nov 27 2008

O fenômeno do crowdfunding

Tag: culturawebRafael Sbarai @


Um possível resgate do Mobuzz.TV é um bom exemplo do crowdfunding

É engraçado como existem movimentos na web que acontecem e, devido ao aparato para tal, produz-se um novo nome. É o caso do crowdfunding, um fenômeno que começa a se popularizar no mundo online e que pode contribuir, e muito, para o futuro do jornalismo.

Encontrei na web uma definição bem interessante de crowdfunding. O termo deriva do crowdsourcing, onde várias pessoas, colaborativamente, passam a ajudar, contribuir, cooperar em busca de um fim.

O crowdfunding traz a colaboração à essência da economia de doação: eu sei para quem estou dando (ou trocando) algo, e por isso crio uma relação de confiança com essa pessoa. Bem diferente da economia de mercado atual, onde eu compro algo de alguém e a relação acaba aí.

Isso é exatamente o que aconteceu com o MobuzzTV, startup que anunciou seu fim nesta terça-feira. A empresa realizou uma campanha para obter cerca de 300 mil reais para garantir sua sobrevivência. Até conseguiu, por parte de doadores e fiéis a sua marca, cerca de 90 mil reais, mas não o suficiente para se manter vivo.

Essa pode ser a grande sacada para o futuro do impresso, por exemplo. Grande parte dos leitores reclama, até hoje, a condição de pagar um jornal sendo que lê parte dele. Logo, vamos promover a segmentação, algo tão lugar-comum no mundo atual! Crie um novo estilo de pagamento, proporcional ao que deseja ler.


A colaboração alheia pode contribuir para a pluralização da informação

A premissa da participação do cidadão na construção de um fim também é vista no Spot.us, por exemplo. Uma organização norte-americana sem fins lucrativos promoveu a criação de um novo experimento na web envolvendo o Jornalismo Colaborativo: cidadãos propõem um tema e financiam a investigação e a produção de uma notícia. Isso promove a ampliação de conceitos como denúncias e casos não destacados pela grande mídia.

Tá aí! Essa movimentação pode promover a pluralização, o fim da visão periférica e padrão de um jornalista. Fugiremos do lugar-comum em busca do melhor para a sociedade. Isso vai gerar mais concorrência entre os “oligopolistas” da comunicação, que, posteriormente, terão de pensar em novos modelos de negócio.

Foto: Joe-B.


nov 26 2008

Mobuzz não consegue sair da UTI e encerra suas operações

Tag: culturawebRafael Sbarai @


Nem o “valor simbólico” dos 90 mil reais garantiu a sobrevivência do MobuzzTV

Não teve jeito. MobuzzTV, uma das startups audiovisuais mais interessantes da internet, anunciou seu fim nesta terça-feira, dia 25 de novembro. A confirmação é feita semanas depois da empresa de pedir doações de seus usuários para dar fim a uma crise, ampliada graças às turbulências financeiras em todo o mundo. O serviço pedia um “valor simbólico”: mais de 300 mil reais por sua sobrevivência na web.

E não adiantou. Nem os 90 mil reais que conquistou em pouco tempo garantiu sua permanência no espaço virtual. Como disse há alguns dias atrás, MobuzzTV respirou por aparelhos, não conseguiu sair da UTI e teve seu fim no final deste ano. Todos os antigos arquivos podem ser vistos no Daily Buzz, Dosis Diaria, Le Buzz, El Noticiero, El Punto Gilton.

Anil de Mello, fundador do serviço, confirmou que a receita recebida por usuários será devolvida nos próximos meses. Isso só reafirma, mais uma vez, o que ando dizendo: não são apenas as “velhas mídias” que devem produzir novos modelos de negócio. Até startups, que nasceram na web, morrem em pouco tempo. Parcela de culpa, é claro, por um serviço atrativo, já que o buzz da rede gera mídia espontânea.

Foto: Hector Milla.


nov 26 2008

A crise de demissões chega ao Technorati

Tag: culturawebRafael Sbarai @

A crise chega ao principal agregador de blogs do mundo. Nesta terça-feira, recebi um e-mail com um comunicado oficial confirmando demissões e redução de 10% dos salários dos funcionários do Technorati.

