Com nova política, Google decifra importância de combinar dados

Na noite da última terça-feira, o Google anunciou uma importante mudança em sua política de privacidade ao unificar os termos de serviço de seus produtos – mais de 60 conjuntos de regras serão substituídos por um único texto. Segundo o gigante de buscas, o novo termo de uso, disponível oficialmente a partir de primeiro de março, busca facilitar a experiência do usuário na rede. Puro eufemismo. Por trás da simplificação adotada pela empresa, há uma estratégia de monetização de conteúdo que endossa a tese de que o conteúdo – e seu próprio cliente – tornaram-se produtos valiosos aos anunciantes.

Disponível para consulta em 44 idiomas, inclusive em português, a nova política de dados privados é uma espécie de prestação de contas aos usuários de internet, revelando quais informações o Google coletará junto aos perfis e como esses conteúdos serão usados. Caso o usuário não concorde com o modelo, não há alternativa: será obrigado a desativar ou abandonar os serviços do gigante de buscas.

Com a nova estratégia, a companhia terá a possibilidade de cruzar informações fornecidas pelos mesmos usuários em serviços distintos e adequar, de forma mais eficiente, os anúncios exibidos ao gosto e necessidade dos próprios adeptos dos produtos.  O objetivo, claro, é vender isso a um preço bem mais salgado.

Sendo assim, a companhia mostra, mais uma vez, que não é apenas uma empresa de buscas e consegue, depois de 13 anos de vida, criar sua primeira plataforma unificada de dados, dando início a mais uma nova batalha contra Apple e Facebook, oponentes que já têm em seu DNA informações agrupadas de terceiros. Mas, a iniciativa – que ainda está no papel – já é observada com certa preocupação por órgãos regulatórios, que acreditam que as políticas de privacidade da empresa possam ser afrouxadas. Na ocasião, o temor data de 2007 e tem origem em uma das plataformas de maior sucesso na internet, o Facebook.

Na época, a rede social de Mark Zuckerberg introduziu o Beacon, um sistema de publicidade direcionado que logo foi desativado por expor a terceiros dados pessoais de adeptos ao site. Para fugir deste problema, o Google já criou o seu antídoto: ser taxativo. “Não vendemos informações pessoais de nossos usuários. Não fazemos isso, ponto final”, informa a empresa no manual de políticas e princípios.

À rotina do usuário na internet, o Google garante que as reformulações que serão introduzidas facilitam tarefas na rede, como realizar pesquisas em seu próprio site de buscas. Para tanto, combinará interesses expressados em três plataformas – a rede social Google+, o serviço de email Gmail e o site de vídeos YouTube – para apresentar resultados com maior precisão. Mas essa prática, considerada benéfica por evitar o tempo dos usuários, pode ser perniciosa.

Em sua última obra, The Filter Bubble, o americano Eli Pariser faz ácidas críticas aos mecanismos apoiados em algoritmos que, ao reunir informações sobre pesquisas anteriores, delimitam o resultado de buscas futuras. “Em longo prazo, podemos ficar expostos somente a ideias que confirmam aquilo em que já acreditamos. Perdemos a oportunidade de descobrir o novo”, afirma.

A comodidade digital que será fornecida pelo Google, portanto, pode deixar o usuário acostumado a ler apenas o que lhe agrade, pertencente apenas a um círculo restrito de amigos, sem ao menos conhecer um mundo discordante. É o gigante de buscas ingressando a primeira bolha, na qual dificilmente o usuário consegue sair.

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O que esperar da web em 2012

A tecnologia tornou-se um ingrediente básico no cotidiano das pessoas. A busca por recursos para facilitar o ser humano é intensa e incessante. É só olhar ao redor e perceber a quantidade de mecanismos ou aparatos tecnológicos contribuíram para o desenvolvimento humano.

Em 2012, a história não será diferente. Não teremos uma panaceia digital, mas um amadurecimento de modelos de negócio e da própria percepção dos usuários de internet que, aos poucos, se adequam às tendências que envolvem tecnologia e o ato de comunicar-se. Abaixo, três assuntos com boas condições de holofotes no ano:

HTML5 e conteúdo pago
Usuários de internet surfaram, por longos anos, na onda da gratuidade: músicas e filmes foram baixados sem custo algum – o que é ótimo, uma vez que a propagação de conteúdo permite distribuir ainda mais a informação. Na ocasião, a banda britânica Radiohead foi, talvez, o grupo que mais se adaptou à internet para se manter vivo.

