ago 29 2008

Risadas

Tag: Cinema, ReflexõesNikolas Maciel @ 7:11 pm

Post reflexivo.

Muito tardiamente assisti ao novo Batman há uns dois dias. Filme fantástico, sensacional… de fato tudo o que têm dito por aí e um pouco mais! Me fez pensar a fio pelos últimos dias: o filme bateu diversos recordes de bilheteria e eu só consegui pegar uma sessão que não fosse abarrotada por que fui na terça feira a tarde (ainda sim tinha gente no cinema, acreditam?). Tende a ser o maior sucesso de arrecadação da história do cinema se as salas continuarem cheias desse jeito.

O trabalho de divulgação para o filme foi genial. Muitos meses de: polêmicas; um ARG (alternate reality game - uma grande gincana que mistura eventos reais e virtuais) que aconteceu em diversos lugares do mundo com muitos sites, videos e provocações; a morte de Heath Leadger (e sua atuação marcante) etc. Mas muito além de um produto muito bem concebido e um case de sucesso, o filme traz questões bastante significativas de nosso tempo.

Seu maior crime foi morrer…

Certamente o que cativou as pessoas e transformou o filme nesse fenomeno não foi o filme em si e muito menos a figura do batman. O grande protagonista desse sucesso é o Coringa. Não o ator, a personagem. Agente do caos e combatente da burocracia da vida contemporânea o Coringa traz consigo as vontades mais obscuras e reprimidas que passam pela nossa cabeça somente quando estamos travados na hora do rush no meio da 23 de maio. O descaso pela vida, a insanidade e principalmente a total imoralidade são trazidos à tona em cada reviravolta da narrativa do filme, e a frieza chata e republicana do Batman servem apenas de contraponto moralista para a presença cativante e instigante do Coringa.

… agora quem vai fazer a continuação?

De uma forma bastante inusitada (sendo um dos maiores hits da história) o filme questiona alguns lugares comuns do cinema, como o mocinho ficar com a mocinha e o bem triunfar sobre o mal (apesar da dimensão de mártir que se tentou atribuir ao Batman, buscando fazer do telespectador cúmplice e testemunha de sua causa). É praticamente impossível não ficar na cadeira esperando por cada aparição fantástica do Coringa. E sua genialidade muito bem associada ao seu caráter insano provocam uma situação de bem-estar recheada de auto-moralismo: todos queremos falar que nem ele, rir que nem ele e destruir que nem ele, mas nos protegemos no fato de isso ser “só um filme”. Isso é uma experiência única. A relação Coringa-espectador vai demorar gerações pra se desfazer.

Vivemos em tempos obscuros de afastamento e esvaziamento das pessoas. Talvez somente com os exageros e mentiras das realidades cinematográficas possamos rir um pouco e dar mais sentido às ficções de nossas vidas.

Fotos de divulgação tiradas do site da Warner.


ago 29 2008

Bom agregador de informações de sites/blogs

Tag: Cultura WebRafael Sbarai @ 3:04 pm

Estou surpreso com a ferramenta que acabo de conhecer. Quarkbase, um serviço que disseca todas as informações de um ambiente virtual, promove o que considero pertinente para qualquer pessoa que deseja acompanhar de perto o retorno que possui com seu conteúdo.

Ele simplesmente fornece a você, rapidamente, dados específicos de site/blog. O serviço promove um analisador detalhado e que permite “elocubrar” sobre todas as características que são vistas.

Há detalhes, por exemplo, de ranking do ambiente virtual em diversas redes sociais, além de links provenientes do Twitter.


ago 29 2008

Torneio de Wii Fit em São Paulo

Tag: Cultura WebVictor Hugo Alves @ 12:16 pm

A febre do Wii corre o mundo. O videogame mais vendido nos EUA ganhou um torneio em São Paulo.

O torneio será em cima do jogo Wii Fit, plataforma que visa que a pessoa jogue e se exercite ao mesmo tempo. A disputa começa na próxima terça-feira, dia 2, e será realizado pela Metropolitana FM. O torneio terá duração de 20 dias e ocorrerá no Central Plaza Shopping.

O vencedor do torneio levará um Wii Fit para casa. O legal é que não é necessária fazer uma inscrição prévia, basta ir no shopping no primeiro dia, que é a fase classificatória, e jogar e se divertir.

A iniciativa só prova que a sacada da Nintendo de usar e abusar da interação com o jogador em seus jogos não atraiu apenas os fanáticos por games, mas contagiou o mundo inteiro, atingindo todas as idades.

