Nos próximos meses, nós do De repente, faremos uma cobertura jornalística, inédita no Brasil, na prévia das eleições presidenciais no Paraguai. #
Juliana Gola e Daniella Rigotto já estão no país vizinho para saber e conhecer as ideologias paraguaias, assim como decodificar as futuras posições do País perante à ascensão da América Latina. Segue abaixo uma breve introdução: #
A surpreendente vitória do líder camponês Evo Morales nas eleições da Bolívia, em dezembro de 2005, confirma a tendência de uma postura política à esquerda na América Latina. #
Depois de um longo período neoliberal, com a folgada reeleição dos considerados direitistas alinhados aos Estados Unidos – como Carlos Menem na Argentina, Alberto Fujimori no Peru e Fernando Henrique no Brasil -, o pêndulo hoje pende para as forças oriundas das lutas sociais comprometidas com soberania e a integração regional. #
A insatisfação social e protestos de rua que depuseram onze presidentes em cinco anos no continente desembocam na vitória de candidatos mais esquerda do espectro político – como Hugo Chávez na Venezuela, Luiz Inácio Lula da Silva no Brasil, Nestor Kirchner na Argentina, Tabaré Vazquez no Uruguai, Evo Morales e, provavelmente segundo as pesquisas, Fernando Lugo no Paraguai. #
O fenômeno da “esquerdização” da América Latina já inquieta o imperialismo e seus servos locais. Que diga as visitas-relâmpago do presidente norte-americano George W. Bush em alguns países no mês de março. #
E este é o ponto principal da pesquisa: como o Paraguai, considerado a grande sombra cultural do continente (pouca visibilidade perante seus vizinhos) irá se portar nos próximos anos, com a iminência de mais uma eleição presidencial que pode confirmar a tendência ideológica exacerbada aos países próximos. #
#



