ago 18
Pierre Lévy e seu tradutor
![]()
Pierre Lévy, bem-humorado (por enquanto) chegou sorridente e cumprimentou a todos os presentes no 2º simpósio da Comunicação, na Vila Mariana, São Paulo, com um aceno de mão.
Logo depois, veio o tradutor, sem o code-nome (esqueci). Pós-doutorado e muitos anos nos Estados Unidos.
A princípio seria uma conversa e, aos poucos, teria uma interrupção para o famoso translate.
Aos poucos, a platéia começava a perceber o nervosismo para a tradução. Alguns erros básicos, outros bem difíceis, já que se tratava de uma tradução muito técnica.
Os constantes erros trouxeram novos tradutores na platéia. Alguns tentavam, é claro, ajudá-lo, mas outros, metidos a belletristas, ecoavam palavras para denigrir o tradutor.
A grande maioria recriminou-o na noite, sem ao menos dar uma chance, pois era evidente a afobação.
A culpa, coitado, não é dele, é de quem o colocou lá. Este seria o alvo.
No final da palestra, ele, humildemente, pediu desculpas e disse uma frase ao menos interessante.
“Pessoas, peço desculpas pelo nervosismo. Mas é difícil transmitir uma coisa às pessoas se você quer aprender, conhecer e entender as técnicas de Lévy”.
Em uma conversa com Rogério Costa, pós-desembaraço, disse: “Cara, que mico!”









agosto 18th, 2007 at
[...] De repente A Janela d´alma do Jornalismo e da Cultura Web « Pierre Lévy e seu tradutor [...]
agosto 23rd, 2007 at
Sou tradutor, mas não intérprete. Quer dizer, faço o escrito, mas não o falado. Como tradutor veteraníssimo (quase 40 anos), concordo plenamente com você e, se a pessoa que pagou o mico estiver aí lendo, que aceite meu abraço cheio de compreensão.
Você tem razão: o culpado é quem colocou de intérprete alguém que não estava preparado para isso. Principalmente, alguém que, interessado demais na palestra, estava dividido entre a obrigação de traduzir e o desejo de participar como qualquer outro.
Trazem um cara importante do exterior e, para economizar uns trocados, deixam de contratar um profissional tarimbado para traduzir. É como se, para guardar uns tostões, tivessem deixado o infeliz sem telefone.
Como diz minha mulher, “a economia é a mãe da porcaria”. Mas a turma não aprende.
agosto 23rd, 2007 at
Danilo,
agradeço o comentário.
É pertinente e essencial uma voz na tradução, vindo de você.
Nós, do De Repente, só queríamos transmitir a sensação que ficou para uma das palestras mais esperadas para o Mundo da comunicação.