer), de tratar os outros como “massa” a ser mobilizada (em vez de amigos pessoais a serem conquistados) e, por último, de querer monopolizar a liderança.” (FRANCO, p. 5, 2009).

Netweaver é um conceito da cibernética constituído no início da década de 80, durante um desenvolvimento na área que necessitava de uma observação considerada neutra, mediando debates, exigindo discussões e troca de experiências, com o objetivo estratégico de organização e mapeamento do que se considera mensurável. Segundo CISCO (2003), a prática do netweaving em ambientes virtuais foi cunhada pelo consultor estratégico Bob Littell  e tem como grande valor a reciprocidade.

A responsabilidade de gerenciar redes é grande, agradável, e o papel do que se considera como ‘animador da rede’ é a chave do seu sucesso. Agora, cabe a teoria e ao ambiente acadêmico saber o que é melhor para uma função que dão cada vez mais importância.

Foto: Joe Turner.

Este post faz parte de excertos produzidos durante o Mestrado sobre Jornalismo e Comunicação Digital.

[parte] da bibliografia
FRANCO, Augusto. Para fazer netweaving, 2008. Disponível em < http://escoladeredes.ning.com/profiles/blogs/para-fazer-netweaving> Acessado em 15 out. 2009.
JENCKS, C. What is Post-Modernism?, Academy Editions, 1986.
LIETSALA, Katri; SIRKKUNEN, Esa. Social Media: Introduction to the tools and processes of participation economy, 2006. Disponível em <http://tampub.uta.fi/tup/978-951-44-7320-3.pdf>. Acessado em 19 out. 2009.
SCHROCK, Andrew. Examining social media usage: Technology clusters and social network site membership. First Monday, Volume 14, 2009. Disponível em <http://firstmonday.org/htbin/cgiwrap/bin/ojs/index.php/fm/article/view/2242/2066>. Acessado em 19 out. 2009.


jan 20 2010

New York Times e a cobrança por conteúdo online em 2011

Tag: midia, reflexoes, tendenciasCauã Taborda @

New York Times

É, meus caros, tanto já se falou aqui no De Repente sobre a Crise nos impressos, sobre os novos rumos dos grandes meios de comunicação e hoje, em um texto oficial, o New York Times revela que cobrará pelo acesso a seu conteúdo online em 2011. Quando os usuários acessarem o site, vão receber alguns artigos gratuitos até serem cobrados pelo acesso total, revela o texto.

Uma mudança como essa, em um site de conteúdo tradicionalmente livre e de qualidade, tem sempre um único motivo, necessidade de mais receita (grana, $).  Se o NYT não está tão bem assim das pernas, como estariam então os outros grandes veículos dos EUA, ou ainda em mercados mais complexos, como o nosso? Afinal, o mercado brasileiro ainda não aprendeu a utilizar a internet para gerar receita, tanto que grandes veículos online se sustentam com a receita de suas versões tradicionais, impressas.

Houve um tempo em que o modelo de negócio dos EUA foi demonstrado como o mais eficiente, que o mercado brasileiro deveria se espelhar e trabalhar para atingir. Será mesmo?


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