Não foram lá grandes números, comparados aos que envolvem o mundo do jornalismo destacados aqui. Seis pessoas foram demitidas, sendo dois executivos. Isso mostra que todos devem ficar de olho com a turbulência do mercado financeiro. Só comprova que não “vem debaixo” [como todos dizem] as repentinas demissões.

Richard Jalichandra , CEO do Technorati, confirmou também a redução de 10% na folha salarial de todos os funcionários. Um valor não tão muito alto, mas que ajuda na redução de custos em um todo.

O fato acontece bem a especulação de uma possível demissão em massa no Google. O que se veicula é que 10 mil pessoas podem deixar a principal marca de buscas na internet.

Foto: Nikita.


nov 25 2008

A aproximação de um portal com o cidadão

Tag: reflexoesRafael Sbarai @

Positivo o destaque visto na noite desta segunda-feira no iG. O portal, que há alguns anos carrega o slogan “O Mundo é de quem faz“, aproveitou os graves problemas causados pela enchente em Santa Catarina para dar um [belo] destaque a um fato produzido por um cidadão.

A chamada, de relevância por estar em um dos dois maiores destaques do portal, evidenciava um conteúdo multimídia feito por Jean Cardoso, de Blumenau. Trata-se de um relato de quem mora no local e sabe das atuais condições, já que nunca tinha passado por isso. Soma-se a isso a produção de um vídeo amador, mas que mostra bem a atual situação.

A sacada do iG é vista, algumas vezes, no Terra. O único fato que questiono mesmo é o teor do conteúdo para ter “maior visibilidade”: apelativo, bem às características de espetacularização.

Mas isso não deixa de ser uma novidade. O principal espaço do dia é destinado a um cidadão, que não sabe da estrutura do iG, não conhece a empresa, mas praticou um dever de cidadão e produziu o seu “terror”.

O fato também ilustra, mais uma vez, como há uma interessante aproximação entre o local e a colaboração. Esta, talvez, seja uma das principais premissas da existência do chamado Jornalismo Colaborativo: produzir algo lugar-comum, que não esteja ao alcance das redações.


nov 24 2008

Modelo de negócio lucrativo e crise podem barrar venda do Twitter

Tag: culturaweb,twitterRafael Sbarai @


Modelo de negócio lucrativo e crise mundial pode barrar a venda

A Facebook, rede social de maior sucesso nos Estados Unidos, está de olho no Twitter. Pelo o que é veiculado, o valor da negociação gira em torno de 500 milhões de dólares em ações. As conversas começaram há mais de um mês e permanecem sem uma definição. Marc Andreessen, carro-chefe da Netscape, está no meio do burburinho buscando um desfecho.

Apesar das cifras, extremamente altas, o negócio pode parar logo mais. Há dois grandes problemas ainda não solucionados no momento: a crise financeira lugar-comum mundial e um possível modelo de negócio para gerar receita na página do Twitter.

O maior microblogging do mundo sofre um problema semelhante ao YouTube, por exemplo: são ferramentas que se popularizam aos poucos, mas uma perspectiva de lucratividade não é vista em nenhum dos dois casos.

Enquanto isso, o Twitter é só festa. Alcançou seis milhões de usuários no último mês, com um crescimento de 600% em relação ao ano passado.

Foto: ThinkJose.


nov 24 2008

O fenômeno brasileiro das redes sociais

Tag: culturawebRafael Sbarai @


Como o Brasil abraçou o Orkut e vice-versa: ambiente deixa o país em destaque

Não é à toa a aparição vertiginosa de artigos acadêmicos envolvendo redes sociais. Apesar de ainda não possuir uma definição “própria”, é notório que o Brasil seja um dos nichos mais interessante para estudar sobre o tema.

A comprovação é feita em estudo recente, divulgado na última sexta-feira, pela ComScore: o país superou o Reino Unido e tornou-se a segunda maior nação em acessos às redes sociais.

Em termos percentuais, o Brasil fica apenas atrás do Canadá. Em setembro de 2007, 76% dos brasileiros que acessaram a internet deixavam um “rastro” em redes sociais. Neste ano, este número foi para 85,3%. O Canadá, líder, passou para 86,5%.

Estes dados qualitativos reforçam a idéia de como a cultura brasileira abraça idéias de agregação a um espaço virtual, seja por interesse, amigos em comum ou simplesmente “quero estar onde é moda” [o que é mais notório].