Mesmo com a cultura do grátis em ebulição, há quem gaste do próprio bolso para consumir mídia – em 2010, o iTunes alcançou a marca de 10 bilhões de músicas baixadas mediante um pagamento. No Jornalismo, a história não é diferente: uma nuvem de dúvidas paira no ar sobre o melhor modelo a ser apresentado na web. Em 2012, contudo, o cenário pode mudar: há chances da convivência em plena harmonia entre o pago e o gratuito

A estratégia realizada com sucesso da versão digital do The New York Times pode impor novas reflexões, sendo que – em alguns casos – a receita de assinantes pode crescer com a onipresença da gratuidade do conteúdo. Para tanto, o ano será marcado por um novo amadurecimento do Jornalismo Digital e seus profissionais, com um casamento cada vez estável com a tecnologia, reforçado pelo pajem HTML5, que permite acessar sites em diversos dispositivos, sem a necessidade de baixar e instalar aplicativos.

Redes Sociais
Em 2012, o Facebook vai querer ser mais do que uma rede social: estima-se que a empresa planeje sua primeira oferta pública de ações na bolsa. Caso isso ocorra, a rede social pode atingir um valor de mercado nada desprezível – 100 bilhões de dólares, o maior IPO (sigla de oferta pública inicial de ações, em inglês) já realizado por uma companhia de tecnologia.

A abertura de capital pode representar a consolidação de uma brincadeira que deixou os muros universitários de Harvard para abraçar o mundo. Para tanto, não seria nenhuma novidade se Mark Zuckerberg, seu criador e CEO, apresentasse uma série de recursos e funcionalidades que detenham maior atenção do usuário de internet. Entre tantas opções, estão a criação de um editor de foto que permite mudar o filtro das imagens – similar ao Instagram –, a valorização do recurso de geolocalização, um smartphone ou até um navegador.

Para uma empresa que já detém o maior acervo de histórias entre seres humanos na internet, acrescentar a localização geográfica é um incremento importante, mas dar a chance a seus usuários de fazer isso a partir de um celular próprio é um passo ainda mais lógico. Especula-se que Mark Zuckerberg elabore um dispositivo móvel que apresente, por exemplo, uma agenda de contatos do telefone a partir da rede de amigos do Facebook ou permita aos cadastrados fazer ligações gratuitas usando o Skype, principal serviço de telefonia via internet no mundo e parceiro do Facebook desde julho.

Essas apostas mostram que a rede social, sobretudo, é uma empresa de internet, assim como o Google, há algum tempo, não é mais o “gigante de buscas”. E a comprovação dessa tese se resume a um único nome: Google+.

Criada em junho, a mais nova rede social da empresa será o produto que receberá maior atenção entre todos os projetos em desenvolvimento em 2012. Apesar de funcionários da companhia garantirem que a criação do projeto não implica menor empenho para garantir o futuro do Orkut, as evidências apontam em outra direção: há chances da plataforma ser descontinuada em 2012 e ter uma morte virtual natural.

Com mais de 30 milhões de usuários únicos em novembro, metade da audiência obtida pelo Google+ no mesmo período, segundo a empresa de métricas Comscore, o Orkut já não é, há algum tempo, um produto que possui apelo mundial: é um terreno virtual habitado maciçamente por brasileiros. Para tanto, a empresa quer, agora, migrar essa fatia para seu mais novo projeto – e a primeira estratégia já foi lançada: em outubro, – e sem alarde –, o Google apresentou a primeira ação para levar usuários da mais antiga para sua mais nova rede: o recurso para migrar fotos do Orkut para o Google+. Por essas ações, caberá a nova rede a inglória missão de rivalizar com o Facebook.

Mobilidade
No Brasil, a internet enfrentou obstáculos para ganhar maior popularidade. Uma das barreiras – a possibilidade de acessá-la apenas a partir de um computador e linha telefônica – foi derrubada há algum tempo, quando operadoras de telefonia ofereceram serviços que permitem acessar o mundo virtual a partir de dispositivos móveis, como tablets e smartphones. Agora, em 2012, o limite entre os mundos real e virtual será extenuado – com uma receita trivial. Com o interesse cada vez maior de gigantes do setor no país, como Amazon e Apple, é possível dizer que tablets, como iPad, smartphones e leitores digitais, como o Kindle, serão a porta de entrada de muitos brasileiros para o mundo digital.

Fotos: Karen Horton e Smemon.

