jan 05 2009

A histórica venda da 1ª página do New York Times

Tag: MídiaRafael Sbarai @ 2:29 pm

2009 mal começou e o New York Times já começa a promover mudanças. Nesta segunda-feira, o maior ícone impresso dos Estados Unidos começou a vender espaços publicitários em sua primeira página. A medida, inédita e histórica, só confirma como o veículo produz “modelos de negócios alternativos” em busca de novos lucros.

The New York Times era um dos poucos impressos, em todo o mundo, que se recusava a vender um espaço de sua primeira página. O impresso sempre considerou que sua capa servia para as “principais notícias do dia”.

Mas o dia de mudanças chegou. E a CBS, famosa rede de televisão norte-americana, foi quem estampou sua marca por lá. Em apenas um retângulo de 2,5 polegadas de altura. NYT, por sua vez, não quis revelar os valores da negociação.

O ano nem começou, mas NYT já mostrou pra que veio. Aos poucos, começou a lançar suas estratégias. Em sua versão impressa, não há muitas saídas. A primeira já foi feita: ceder o conservadorismo e desenvolver um novo espaço gerador de lucro.

Na web, fica nítido sua intenção de tornar-se uma plataforma de conteúdo mundial com o lema: “ofereço o melhor, fique aqui conosco”. Sua estrutura aberta (e pouco participativa ainda) permitindo a visualização de conteúdos externos - diga-se concorrência - em seu ambiente virtual faz com que exista uma espécie de fidelização com o internauta. E, por essas, que visualizo esta corrente como “mundial”: NYT já é o 8º diário digital mais lido no Reino Unido, por exemplo.

NYT quer apenas uma coisa: ser sinônimo de informação contextualizada, completa e bem feita.


dez 30 2008

2009 será o ano do Facebook no Brasil?

Tag: Cultura WebRafael Sbarai @ 3:19 pm

Vejo com bons olhos as mudanças vistas no Facebook nos últimos meses. A rede social com maior número de “fiéis” começa a se mexer, “esquece” [aos poucos] o mercado norte-americano e ingressa a nichos onde jamais esperava: América Latina e Brasil.

Digo isso há dois dias de 2009 pois percebo neste ambiente virtual um grande espaço de pesquisa acadêmica. O Facebook possui uma premissa similar ao do New York Times e, cada dia que faço um novo acesso, fico com a sensação de que não será apenas uma rede social, mas a primeira “plataforma organizada e estruturada de redes sociais” e a “maior referência agregadora pessoal da internet”.

Logo, também levanto suspeitas sobre um possível fim do reinado do Orkut no Brasil, o que pode ser possível. Mas com certa cautela.

A famosa-conhecida mídia espontânea começa a ser disseminada no país. Facebook sempre foi um bom produto, mas seu idioma oficial - o inglês - provocava um distanciamento com a população online. Há alguns meses, a ferramenta social promoveu boas reformulações, ficou mais organizada e, de quebra, lançou sua versão em português.

Sua facilidade em encontrar amigos, conhecidos ou seguidores é outro ponto relevante. Você não precisa fazer muito esforço, já que a ramificação de amizades criada em Facebook permite que você, em pouco tempo, encontre quem você iria procurar. O mecanismo é tão genial que algumas pessoas perguntam: “mas como ele (Facebook) sabe que sou próximo a fulano ou ciclano?”. A resposta é simples: estrutura.

Sua API, cada vez mais aberta, permite facilmente a criação de aplicativos que integrem às redes sociais. Isso promove uma fidelidade enorme entre usuário e site. Bem aos moldes jornalísticas que destaco aqui: “seja fiel, fique com o meu jornal: ofereço o melhor conteúdo”.

Facebook sempre me chamou certa atenção. Não por seu visual, programação, ambiente. Mas pela onda norte-americana de “sou cool, estou no Facebook”. A rede social era vista, há alguns anos, como um espaço desejado entre os jovens, agora, possíveis jovens brasileiros.

Acredito nesta mudança pois noto um certo “amadurecimento” das pessoas no Orkut. Elas ficaram mais velhas, mais responsáveis, com novos objetivos de vida. Logo, partem para Facebook, Twitter e Linkedin, por exemplo. O Orkut, por sua vez, não perderá popularidade pois é a “cara online do cenário adolescente brasileiro”. Este é o principal foco dele, acredito.

Posso comprovar esta movimentação com dados, por exemplo. A rede social de Mark Zuckerberg cresceu 2000% na Argentina, 3768% no Chile e 1277% na Venezuela. Resultados assustadores que podem chegar ao Brasil em dois anos, por exemplo, período de uma nova cultura de internet no país: a móvel.