Para quem tem tempo hábil, vale a pena, pois o jogo é fantástico e a diversão vai ser garantida, além de se exercitar um pouco (o que nunca é ruim). Este que vos fala tem o Wii e já jogou o game e recomenda.


ago 28 2008

Blackberry supera iPhone nos EUA

Tag: MobilidadeRafael Sbarai @ 4:29 pm


iPhone é objeto turístico nos EUA; o manda-chuva é o Blackberry

Importante e extremamente pertinente o levantamento que recebi, via amigo de trabalho no iG. Durante uma viagem recente que fez aos Estados Unidos, ressaltou um valor cultural importante: “iPhone, lugar-comum, [apesar de sua estréia não-oficial no Brasil] não é tão popular quanto um Blackberry no país”.

A afirmação chega a ser duvidosa, mas dados comprovam tal pensamento, o que é surpreendente pra mim. Segundo o blog da Blackberry Brasil, marca que é vista como um aparelho “corporativo” por aqui, venderam duas vezes mais que o brinquedinho da Apple tão popular.

Seus smartphones alcançaram 44,5% do mercado americano, quase 10 pontos percentuais acima do trimestre anterior. O iPhone, por sua vez, caiu de 26,7% para 19,2%.

Obs: O OUTRO LADO: Não encontrei outros valores/métricas sobre o atual levantamento. Caso encontre, destacarei em um post.

O dado só ressalta como a cultura web mobile é diferente em cada país. Por lá, por exemplo, SMS é coisa de outro planeta, ferramenta praticamente extinta.

Enquanto isso, confio ainda mais em um pensamento local. O famigerado iPhone, aparelho esteticamente chamativo, aos poucos, acaba ganhando um desenho no Brasil como o Nike Shox: caro, objeto de desejo de muitos e, por incrível que pareça, consumido por classes média/baixa.

Foto: Dan H.


ago 27 2008

A crise dos impressos, agora, na Austrália

Tag: MídiaRafael Sbarai @ 3:45 pm


A vez do Fairfax Media chegou; no Brasil, a crise chega logo menos

Fairfax Media, o segundo maior grupo de comunicação da Austrália, seguiu os mesmos passos de USA Today, Atlanta Journal, Chicago Tribune e Los Angeles Times e, nesta semana, anunciou a demissão de 550 funcionários. O motivo é claro. Reduzir a folha de pagamento em 29 milhões de euros.

Segundo o sindicato local, isso afeta 180 jornalistas. A reestruturação acontece por nova queda de receita de publicidade e decréscimo da venda de suportes de comunicação.

Infelizmente, isso tornar-se-á lugar-comum por aqui. A falta de reconfinguração e novos modelos de negócio para atrair a grana é uma questão que deve ser ressaltada. A sobrevivência tão questionada e debatida na blogosfera começa a depender disso…

Foto: mohamedn.


ago 27 2008

Queda publicitária e a ["boa"] desculpa do NYT

Tag: MídiaRafael Sbarai @ 1:17 pm


Boa, NYT! Queda publicitária acontece pelo rendimento da economia dos EUA

Saiu nesta quarta-feira na Efe e em alguns canais de comunicação. O grupo The New York Times Company, sim do famoso jornalão NYT, anunciou uma queda publicitária no primeiro semestre de 2008. A baixa, relativamente importante, foi ocasionada, segundo a empresa de comunicação, pelo rendimento da economia norte-americana nos últimos meses.

Pois é. Essa foi a “desculpa” encontrada por um dos impressos mais lidos de todos o mundo. New York Times merece elogios por seus avanços, seja por seu pioneirismo com o geocoding (geocoding), seja pela liberação da API para deixar o jornal programável. Mas, o motivo para tal não me convence.

É claro e notório que a queda publicitária, lugar-comum hoje nos EUA, é pela pouca preocupação por anunciar em suportes materiais, como o jornal.

New York Times é só mais um caso norte-americano que merece destaque e preocupação. Quando não acontece uma coisa dessa por lá, geralmente há uma debandanda de funcionários/jornalistas no USA Today, Atlanta Journal, Chicago Tribune e Los Angeles Times.

Foto: Amit.


ago 26 2008

Facebook alcança um número de respeito

Tag: Cultura WebRafael Sbarai @ 2:15 pm

Quatro anos foram suficientes para a Facebook alcançar um número de respeito na web. Nesta terça-feira, via twitter de Dave Morin [um dos diretores do ambiente virtual], descobri que a rede social de sucesso nos Estados Unidos registrou 100 millhões de usuários.