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Três assuntos que movimentaram o mundo virtual no ano de 2011

Em 2011, a web não só encurtou ainda mais distâncias, aproximou cidadãos e permitiu que as pessoas se comunicassem em qualquer instante – e de qualquer lugar. Foi além. O ambiente virtual se tornou um multiplicador de interações, compras, vendas e lucros, mas também um local no qual o anonimato não é mais um monarca. Confira a seguir os três temas que movimentaram a web em 2011:

Conteúdo pago
Há algum tempo, o mundo do Jornalismo está de olho nas novas tentativas de cobrança por acesso a um conteúdo de publicações na web. O paywall – muro de pagamento, no jargão inglês –, foi testado em março na versão digital do The New York Times. Para tanto, a empresa introduziu seu modelo, dividido em três seções: 15 dólares por mês (com acesso a versão web e aplicativo para celular), 20 dólares por mês (com acesso a versão web e aplicativo para iPad) e 35 dólares por mês (com acesso a versão web do e aplicativos para iPad e celular). Caso o usuário não faça a adesão aos planos apresentados, terá a oportunidade de ler gratuitamente 20 artigos por mês. Conteúdos acessados a partir de mecanismos de buscas e redes sociais estariam fora do pacote.

Desde que aplicou a estratégia, o The New York Times amealhou mais de 300.000 assinantes digitais que, somados, se juntam aos mais de 800.000 assinantes do impresso que têm acesso ao conteúdo on-line. Toda a movimentação da publicação americana foi observada com lupa pela maioria dos concorrentes – e deve ser aplicada com mais intensidade em outros cantos do mundo em 2012.

Privacidade
O ano também pode ser marcado por vivermos em uma web menos anônima – aberta aos olhos inspirados de publicitários, sedentos pela segmentação proposta por serviços virtuais. Desde a popularização mais enérgica de plataformas de redes sociais, como Facebook e Twitter, o consumidor está menos anônimo quando navega na rede – às vezes, isso se dá sem seu próprio consentimento. Dados disponíveis como nome, profissão, cidade, lista de amigos e álbum de fotos são minas de ouros nas mãos de empresas, uma vez que esses conteúdos podem alimentar ações publicitárias dirigidas a perfis de potenciais consumidores.

O Facebook, talvez, seja a companhia de web mais próxima a essa fonte de riqueza. Em 2007, o fundador e CEO da empresa Mark Zuckerberg já havia usado a primeira estratégia de que informação pessoal, de fato, é produto. Na época, a rede apresentou o Facebook Beacon, recurso já desativado que apresentava propagandas direcionadas a usuários. O serviço foi acusado de violação de privacidade. Semanas após o lançamento, seu fundador apresentou um pedido de desculpas aos usuários.

Em setembro, Zuckerberg apresentou ao mundo o novo formato do Facebook, que parece resgatar o princípio do Beacon – talvez até seja sua versão “adulta”. A Timeline (Linha do Tempo, em português) proporciona criação e ampliação de laços sociais entre pessoas, com um valor emocional incomensurável. A experiência de valor construída no recurso, no entanto, sugere o compartilhamento em maior escala. O disfarce digital, neste caso, cai para segundo plano.

Google+
Em junho, o Google decidiu se aventurar no campo de batalha do inimigo ao revelar ao mundo a criação do Google+, rede social que almeja reunir ações realizadas por usuários em serviços da gigante de buscas, como YouTube, Gmail e Google Reader. Apesar de ser um infante no campo das relações sociais – há uma lista de fracassos no setor –, o objetivo da companhia é enfrentar aquele que se tornou seu principal rival: o Facebook. Atraindo adeptos a seus serviços, o Google sabe que sua rede social pode definir o rumo da empresa. Uma vez popular, o Google+ pode reunir um tipo de informação valiosíssima: hábitos e preferências de usuários compartilhados na rede. É uma mina de ouro para ações publicitárias nas páginas internas do site. Apesar de ser o produto que recebe maior atenção entre todos os projetos em desenvolvimento pela gigante de buscas, o Google+ ainda não decolou – um de seus maiores defeitos é a ausência de pessoas do sexo feminino: o monarca das redes sociais é, por ora, Mark Zuckerberg.

Fotos: Orb_cz e Bruno Candeias.

