Entrevista com Pierre Lévy e Rogério da Costa

Nova Seção.

Entrevistas!

A decepção ainda toma conta da expectativa no Simpósio de Comunicação. Até neste momento.

Dois dos integrantes do De Repente foram conversar com o filósofo tunisiano e Rogério da Costa, engenheiro de sistemas e filósofo da PUCSP.

Rogério, atencioso, demonstrou interesse na conversa.

Lévy, estrela, por sua vez, ficou na dele. Estamos impressionados com toda sua boa vontade.

Rafael Sbarai – Explique o conceito de Inteligência Coletiva.

Rogério Costa – Tudo começou com Pierre Lévy. É um novo tipo de pensamento, sustentado é lógico por redes sociais, que se tornam viáveis a partir da abertura das redes na Internet.

Rafael Sbarai – Quais exemplos podem ser citados nesta Inteligência Coletiva? A Wikipedia está entre elas, não?

Rogério Costa – Claro, tudo que for disseminado entre usuários está nesta Inteligência Coletiva. Seu próprio blog, por exemplo. Mas fóruns, comunidades, wikis e tantos outros fazem parte.

Rafael Sbarai – O que podemos esperar de novo na Internet nos próximos anos?

Rogério Costa – A Internet muda paulatinamente. Estes avanços, ao mesmo tempo tolos, como Web 1.0 e Web 2.0 mostram isso. Agora, deve-se apropriar nos próximos anos a tecnologia da Web e o progressivo crescimento de um tipo de espaço físico global.

Fim.

Agora, a hora genial.

Após o final da palestra, uns 15 a 20 adolescentes esperavam por Pierre Lévy. Eu e Victor Hugo estávamos lá para realizar algumas perguntas.

Os outros, por apenas um autógrafo e fotos.

Pensei: que tolos.

O conhecimento deste homem vale mais do que você mostrar um livro com sua assinatura.

O pior. Eles estavam certos.

Em meio aos autógrafos, Victor Hugo realizou apenas uma pergunta.

Victor Hugo – Você falou bastante sobre inteligência coletiva e futuro da comunicação. Como vamos convergir e quais serão as transformações da colaboração de um usuário com a Web Semântica? Teremos mesmo essa transformação?

Pierre Lévy – Oh, Good Idea! (Boa idéia)

Simplesmente isso.

Depois, falou aos adolescentes que insistiam em tirar fotos. “I´m not a pop star” (Eu não sou um pop star).

Este é Pierre Lévy. Gênio, mas prepotente.

Os que pediram apenas autógrafos, fizeram o certo.

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  • http://www.anabrambilla.com/blog Ana Brambilla

    Nossa, Rafa… posso imaginar tua frustração… Que chato, hein? Lá na PUCRS, apesar do meu relato positivo, ele era também tratado como pop star. E, naquela época (2003 – 2004), ele ainda estava na crista da onda da produção ciberespacial dele…
    Bom, parece que dessa vez, lá em Porto, as discussões renderam. Porque se dependesse da passagem dele por Sampa, acho que ele não voltaria tão cedo ao Brasil.
    Mas também penso… será que ele não foi tão prepotentemente lacônico com vocês em função da falta de paciência e indignação (justas) com a situação patética que havia se instaurado durante a palestra dele, por causa daquele tradutor pífio?

    beijo, guri.
    Ana

  • http://www.chacinco.blogspot.com teté

    cara porre esse, ein!
    e, mano, troca meu link! ;.)