A tendência, pelo jeito, é que este número aumente. Tanto no continente americano, quanto em todo o mundo.

Facebook já possui bons números em países “nichos de redes sociais”, como Espanha, por exemplo. Desde setembro de 2007, alcançou a liderança entre todas as redes sociais do mundo.

Soma-se a isso o alarde pós-Olímpiadas com atletas norte-americanos. Michael Phelps, detentor de oito medalhas de ouro em Pequim, recebeu nada mais do que sete mil pedidos de amizade no ambiente virtual. Isso em poucos dias.

No Brasil, por enquanto, enxergo Facebook como a rede social “indie”, com um principío meio que alternativo.


ago 25 2008

Um jornalismo financiado por cidadãos

Tag: ColaboraçãoRafael Sbarai @ 3:05 pm


Spot.us possui uma premissa pioneira, mas requer um certo cuidado

Via The New York Times.

Uma organização norte-americana sem fins lucrativos promove a criação de um novo experimento na web envolvendo o Jornalismo Colaborativo. Trata-se do Spot Us, um projeto “jornalístico financiado por um grupo de cidadãos”.

A idéia, a priori, é extremamente interessante: cidadãos propõem um tema e financiam a investigação e a produção de uma notícia. Isso promove a ampliação de conceitos como denúncias e casos não destacados pela grande mídia.

Um exemplo. Sabe de um esquema de corrupção que envolve um distrito e não sabe como delatar/levar a denúncia aos veículos de comunicação, presos, às vezes, a alguma ideologia? Leve ao Spot us. Você deve captar “recursos” e a organização sem fins lucrativos produz o alarde.

A ferramenta colaborativa inova, porém requer cuidado. Sabemos de problemas individuais por interesse. Não podemos descartar a idéia de promoção alheia.

Foto: Maneno.org.


ago 25 2008

AllVoices entra na onda do incentivo financeiro

Tag: ColaboraçãoRafael Sbarai @ 12:51 pm


Incentivos e colaboração emergem de diversos formatos: AllVoices peca na idéia

O Allvoices, espaço destinado aos conteúdos produzidos por cidadãos, promoveu mudanças e, a partir desta semana, seguirá os mesmos passos de OhmyNews e tantos outros ambientes virtuais colaborativos: vai criar incentivos financeiros aos cidadãos-repórteres.

O “meio cidadão” lançou o Excellence in Citizen Media Initiative, um programa de duração de seis meses (de 19 de agosto de 2008 a 19 de fevereiro de 2009).

Durante este período, qualquer pessoa que produzir conteúdo pode obter recompensas financeiras. O único problema, pra mim, é sua métrica: mais visitas, mais dinheiro. [confira as normas de participacão].

Já foram estabelecidos até os possíveis “prêmios”: mil dólares para conteúdo que consiga 100 mil pageviews nos seis meses e 100 mil dólares para aqueles que alcancem um milhão de páginas visitadas.

Infelizmente, tal métrica não produz (ainda) bons conteúdos. Só banaliza a idéia de sensacionalismo, de espetáculo, tão criticados por blogueiros/jornalistas/entusiastas da comunicação.

Logo, não acredito que seja interessante a proposta. Algo audacioso, pertinente e bem objetivo é, por exemplo, realizar uma métrica por comentários em cada conteúdo postado, por exemplo. Isso permite a criação de uma rede de discussão, por mais que a seção comentários não seja um chat.

Foto: Da_Flow19.

Leia mais:

A importância da colaboração em Cuba

Escreva por onze centavos

Mapeamento climático colaborativo no Twitter


ago 22 2008

Me tire daqui

Tag: Cultura WebRafael Sbarai @ 3:58 pm


A ferramenta do “Me tire daqui” é mais uma daquelas invenções bizarras da web

Misantropia é uma aversão moderna. Não tem jeito. Ambientes virtuais, redes sociais, comunicadores instantâneos promoveram o que considero como aplicativos do fim da timidez, a aversão ao ser humano e qualquer tipo de relação face-a-face. Mas, via Simple Spark, percebi que a fobia social tem um novo serviço de “fuga”: o getmooh, o programador de ligações no celular.

Seu nome é o mais apropriado possível: getmooh é uma abreviação de “Get Me Out Of Here”. O conhecido “me tire daqui agora”. O aplicativo é de graça e permite o agendamento de horário e data para receber uma ligação para “fugir” de qualquer encontro que não deseje aparecer. O serviço tem uma premissa bem nonsense mesmo, mas caso queira usá-lo, há um espaço para explicações.

Foto: Brittaney.


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