set 02 2010
No Twitter, tem usuário que apenas “assiste” o conteúdo

Compartilho com os leitores do blog duas das minhas leituras nos últimos dias sobre a mensuração do que pode ser considerado como “mídia social”. Por conta do fraco referencial teórico presente no Jornalismo sobre o tema, tive que recorrer, mais uma vez, à área de exatas para compreender situações na área.
O argentino Bernardo Huberman, um dos pesquisadores do HP Labs, disponibilizou neste mês dois artigos sobre reflexões, influência e passividade em plataformas sociais como o Twitter. No caso, o professor de Física Aplicada da Universidade de Pensilvânia e parte de sua equipe foram exceção: abordam o assunto do valor de repassar um conteúdo para o seu círculo social de seguidores.
Um dos argumentos mais interessantes – que não é novo – é a competição desenfreada que acontece na rede de mensagens: a importância não está no número de seguidores, mas na atenção dos seguidores. O estudo de Influência e Passividade aponta algo interessante: a partir da mensuração de uma quantidade de “retweets”, percebe-se que a grande maioria dos perfis é passivo. Ou seja, fica como espreitador em rede: apenas assiste e não repassa. Falta “engajamento”.
No mais, deixo outra leitura de Huberman – que é a mais antiga e, sinceramente, a que me chama atenção. The Laws of the Web: Patterns in the Ecology of Information, publicado em 2001 pelo MIT Press, é uma leitura essencial para entender a complexidade da informação em ambientes estruturados por tecnologias digitais conectadas.
Foto: Rétrofuturs.


















