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O raio azul brilhava forte depois de uma vitória esmagadora em cima de um concorrente de nome bem menos legal: HD-DVD, sigla confusa do oponente, ficava do outro lado do ringue. Em jogo estava o título de sucessor do DVD.
Apoiado por grandes nomes como Sony, Panasonic e Warner Bros., o BluRay, como todos sabem, foi o grande vencedor.
Vídeos em alta definição, espaço pra armazenar dados pra caramba, jogos de PlayStation 3, o BluRay parece ter assumido o posto com excelência. Os gurus da indústria já afirmam que em três anos ele desbancará de vez o DVD como mídia óptica mais vendida no mundo. Mas pra mim, o disco é uma tecnologia nova feita para um contexto já ultrapassado.
Voltemos no tempo. Vamos pra época que você tinha que abafar os gritos do modem dial-up com um travesseiro pra não acordar o pessoal de casa, que pendrive só era realidade nos EUA e o hard-disk ficava lotado com a instalação do último jogo da Lucas Arts (nostalgia!). O DVD chegava pra solucionar um monte de problema: é portátil, com espaço de gravação coerente pro momento e uma qualidade de imagem que ainda supera muito programa de televisão. Com o tempo tornou-se uma mídia barata.
Hoje, DVD pra mim é frisbee descartável, um donut prateado pra colocar no micro-ondas e ver raiozinho. Se não fosse o preço alto e a imposição da indústria, assim também seria com o disco azul. Com a banda larga, com o infravermelho e o bluetooth (essa galera gosta das coisas coloridas), com os softwares P2P, com as memórias flashs, as mídias ópticas me parecem coisa bruta, velha, ruidosa, lenta, que risca, que perde dados… O lance agora é fazer download, compartilhar, disponibilizar na rede, fazer negócio online.
Com o BluRay estaremos alimentando a forma tradicional, mas ainda lucrativa de fazer negócio, no qual os verdadeiros vencedores são os grandes estúdios por trás dos blockbusters e a indústria de gravadores e players. Nós usuários parecemos estar mais interessados no que acontece dentro da rede. Quem se deu conta disso foi o Steve Jobs com seu Itunes, Apple TV e laptops anoréxicos que dispensam drivers ópticos.
Foto: dekuwa



