Newscamp, por poucos minutos



Espanhóis aderem aos encontros offline: veja o Twittmad no De Repente

Mais um formato #camp aconteceu na capital paulista.

Neste sábado, no Espaço Gafanhoto, ponto turístico dos geeks na região central/nobre da cidade, houve mais uma desconferência entre blogueiros, publicitários, jornalistas e admiradores de temas envolvendo tecnologia e comunicação.

O Newscamp, chefiado e mediado brilhantemente por Ceila Santos, mais uma vez confirmou uma tendência: a necessidade de deixar o mundo on-line para discutir no offline.

Sem uma cobertura extensa, o De Repente esteve presente, por poucos minutos, só para ouvir a discussão e a evolução dos assuntos com pessoas de um mesmo interesse.

O Cauã até tentou fazer um liveblogging, aos moldes do Blogcamp, mas sem sucesso. Os cinquenta e poucos minutos que permanecemos por lá não propagaria a discussão, agora no âmbito on-line. Logo, não seria justo fazer um resumo do evento.

Nos únicos dois temas discutidos, alguns aspectos interessantes a serem observados:

• Mídia tradicional: convergência e mutação ao meio on-line
Muita discussão apenas sobre o território nacional. Ninguém discutiu, por exemplo, os avanços de jornais tradicionais em ambientes virtuais. Na semana passada, por exemplo, o New York Times anunciou uma parceria com o Google para a inserção, em todas as notícias, de Geocoding.

A estratégia, pioneira, é revolucionária e abre mais um segmento para convergir informação e tecnologia. Uma estrutura de mapas que reforça o caráter hiperlocal. A atitude, importante, deveria ser abordada.

• Jornalismo Colaborativo nos portais: pode denominá-lo mesmo assim?
Hum, pergunta intrigante, mas que devemos refletir. Alguns membros da desconferências criticaram a postura de portais sobre a participação do internauta/interagente no processo informacional. Podemos denominá-lo assim?

Bom, com certeza a discussão se ampliou após o almoço, hora de partida do De Repente, mas por poucos minutos já houve um confronto de idéias. Globo, Terra e iG são portais que disseminam, sim, o Jornalismo Colaborativo.

Nós só temos que ter uma percepção: cada um tem seu formato. O Terra, por exemplo, só destaca conteúdos produzidos por internautas com aspectos com um cunho de tragédia: um acidente ali, a queda de um muro lá. E, detalhe: a notícia torna-se pauta do jornalista do portal.

O iG, com o Minha Notícia, destaca também aspectos sensacionalistas. Mas também há destaque para o caráter hiperlocal. O espaço destinado ao interagente possui diversos conteúdos. Nâo podemos padronizá-lo ou desconsiderá-lo como Jornalismo Colaborativo.

Há de se pensar na questão de retorno, audiência. Isso é formato e depende da opinião editorial de cada veículo. Seja correto ou não.

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