Foto: Laughing Squid.


dez 29 2008

De Repente na Campus Party 2009

Tag: Cultura WebRafael Sbarai @ 3:27 pm

Saiu, nesta última semana de dezembro, a lista de convidados e palestrantes para a programação do Campus Blog, uma interessante seção que agita a Campus Party Brasil 2009, evento que acontece em São Paulo, entre os dias 19 e 25 de janeiro, no Centro de Convenções Imigrantes.

Pela primeira vez, aos 22 anos, não serei platéia. A convite do pessoal da organização, vou comentar sobre Mobilidade, ao lado de Juliana Vilas (Urblog - Época São Paulo). O debate será moderado por Bia Kunze (Garota Sem Fio). O painel acontece sexta-feira, dia 23, às 14h50 (de Brasília) abre a seção de [des]conferências no dia 20 de janeiro, uma terça-feira, às 11h da manhã.

Ainda não tenho um “discurso pronto” para a conversa, mas planejo falar sobre minha experiência de três anos envolvendo o mundo mobile, além de enaltecer o momento da telefonia móvel em todo o mundo: uma ferramenta que, aos poucos, complementa uma informação jornalística.

Logo, este post fica com um espaço de sugestões para levar a minha exposição: quero promover um apanhado de idéias para transformar o debate em uma desconferência centralizada.

E não é só isso. Durante todo o dia teremos diversos painéis. Para participar, acesse o site oficial da Campus Party. O ingresso custa 150 reais. Caso não tenha condições de estar no local, depois faço um resumo sobre o que aconteceu por lá.

Foto: Pixel y Dixel.


dez 27 2008

Contagem Regressiva… faltam alguns @beats.

Tag: Cultura Web, ReflexõesFelipe Jannuzzi @ 7:49 pm

Ex-estudante de graduação. Contando no relógio universal os @.beats para o fim do ano.

No dia 23 de Outubro de 1998, a Swatch (empresa suíça de relógios) inaugurou o que eles chamam de Biel Meantime para oficializar uma referência universal para a hora da internet - representada pela unidade .beats.

Usando essa solução os suiços pretendem acabar com os problemas de fuso horário. Se Joãozinho de São Paulo quer falar por Skype com Little John de New York basta combinar um encontro na “hora .beats” pois a hora da Internet é igual em todo o mundo.

De acordo com o horário universal agora são @ 33.beats na Internet ou 21:48 em Brasília. O conversor está aqui.

Seja para facilitar as relações entre internautas, seja com intuito de vender mais relógios, seja no meridiano de Biel ou no velho Greenwich uma coisa é certa : a contagem regressiva começou e 2009 já está batendo na porta.

E esse ano novo será especial pra mim. Nos últimos 12 anos o item profissão seguido por um espaço em branco era preenchido com: estudante. Agora, recém formado, vou entrar com tudo nesse mercado em recessão e procurar outros substantivos/adjetivos que me complementem. Desejem-me boa sorte.

Queria finalizar meu último post do ano com um um pedido: espero que em 09 todos façam pequenos sacrifícios para os entes queridos: levar a namorada naquele filme romântico que ela está louca pra ver, acordar mais cedo para levar o cachorro pra passear na rua, tomar a iniciativa para resolver discussões estúpidas, votar nos amigos do derepente.com.br :), oferecer o banco do ônibus para pessoas de idade,  etc…  E muitos outros gestos singelos que depois de realizados nos fazem sentir muito bem.

Então até @125.beats do dia 01/01/09. Boas festas!


dez 26 2008

De Repente no BBB 2008

Tag: ReflexõesRafael Sbarai @ 12:26 pm

Pelo segundo ano consecutivo, em duas edições, o De Repente foi indicado ao Best Blogs Brazil. Depois de faturar o segundo melhor post do ano, o blog foi finalista na categoria Publicidade e Comunicação [?].

Para escolher o De Repente, faça um simples cadastro, preenchendo nome e e-mail. Logo depois, é só votar =).

A disputa termina no dia 16 de janeiro e, dia 24, será anunciado o vencedor durante a Campus Party.


dez 22 2008

A “rica” mensagem em 138 caracteres

Tag: Cultura WebRafael Sbarai @ 11:50 am

Neste final de semana, via Periodismo Ciudadano, percebi que a utilização do Twitter como ferramenta de fonte de informação torna-se cada vez mais evidente e interessante ao longo dos dias.

No último sábado, dia 21 de dezembro, 38 pessoas ficaram feridas, quando um avião da linha aérea Continental Airlines saiu da pista ao tentar decolar no aeroporto internacional de Denver, nos Estados Unidos.

Entre os feridos, havia Mike Wilson. O indivíduo foi relatando, a partir do Twitter, seu momento de sofrimento segundos antes e depois do acidente. “Holy fucking shit i wasbjust in a plane crash”, foi o que conseguiu transmitir em pouco tempo.

A “micronarração” é positiva e, de certo aspecto, curiosa: você teria condições de postar uma mensagem nas mesmas circunstância que Mike? Complicado.

