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Esta semana eu recebi um e-mail, no mínimo, curioso. A assessoria de imprensa da Claro me enviou um release comentando que a operadora já tinha cerca de 100 mil pessoas com interesse em comprar o iPhone 3G da Claro. Número conquistado por meio do cadastro que pode ser feito no site da operadora.
Que o número de interessados no aprelho da Apple é grande, eu concordo. No entanto, 100 mil pessoas é metado do número total de assinantes 3G do Brasil. Essa informação da Claro tende a ser real.
O que me anima, porque o número de assinantes 3G cresceria 50% com a chegada do iPhone pela Claro, sem contar que a Vivo também venderá o aparelho, o que elevaria ainda mais o número de assinantes 3G no Brasil.

Mas a dúvida que permanece é a seguinte: será que essas 100 mil pessoas estão interessadas em comprar o aparelho apenas por imaginarem que, como de costume, a Claro manterá sua política intensa de subsidar celulares, e assim, comercializará o iPhone a preços mais baixos atrelados a planos de voz e dados?
Se isso ocorrer da forma como imagino, então a Claro, a partir do momento que apostar no subsídio do aparelho, terá um grande mercado em potencial com a venda do iPhone.
No entanto, se a operadora não subsidiar os aparelhos, eu não acredito que as pessoas irão comprá-lo nas operadoras, e sim no mercado paralelo como Santa Efigênia ou por meio de importações de fora, via pessoas conhecidas que viajaram para locais como os Estados Unidos.
Dessa forma, esses números da Claro não revelariam potenciais clientes, mas sim pessoas interessadas exclusivamente no iPhone, independentemente se ele for Claro, Vivo, Tim…
Foto do Graft.



