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Pede pra Sair… mais uma vez!
Pra não perder o pique do post anterior… “Tropa de Elite” causando mais uma vez!
É impressionante a maneira como este filme mobilizou nossa sociedade. Agora a moda mais recente é inventar sequências para o filme de Padilha. A mais popular, segundo uma rápida Googleada =) é o filme de João Moreira Salles e Katia Lundi, “Noticias de uma Guerra Particular”, vendido sob o título de “Tropa de Elite 2″.
Fora a óbvia situação grotesca que isso representa para a indústria cinematográfica no Brasil (aliás, existe alguma?) isso é um fenômeno no mínimo interessante. Mais interessante pois não parece incomodar o consumidor, que ainda deslumbrado, quer cada vez mais informações e produtos relacionados… mesma que a relação seja esparsa, como é o caso do documentário que virou sequência da ficção em questão.
Enfim, se por um lado toda e qualquer noção de direitos autorais e direitos de distribuidores foi jogada para o alto com o mercado informal, por outro, parece que este foi o método mais eficiente, senão único, de fazer um filme nacional atingir o próprio público.
Afinal de contas presume-se que se um cineasta se propõe a usar dinheiro público - e meus caros, todo mundo usa - pra produzir um filme, a obra final tem que no mínimo dialogar com seus “patrocinadores” certo? Mas isso tudo levanta questões muito profundas e doloridas nos maravilhosos “autores” brasileiros e seus amigos jornalistas, acadêmicos e críticos cinematográficos… (sic! para todo o parágrafo). Por sinal alguém viu o último filme do Bressane?
Enfim, “Tropa de Elite” é um fenômeno não pelo filme em si, mas porque ele prova que é sim possível fazer cinema no Brasil e, mais do que isso, é possível que os próprios brasileiros assistam e gostem de filmes nacionais. O filme incomoda a chamada “elite intelectual” pois ele mostra que o público sabe pensar por si e dizer muito claramente o que quer: sem a MENOR necessidade de um “especialista” lhes dizendo o que é bom ou ruim…








novembro 1st, 2007 at 11:04 pm
Valeu pela citação.