

MacBook na Saraiva em meio a LCDs e notes mais populares
Passeando com Mayra no Center Norte (Shopping de SP) hoje, decido passar na Saraiva para comprar o segundo volume do Guia do Mochileiro das Galáxias. No lugar de encontrar um exemplar do “Restaurante no fim do Universo” me deparo com uma mesa repleta de notebooks, telas de LCD e impressoras. Ali no canto, mas não sem destaque, um pequeno MacBook descansa em meio a CCEs, Novadatas e outros modelos mais populares.
É senhores, a Maçã está mesmo se espalhando pelo Brasil, pelo menos na cidade de São Paulo. O mais novo queridinho do momento é o Air, aquele, o “mais fino do mundo“. A coletiva da Apple divulgou o preço do pequeno para o mercado brasileiro.
Para os brasileiros, o notebook mais leve do mundo vai pesar muito no bolso. Por 6.199 reais você pode comprar um notebook, potente, mas sem drive óptico. Nos EUA, o preço do queridinho é 1.800 dólares. Macmaníacos e entusiastas de tecnologia, com uma boa grana sobrando, vão gostar e comprar o brinquedinho. Para os mortais, como eu, uma solução muito mais prática, que na minha opinião não perde em nada para o novo note é o macbook tradicional, esse aí vendido na Saraiva ou em 12x sem juros no Extra. É leve, é potente, vem com gravador de DVD e o melhor, não vem acompanhado de uma espada!

Minha pergunta: Até quando o mercado brasileiro será ignorado?
Sim, eles afirmam que ampliaram a oferta de produtos, reduziram os preços e podem abrir novas lojas (com parceiros). O problema é quando? Temos os iPods mais caros do mundo, posso dar o palpite que temos também o Air mais caro, ou dos mais caros.
Não teria a Apple mercado no Brasil? Acho que a resposta é simples, um SIM gigantesco. Temos inúmeras agências de publicidade, faculdades, editoras, designers, artistas… um número grande de macusers que não pode ser desconsiderado. Sem falar no usuário doméstico, que buscando desempenho, melhor design e fuga do Windows, pretende comprar um Mac.
O que a Apple ganha com isso? Nada. O que ganhamos com isso? Nada. Não sei que planos a diretoria da empresa, ou mesmo a diretoria nacional terão para o país. Boatos não faltam. Apple Store gerenciada pela Fast Shop, nova loja no Market Place, iPhone pela Claro, etc, etc.
Neste tempo, continuamos na escuridão. A Apple Store parece um mito, algo que as pessoas passam de uma para outra, sempre em voz baixa, como se fosse algo frágil, misterioso. A assessoria de imprensa quando escuta falar “Apple Store” parece enfrentar um monstro, algo de que ninguém pode ou escutou falar.
A falta de postura da empresa de nosso amigo Jobs me desaponta. Que a Apple não difere em nada da Microsoft não é novidade, só no design, pois no oligopólio, práticas abusivas de comércio e falta de respeito com o consumidor as duas são se não idênticas, muito parecidas.