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Com novo visual, Twitter busca ser a maior praça pública da internet

Nesta quinta-feira, Jack Dorsey, um dos fundadores do Twitter e atual CEO, convidou a imprensa para apresentar uma série de novidades sobre a empresa. Entre as inovações reveladas – como a instalação dos 700 funcionários da empresa em um novo escritório, em São Francisco, Estados Unidos –, destaque para a nova interface do microblog, disponível já nas versões para dispositivos móveis com sistemas operacionais Android e iOS e, nas próximas semanas, para todos os usuários que acessam a plataforma na web. Na ocasião, o ambicioso projeto valorizou a essência do microblog: o compartilhamento e discussão mais intensa de histórias.

Na prática, a nova interface se resume a três destinos de acesso – início (página principal com as mensagens de seus seguidores), conectar (conteúdos que citam em algum momento o perfil do usuário do site) e descobrir (resumo para explicar aos cadastrados os temas mais populares). Segundo Ryan Server, diretor de plataformas da empresa, as alterações pretendem oferecer uma navegação mais simples e, ao mesmo tempo, rica aos usuários. “Em um mundo onde o Facebook e o Google estão competindo em recursos, o Twitter quer se concentrar apenas em ser simples”, afirma. O microblog, de fato, conseguiu atender às exigências apresentadas.

Ao renovar sua página, o Twitter conseguiu agregar na seção Descobrir as informações necessárias para entender os temas que são discutidos – passo crucial para que o microblog se mantenha dinâmico. A empresa quer acabar com acredita que o recurso seja a isca para convidar seu fiel escudeiro, o usuário, a ser mais ativo. Para dar maior credibilidade aos tópicos mais comentados, conhecidos como Trending Topics, o Twitter se esteia às notícias publicadas em blogs e sites de notícia de credibilidade para explicar o fenômeno que é propagado em rede. É a tentativa de se tornar a praça pública oficial da web, onde todos os assuntos passam pela boca – no caso, palavras – de seus frequentadores. A estratégia, aqui, é evidente: uma vez fortalecido, o Twitter pode atrair mais anunciantes e, consequentemente, amealhar investimentos. Ao que parece, o Twitter havia perdido uma de suas asas, mas pode recuperá-la e dar voos altos. Dependerá do rumo da empresa em se tornar uma plataforma de conteúdos.

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Por que o Facebook elabora plano para criar seu próprio smartphone

Nesta terça-feira, o All Things Digital, ligado à versão eletrônica do jornal The Wall Street Journal, revelou que o Facebook planeja lançar até o início de 2013 seu próprio celular, o que pode iniciar uma nova batalha com protagonistas do segmento, como Apple, Samsung e Motorola, entre outros fabricantes. Desenvolvido em parceria com a taiwanesa HTC, o celular só reafirma a estratégia da empresa – conectar (cada vez mais) pessoas. Depois de agrupá-las em um espaço onde são trocadas mensagens de texto, fotos e vídeos, chegou o momento da maior rede social do planeta sair do espaço virtual para conquista-las, agora, com um dispositivo físico.

Há tempos, rumores provenientes da indústria de tecnologia alimentam a versão de que a rede lançará seu próprio aparelho. Chamado Buffy, o smartphone deverá contar com uma versão modificada do Android, sistema operacional do Google, para integrar ao máximo os serviços da rede social ao aparelho. A estratégia, é claro, é incentivar os usuários a usar ainda mais serviços da empresa.

Todas as atividades seriam centralizadas em um único dispositivo. A agenda de contatos do telefone seria criada a partir da rede de amigos na rede. Assim, os usuários contariam com mecanismos amigáveis na hora de compartilhar textos, fotos e vídeos.

A hipótese que mais desperta expectativa, contudo, é a de que o “Facebook smartphone” facilite também ligações e videochamadas – sem custo, se o cadastrado estiver ligado em uma rede Wi-Fi. Desde julho, o Facebook integrou a sua plataforma ao Skype, principal serviço de telefonia via internet. A vantagem é: com um celular próprio, o usuário recorreria facilmente à agenda de contatos do Facebook, uma medida prática que certamente agradaria a muita gente.

Se a ideia se concretizar, o Facebook pode abrir uma guerra com as operadoras de telefonia, pois, em muitas situações, incentivaria usuários a trocá-las pelo Skype nas ligações. E essas empresas, até aqui, têm sido parceiras da rede social no desenvolvimento de aplicativos do Facebook.

Caso o smartphone chegue ao mercado com essas ferramentas, Mark Zuckerberg, fundador e CEO da rede social, coloca uma promessa em prática: fazer do Facebook uma forma de conectar pessoas – não importa como. Para ele, o site não é mais uma rede social, mas um utilitário social.

