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Pierre Lévy, bem-humorado (por enquanto) chegou sorridente e cumprimentou a todos os presentes no 2º simpósio da Comunicação, na Vila Mariana, São Paulo, com um aceno de mão.
Logo depois, veio o tradutor, sem o code-nome (esqueci). Pós-doutorado e muitos anos nos Estados Unidos.
A princípio seria uma conversa e, aos poucos, teria uma interrupção para o famoso translate.
Aos poucos, a platéia começava a perceber o nervosismo para a tradução. Alguns erros básicos, outros bem difíceis, já que se tratava de uma tradução muito técnica.
Os constantes erros trouxeram novos tradutores na platéia. Alguns tentavam, é claro, ajudá-lo, mas outros, metidos a belletristas, ecoavam palavras para denigrir o tradutor.
A grande maioria recriminou-o na noite, sem ao menos dar uma chance, pois era evidente a afobação.
A culpa, coitado, não é dele, é de quem o colocou lá. Este seria o alvo.
No final da palestra, ele, humildemente, pediu desculpas e disse uma frase ao menos interessante.
“Pessoas, peço desculpas pelo nervosismo. Mas é difícil transmitir uma coisa às pessoas se você quer aprender, conhecer e entender as técnicas de Lévy”.
Em uma conversa com Rogério Costa, pós-desembaraço, disse: “Cara, que mico!”




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