![]()
Que o conteúdo gerado pelo usuário, organização e exploração das comunidades e colaboração estão em alta (cá entre nós para o bem de todos) não é novidade, mas um dado interessante é que os games parecem utlizar essa fórmula com bastante sucesso em títulos fantásticos.

Um exemplo recente é Spore, onde o usuário pode criar absolutamente tudo, suas células, criaturas, civilizações, edificações, veículos, naves espaciais, além de pintar e bordar nos planetas das galáxias. Outro ponto, além do “conteúdo gerado pelo usuário” ser quase livre, as criações são compartilhadas pela internet, além é claro da possibilidade de os jogadores interagirem, ampliando os cosmos. Todas as criações são enviadas para a SporePedia, uma enciclopédia das criações geradas pelos usuários no mundo.
Tão ou mais fantástico que o Spore, não sabemos ao certo pois ele ainda não foi lançado, é o conceito de Little Big Planet.
O game para PS3 já impressiona por sua qualidade gráfica, mas seu grande trunfo não é esse. No game o usuário tem o poder completo.
O game também se divide em duas esferas, online e offline. Na offline o jogador passa por missões programadas pelos desenvolvedores, usando o poder de criação do game para ajudar a romper obstáculos. Como se o modo single player fosse um tutorial para o universo online.

No meio online, os usuários criam seus níveis, suas missões, seus obstáculos. As ferramentas de criação dão inclusive a liberdade para que o usuário gerencie a inteligência artificial (AI) das armadilhas, cenários e gerencie as recompensas para cada level.
A comunidade também será forte. Os usuários podem se organizar no melhor estilo Orkut e Facebook de ser, podem marcar aventuras juntos, avaliar criações de outros usuários, assinar o Feed de quem crie coisas bacanas, etc.
É uma aposta total no poder do usuário e da comunidade online feita pela Sony, que espera que o game e seu personagem, o sackboy (que pode ser completamente modelado, para desespero dos Miis da Nintendo) vendam muitos consoles.
A comunidade não é coisa nova nos games, temos isso com WoW (World of Warcraft), Ragnarok, e vários outros MMOs, mas em nenhum momento a criação gerada por essa comunidade foi tão respeitada.
A indústria dos games absorveu o conceito da internet, modelou, deu uma cara de desenho animado e o vendeu, o que parece que está dando muito certo.
Abaixo o trailer de Little Big Planet exibido na GC 2008