Foto: johanl.

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Novo formato de anúncio no FB lembra maior fracasso: Beacon

O Facebook estuda introduzir nos próximos dias um novo modelo de anúncio no perfil dos mais de 800 milhões de cadastrados na rede social. O objetivo da empresa é usar o Ticker (Novidades, em português), um dos recursos apresentados por Mark Zuckerberg, seu criador e CEO, na última conferência da empresa, para fornecer uma nova opção de publicidade às empresas. A ação, contudo, é mais uma tentativa de ressucitar o Beacon, um dos maiores fracassos da rede criado em 2007.

Na prática, os anúncios aparecerão na seção lateral à direita da página principal do usuário, local conhecido como Ticker (imagem acima). A funcionalidade, anunciada por Mark Zuckerberg no último F8, conferência anual da empresa, exibe notificações e todos os rastros deixados por seus amigos na rede social – entenda-se compartilhamento de conteúdo, comentários em álbum de fotos ou mural de pessoas nas quais o usuário não tem vínculo algum de amizade na rede. Ao posicionar o mouse sobre uma notificação, o conteúdo da mensagem é ampliado e exibido.

A revelação foi feita por Annie Ta, porta-voz da rede social, ao ClickZ, site especializado em marketing e tecnologia. O objetivo é que o recurso seja exibido gradualmente a partir de segunda-feira, apenas nos Estados Unidos.  “As histórias patrocinadas ajudarão pessoas a encontrar as ações de marketing mais interessantes que estão acontecendo no Facebook”, afirmou.

Caso o recurso seja ativado, será mais uma estratégia polêmica desenvolvida pela equipe de Mark Zuckerberg. O anúncio no Ticker é um novo modelo de negócio ao gigante de rede social – e uma nova discussão sobre privacidade, uma vez que o formato traz à memória o fracassado Beacon.

Em 2007, quando o Facebook tinha apenas três anos de vida, Zuckerberg já havia sinalizado a estratégia de exposição permanente com a criação do Beacon, recurso já desativado que apresentava propagandas direcionadas a usuários. O serviço foi acusado de violação de privacidade. Semanas após o lançamento, seu fundador apresentou um pedido de desculpas aos usuários.

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Google muda Reader para forçar uso de sua rede social, o Google+

Desde ontem, os milhares de usuários do Google Reader, popular leitor de notícias da gigante de buscas, receberam a nova estrutura e funcionamento do produto. Na teoria, a empresa apresentou um novo visual (imagem acima) e eliminou o recurso de amizades, que permitia visualizar quais conteúdos eram compartilhados na rede de amigos. Na prática, o Google diz que estuda construir uma experiência melhor aos seus usuários. Seu discurso, no entanto, é um simples eufemismo para centralizar atenção de seus usuários e forçá-los a usar o mais novo projeto social, o Google+.

Com um visual mais prático, o Google começa a dar passos para garantir padronização a todos os seus serviços – a grande maioria já possui o projeto gráfico iniciado pelo serviço de email Gmail em julho. Na ocasião, a principal novidade da nova versão do Reader é a mudança nos mecanismos para compartilhar leituras na web: antes, o usuário do Reader compartilhava com amigos do próprio serviço os conteúdos disponíveis na rede; agora, caso queira dividir conteúdos, terá que usar obrigatoriamente o Google+. Caso o usuário não fique satisfeito com as reformulações, há a possibilidade de exportar todos os dados no serviço para, se possível, usar outra ferramenta.

A decisão da empresa irritou parte dos adeptos ao serviço, que usou fóruns de discussão, blogs e até um abaixo-assinado para reativar a versão antiga. O próprio Google já sabia do descontentamento. “Entendemos que alguns de vocês podem não gostar das mudanças. Aposentar os recursos de compartilhamento interno foi uma decisão que tomamos após muita discussão, mas, no final, isso nos ajudará a nos concentrar em algumas poucas áreas e a construir uma experiência melhor”, escreveu o engenheiro do Google, Alan Green.

O discurso da gigante de buscas é a retórica para forçar usuários migrarem suas leituras ao serviço que pode mostrar, ainda mais, a força do Google na vida das pessoas. As constantes mudanças em seus produtos apontam para uma única direção, o Google+, produto ao qual o Google dedica, cada vez mais, atenção. A integração entre o mais novo projeto social da companhia e o Reader permitirá ainda mais expor compartilhamento de informação – o real objetivo mascarado do Google. A empresa está ciente de que a nova batalha é, agora, contra o Facebook, rede social que detém recomendações, gostos ou opiniões de mais de 800 milhões de pessoas. Para o Google, essa poderosa fatia de conteúdo poderá alimentar ainda mais seu mecanismo de busca, hoje munido por uma série de artifícios tecnológicos – e fazê-lo ainda mais gigante. A corrida em busca do ouro – o conteúdo do usuário – começou acirradíssima. Falta saber quem vai vencer.

