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O retorno da cultura do “algo a mais”

Tag: culturawebRafael Sbarai @


Vimeo Plus é um exemplo: pra ter serviços exclusivos, pague

Há exatos dois dias, fiz um pequeno artigo sobre minha preocupação envolvendo o retorno [apenas lá fora, pois no Brasil isso ainda é comum] de conteúdo pago nos meios tradicionais que possuem ambientes virtuais de informação. Tudo em busca de alternativas para sobreviver em meio às crises no mercado financeiro.

Nesta sexta, vi no blog Sillicon Valley que a restrição pode voltar a ser uma alternativa em potencial na web. A disseminação de informação e a “avalanche do que é livre” pode promover o retorno do fim da circulação free de fatos, aplicativos, programas…

A tendência é que novos serviços, como Tumblr, Ustream, Issuu e até o Twitter criem algo que já é conhecido: as famosas contas “pro”. A estratégia é semelhante às buscas de popularizar uma rede social: você restringe, entrega convites a poucos, característica que provoca um burburinho e uma onda de “quero me inserir ao que é exclusivo”.

No caso destes serviços, ter “algo a mais” que um simples usuário do sistema.

O exemplo mais próximo que veio à cabeça foi o do Flickr, que já possui o lance de conta “pro” há algum tempo. O Vimeo acaba de lançar o Vimeo Plus. A plataforma de vídeos TubeMogul já tem seu espaço Premium. Instapaper, aplicação para iPhone, já possui versões gratuitas e pagas.

Todo esse aparato causa discussões, provocações, o que é extremamente interessante do ponto de vista empresarial. O serviço acaba tendo maior alarde e, caso realize uma proposta interessante, terá usuários fiéis simplesmente por pagarem um serviço que utilizam com frequência.

Mas, sinceramente, não é algo que acredito no futuro da web. Falta ainda ousar, ser diferente.

Foto do Flickr.

2 Responses to “O retorno da cultura do “algo a mais””

  1. O retrocesso da cultura do "algo a mais" volta a rondar o New York Times | De Repente says:

    [...] apressada declaração só confirma o rumor da velha máxima da cultura do “algo a mais”. Sem novos modelos de negócio, gerentes e carros-chefe de bons produtos da web não têm escolha e [...]

  2. A síndrome da 'contra pro' e o projeto de serviços pagos no Twitter | De Repente says:

    [...] síndrome da ‘contra pro’ está chegando ao Twitter. Em entrevista a Reuters nesta terça-feira, Biz Stone – cofundador da [...]

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