Pequenas mudanças garantiram a permanência de usuários no Orkut

A mídia espontânea, o buzz da rede, especificamente no Brasil, é extremamente interessante. Com méritos de um estudo de caso. É impressionante como os jovens do país utilizam em seus discursos face-a-face aspectos virtuais. Vá a um colégio, por exemplo, e ouça conversas dos alunos.

É praticamente impossível não ouvir algo de Orkut e YouTube. São duas ferramentas que não são completas, mas como produtos satisfazem interesses brasileiros, já que aprenderam que poucas reformulações geram mais tráfego e permanência no site.

Foto: Daniel Pigatto.


nov 21 2008

Akinator – Maísa em menos de 13 perguntas.

Tag: culturawebFelipe Jannuzzi @

 

tá pensando em quem??? o gênio sabe...

Um amigo me mostrou um site divertido. Lá o Akinator, o gênio da web, consegue ler seus pensamentos e descobrir qualquer personagem que você possa imaginar – personalidades reais ou heróis e vilões de séries, animes, quadrinhos, filmes etc.

Fazendo algumas perguntas simples como: O seu personagem é um sex symbol? Ele é real? O seu nome aparece nos créditos inicias? O gênio não desaponta. De primeira fui bonzinho, imaginei o rato mais famoso do mundo e o Akinator, após algumas perguntas, acertou em cheio: Mickey Mouse. (M.M. fez 80 anos esses dias)

Depois fui mais exigente. Pensei no Chacrinha, figura famosa no Brasil, mas será que já ouviram falar dele lá nas Arábias? Para meu ingênuo espanto… o gênio acertou – mostrando foto e tudo, só faltou sair falando: “Teresinha!”

O motivo do sucesso nos acertos é o caráter colaborativo. Quando o Akinator erra ele pede auxílio aos internautas que acabam aumentando os bancos de dados do jogo com novos personagens.

A única vez que venci o gênio foi quando imaginei o Hurley do Lost e ele me apontou o Al Bundy do Merried with children. Falha já consertada.


nov 20 2008

A [interessante] equipe de tecnologia de Barack Obama

Tag: culturaweb,curiosidade,tendenciasRafael Sbarai @


Julius Genachowski é um dos homens de confiança de TI no governo Obama

Barack Obama já tem o seu trio de ferro para desenvolver as políticas de tecnologia durante sua administração nos Estados Unidos. O mais novo presidente norte-americano foi, mais uma vez, esperto e convidou peças-chave da Federal Communications Commission (FFC) e da Google.org.

Obama tem uma premissa extremamente interessante e que deve ser ressaltada em meio às turbulências offline que promoveram até um flash mob aqui no Brasil: manter a web aberta e aproximar ainda mais pessoas ao mundo virtual.

Para tal, escolheu três grandes pessoas: Blair Levin, ex-chefe de equipe na Federal Communications Commission (FCC), órgão equivalente à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) no Brasil, Sonal Shah, chefe da Google.org, além de Julius Genachowski, co-fundador da Rock Creek Ventures e da LauchBox Digital, outro cara que comandou a FCC.

Obama começa, assim, a revolucionar a construção de uma identidade política em todo o mundo: nunca, em nenhum país, se deu tanta atenção e se contratou tantas pessoas próximas aos ambientes virtuais para atender às necessidades presentes.


Chris Hughes foi o carro-chefe da campanha de Obama na web

Ele, por exemplo, fez sem sombra de dúvidas a melhor campanha online da história, atributo que facilitou e ajudou a proliferar sua popularização em todo o mundo. Obama contou com a ajuda de ninguém menos que Chris Hughes, co-fundador da rede social Facebook.

Hughes é o “culpado” por esse alarde absurdo em relação ao novo presidente norte-americano. O cara, conhecido por seu histórico em Harvard (formado em História e Literatura) foi o carro-chefe de MyBarackObama.com, a rede social que centralizou toda a campanha online.

O co-fundador de Facebook, sinceramente, não fez nada demais. Apenas tem um feeling de reforçar ainda mais o caráter hiperlocal: viu um agregador social online como potencializador de reafirmação de laços offline. Sua premissa “arquitetônica” é simplesmente ajudar as pessoas a manter os relacionamentos que possuem já há algum tempo e não buscar novos contatos [apesar que isso possa existir facilmente em outros casos].

