fev 11
Fim da greve; começo dos problemas?
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Como todos sabem, os roteiristas norte-americanos, por meio da WGA (Writers Guild of America - maior representação sindical de roteiristas dos EUA) entraram de greve há cerca de 3 meses. O motivo principal foi a reformulação do contrato que rege as relações entre produtores televisivos e cinematográficos e a “classe roteirista”, no qual consta a maneira como será feita a partilha do recheadíssimo bolo que representará os lucros que as distribuidoras terão por meio do conteúdo que cada vez mais será comercializado pela internet (afinal de contas, os produtores audiovisuais já deveriam ter aprendido boas lições com seus colegas músicos e os mp3).

Deu na BBC Brasil e no G1 que a greve chegou ao fim. Isto é parcialmente definitivo, pois haverá votações nessa próxima terça, dia 12, para que os próprios membros decidam se aceitam o acordo fechado que incluiu, entre outras coisas coisas, uma garantia de aumento anual de no mínimo 3%.
Enfim, a questão principal vai muito além da greve, do dinheiro envolvido (talvez nem tanto…) e do orgulho ferido dos roteiristas supostamente mal-pagos: vivemos numa época em que as idéias, de fato, são o centro das atenções. Nos afastamos cada vez mais da velha concepção centralizada de que a figura do “diretor” ou do “produtor” é o que sustenta a indústria cultural.
Os roteiristas, de maneira muitíssimo sábia, perceberam que a história a ser contada é o que faz a verdadeira diferença (a série “Lost” está aí para provar isso) e que duas cabeças pensam muito melhor do que uma. E, por que não, três cabeças? Quatro? E por aí vai… a característica mais marcante dessas séries que fazem tanto sucesso (e que são a cereja do bolo da indústria do entretenimento/cultura atual), é o fato de terem diversos roteiristas pensando em seu conteúdo e renovando suas próprias fórmulas.

Os roteiristas e sua greve, causaram um tremendo furor (vale uma conferida na bizarríssima campanha anti-greve da AMPTP - Alliance of Motion Pictures and Television Producers - órgão americano enfrentado pelos roteiristas): atrasaram-se temporadas inteiras de séries, diversos filmes deixaram de ser produzidos, muitos milhões de dolares de prejuízo e um Oscar 2008 quase adiado, mas eles deixaram uma ligeira dúvida pairando no ar: quem é o “dono” da idéia? Quem merece, de fato, os créditos (e os lucros) por sucessos inquestionáveis de público? Diretores, atores, produtores, escritores, o cara que bate a claquete? Enfim, este velho “problema” está apenas começando (mais uma vez, por sinal).
O que ficou claro é que a criatividade e a capacidade de coordenar cabeças estão tomando o lugar da velha e consolidada”autoria” … e quem ganha com isso é o espectador!
Fotos do Flickr.








fevereiro 22nd, 2008 at 5:24 pm
Amigos essas Historia é de louco greve so se for de frescura
Abraços a todos esse Blog é SHOW
fevereiro 22nd, 2008 at 5:48 pm
Valeu Leandro!
Agradecemos os elogios!