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Vivemos em uma web menos anônima – e isso é preocupante

Em um post publicado em janeiro 2010, suspeitei que teríamos uma web menos anônima – aberta aos olhos de eventuais ações publicitárias e recheadas de identificações que proporcionariam cruzamento de dados a partir das preciosas informações postadas em redes sociais, como Facebook, Twitter e Google+. Na última semana, a Universidade de Stanford alimentou a discussão ao publicar um relatório que apresenta a mesma tendência: usuários de internet estão “menos anônimos” – e isso é preocupante.

Segundo o estudo, 61% dos 185 sites de grande popularidade analisados pelo Laboratório de Segurança Computacional da Universidade de Stanford compartilha nomes de usuários e outros dados pessoais com parceiros. Entre os maiores receptadores dessas informações, estão Facebook e Google, os principais sites de consumo de conteúdo – e tempo – na web. A conclusão, aqui, é evidente: o consumidor está menos anônimo quando navega na rede. Pior: às vezes, sem seu próprio consentimento. Dados disponíveis em plataformas sociais como nome, profissão, cidade, lista de amigos e álbum de fotos são minas de ouros nas mãos de empresas, uma vez que esses conteúdos podem alimentar ações publicitárias dirigidas a perfis de potenciais consumidores.

O Facebook, talvez, seja a companhia de web mais próxima a essa fonte de riqueza. Em 2007, o fundador e CEO da empresa Mark Zuckerberg já havia usado a primeira estratégia de que informação pessoal, de fato, é produto. Na época, a rede apresentou o Facebook Beacon, recurso já desativado que apresentava propagandas direcionadas a usuários. O serviço foi acusado de violação de privacidade. Semanas após o lançamento, seu fundador apresentou um pedido de desculpas aos usuários.

Nas últimas semanas, a mais nova tacada do empreendedor parece resgatar o princípio do Beacon – talvez até seja sua versão “adulta”. A Timeline (Linha do Tempo, em português) desenvolvida na rede proporciona criação e ampliação de laços sociais entre pessoas, com um valor emocional incomensurável. De fato, o Facebook não seria apenas mais uma rede social. Proporcionalmente, no entanto, cresce a chance uma publicidade indireta pode ser adicionada ao conteúdo. Informações pessoais – de propriedade de cada cidadão – tornam-se propriedade do Facebook. Zuckerberg é sagaz: acredita que a experiência de valor construída na Linha do Tempo obriga pessoas comuns a compartilhar ainda mais. O disfarce digital, neste caso, cai para segundo plano.

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A tecnologia – e seus profissionais – podem favorecer o Jornalismo

Conforme prometido, disponibilizo no blog parte da conversa que tive nesta quinta-feira, durante a 19ª semana de Jornalismo da Faculdade Cásper Líbero. Na ocasião, dividi (boas) discussões com Valdecir Becker (jornalista e doutor pela Escola Polítecnica da USP e especialista em TV Digital), Caroline Pietoso (jornalista e Mestre pela City University), e professor Walter Lima (professor do Mestrado da Cásper Líbero) sobre como a tecnologia – e seus profissionais – podem ajudar o Jornalismo.

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Minha participação na 19ª Semana de Jornalismo da Cásper Líbero

Nesta quinta-feira, às 8h30 (de Brasília), participo da 19ª semana de Jornalismo da Faculdade Cásper Líbero, uma das instituições mais importantes do país. Na ocasião, estarei presente na mesa “Novas habilidades para o profissional de Jornalismo: aproximações entre o Jornalismo e as Ciências da Computação” – ao lado de Valdecir Becker (jornalista e doutor pela Escola Polítecnica da USP e especialista em TV Digital), Caroline Pietoso (jornalista e Mestre pela City University), Lucas Dantas (webmaster trabalha comigo em VEJA), além do professor Walter Lima (professor do Mestrado da Cásper Líbero). O objetivo do encontro é analisar o atual cenário nas redações e revelar a união entre desenvolvedores e jornalistas. Disponibilizarei posteriormente a apresentação, aqui, no blog.

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