Não acredito que o microblogging de maior sucesso no mundo possa se tornar uma fonte oficial de informação. Pelo contrário. Há uma necessidade de saber o limite entre utilizar ou não uma ferramenta de rede social.

No caso deste sábado, há uma novidade: o ineditismo do fato (acidente), aliado a ausência de informações nos meios de comunicação (famoso “furo”) com um relato de alguém que estava a bordo (Mike). Uma mensagem de apenas 138 caracteres rica em contextos e história.

Mas este não é o primeiro caso que temos conhecimento do famoso “fiquei sabendo primeiro do fato no Twitter“. Como a Raquel mesmo diz no post, exemplos não faltam, como as enchentes em Santa Catarina, o tremor em São Paulo, além da vitória de Barack Obama nas eleições dos Estados Unidos.


dez 19 2008

Frase da semana

Tag: MídiaRafael Sbarai @ 5:01 pm

Novas tecnologias talvez nos façam expandir nossa compreensão sobre a privacidade e nossa abordagem a respeito do impacto que a coleta de dados tem em grupos de indivíduos e não apenas em uma pessoa.

Marc Rotenberg, diretor-executivo do Electronic Privacy Information Center, um grupo de defensores do direito à privacidade em Washington, em entrevista a Folha.


dez 18 2008

O vídeo mais ridículo do mundo

Tag: ReflexõesRafael Sbarai @ 8:09 pm

Atualizado: o vídeo está fora do ar. Ian Black ficou, infelizmente, em segundo lugar. Atrás de Nick Ellis, do Digital Drops.

Estou ajudando o Ian Black para ele ganhar o Desafio LG , e por isso estou divulgando o vídeo RIDÍCULO dele dançando o tema do FLASHDANCE:

Fiz a minha parte. Agora falta a sua, blogueiro. Quem quiser ajudá-lo, basta seguir as instruções no Enloucrescendo.


dez 18 2008

“Global”, NYT começa a ganhar força no Reino Unido

Tag: MídiaRafael Sbarai @ 11:38 am

O sentimento de tornar-se uma plataforma de conteúdo de interesse mundial começa a florescer ao New York Times. O veículo, que não teve medo de promover [arriscados e bons] modelos de negócio, já começa a aparecer entre os dez diários digitais mais lidos no Reino Unido.

Não pense que a língua aproximou NYT da nação. Simplesmente o cidadão encontra no jornalão a informação mais completa no momento, em toda a web. A qualidade e a questão da fidelidade serão as marcas e os grandes desafios dos ambientes de notícia para 2009.

Nestes últimos 12 meses, New York Times não revoluciounou, mas se mexeu, promoveu mudanças fundamentais em sua estrutura para garantir a famosa frase:  “ofereço o melhor conteúdo, fique aqui conosco”.

Foi assim quando liberou o acesso da sua API, permitindo o cruzamento de informações entre diversos espaços virtuais, criou um espaço de “futurologia” com Michael Rogers e PESQUISA [fundamental], que permeiam idéias às novas mídias e, de quebra, lançou o Times Extra, uma ferramenta que permite a visualização de conteúdos externos - diga-se concorrência - em seu ambiente virtual.

Todas essas características deixam o NYT como o principal nome midiático de agregador de conteúdo em todo o mundo. Por isso, não fico surpreso quando o vejo como o oitavo mais lido no Reino Unido, superando o poderoso Financial Times.


dez 17 2008

Blog corporativo não é sinônimo de confiança

Tag: Cultura WebRafael Sbarai @ 11:51 am


Blogs pessoais e corporativos não são tão confiáveis assim, diz estudo

É o que aponta um recente relatório divulgado pela Forrester Research. Os blogs de empresas, em um relativo crescimento devido a necessidade [e ego] de empresários, não são fontes de informação confiáveis. Apenas 16% dos pesquisados garantem não ter dúvidas sobre os conteúdos nestes ambientes.

Interessante este ponto de vista e visualizar como esta métrica pode promover mudanças. A criação de um blog corporativo não deve ser vista como uma “mania e obrigação pela a existência de um espaço semelhante ao do rival“.

É necessário a criação de um conteúdo interessante, que envolva e aproxime ainda mais cliente/consumidor com empresa. E não é só isso. Blogs corporativos têm que conversar, diariamente, com mídias sociais. Não adianta ter seu “espaçinho” lá. Isso ajuda a propagar informação além do seu ambiente virtual.

O engraçado é que os blogs de empresas aparecem com uma porcentagem semelhante ao dos blogs pessoais (16% e 18%, respectivamente), nichos de informação que podem trazer, sim, fidelidade. Estes espaços pessoais estão atrás, por exemplo, da Wikipedia, ex-enciclopédia questionável da web.

Quem lidera, sem surpresa alguma, são os e-mails que você recebe de pessoas que você conhece. Uma das ferramentas mais importantes para gerar uma mídia espontânea.


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