
Revista de “luxo” só comprova a busca por especialização [e mais dinheiro] no WSJ #
O anúncio de demissões e uma possível crise promoveram iniciativas no Wall Street Journal. O “jornalão” repensa modelos de negócios diariamente e, não à toa, acaba de lançar uma nova publicação segmentada: o WSJ. #
A empresa arriscou. Vai apostar em uma revista de “luxo”. Simplesmente sobre estilo de vida [feminino]. A nova publicação será veiculada nos Estados Unidos, Europa e Ásia. Com uma tira de 960 mil exemplares. #
Fará uma cobertura interessante [do ponto de vista da reformulação de negócios com a informação]. WSJ terá como editorias moda, imóveis, viagens e, claro, personalidades. #
Mas o que me chama mais atenção de tudo isso é o direcionamento do público-alvo, característica pouca destacada e que merece ser evidenciada. O Wall Street Journal, um dos maiores veículos impressos do mundo, tem como grande parcela de leitores homens, certo? #
Há alguns meses, em busca de publicidade, houve uma flexibilidade com um objetivo único: lucro. Paulatinamente, começou a produzir conteúdos voltados apenas ao público feminino. A primeira aparição foi o Journal Women. #
O ponto de vista reflexivo da criação da revista é extremamente benéfico para o futuro do jornalismo, seja qual suporte é desenvolvido. Pelo que observei na questão publicitária [a grana que tanto buscam], há um grande retorno ao grupo. Dos 51anunciantes que destacarão suas marcas na revista especializada, 19 ingressarão pela primeira vez ao jornal. #
Isso é repensar modelo de negócio, sobreviver e se manter em destaque na imprensa mundial. Coisa que não é vista por aqui infelizmente. #
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