Não há, neste caso, questão de laços fortes ou fracos. Simplesmente há os laços que foram construídos no cotidiano, dia-a-dia, seja ele em qualquer campo. Isso facilita no boca-a-boca que disse nos últimos posts: o “indeciso”, característica marcante nestas eleições, é facilmente influenciado pelo próximo a votar em Obama. E, provavelmente, foi o que aconteceu.

Foto: ExecutiveBiz e Chicago Tribune.


nov 19 2008

Cinema 2.0!?

Tag: cinema,culturaweb,reflexoesNikolas Maciel @

Post de duas tags!

Como algumas pessoas já sabem, sou estudante de cinema na UFSCar (Universidade Federal de São Carlos). Durante os 4 anos da graduação fomos bombardeados com os mais seletos e exclusivos materiais cinematográficos: Godard, Gláuber, Pasolini, Fellini, Mussolini, Fettuccini… enfim (alguém com certeza já fez essa piada…)! Nos ensinaram que o cinema legal de ser feito é o revolucionário, alternativo, politizado.

Talvez tenha sido… na década de 60.


Diretores italianos e seus nomes gastronômicos

O que os professores não ensinaram pra gente foi que esses caras buscavam, acima de revolucionar a arte que faziam, um meio de chamar a atenção, de aparecer. Antes de virarem velhos chatos e intelectuais falidos (os que continuam vivos até hoje) eles foram jovens ousados, ávidos por uma janela para mostrarem suas idéias ao mundo. E sem dúvida conquistaram seu espaço!

Neste último semestre refleti muito em como conseguir meu próprio espaço. Repetindo uma fórmula enferrujada e guardada em algum tomo de papiro dos longínquos dias dos anos 60 certamente não foi o caminho que eu escolhi.

A internet é a ferramenta mais revolucionária de nossos tempos. Nela passei a buscar meu pote de ouro. Nessas últimas semanas fiquei surpreso que talvez estivesse de fato acertando em alguma veia de um futuro promissor quando ao inscrever meus trabalhos (realizados durante/para a faculdade) num site brasileiro de vídeos na internet, o FizTV, fui agraciado com um prêmio num concurso deles (com o vídeo “Vending Machine”). Agora, o vídeo foi selecionado pra etapa final do concurso.

E continua minha eterna batalha para colocar um vídeo embed que funcione

Em paralelo a isso, eu e meu colega Felipe Jannuzzi (também membro da equipe do derepente), resolvemos participar de um outro concurso para um portal americano, o Filmaka. O curta, “50 Bucks” foi um sucesso instantâneo entre os colegas e amigos que puderam vê-lo. Pra se ter uma idéia, já tem mais views, antes mesmo da competição começar, do que um dos vencedores do mês passado (sim as competições acontecem periodicamente).

O cara de vermelho, é meio que … eu! É só clicar, e conferir!

O que me deixou surpreso é que talvez seja aí, nesses ambientes super interativos, que colocam o usuário em primeiro plano decidindo o que ou não merece ser premiado (os júris ainda existem, mas aos poucos eles vão perdendo sua força) que esteja o futuro da produção não só cinematográficas, mas audiovisual em geral. Os festivais, o glamour, o tapete vermelho, apesar de serem o maior sonho de qualquer pessoa com uma câmera na mão, aos poucos vai perdendo seu valor e dando espaço a uma nova realidade: tudo é válido (ou quase tudo….) e não importa da onde você é! Seja brasileiro, indiano ou americano, todos competem de igual pra igual!

É isso aí: “Uma câmera na mão e um computador para fazer o upload”!

Fotos do Flickr e de divulgação do próprio curta.


nov 19 2008

Mapeamento dos vídeos mais vistos no Youtube

Tag: culturawebRafael Sbarai @

Interessante e inteligente o mashup que acabo de ver: uma união entre Youtube e Google Maps para promover o mapeamento dos vídeos mais vistos em diferentes regiões do mundo.

Neste momento, no Brasil, a produção mais vista é um vídeo destacado no Kibe Loco. O curioso é a aparição do clipe de Britney Spears, uma paródia com Womanizer. Aparece no terceiro posto no país e está no “ranking” em diversos outros lugares.

A criação deste serviço nos mostra como o laço cultural e como o tradicional boca-a-boca, seja feito em uma vida online, evoca a criação de uma mídia espontânea. Já disse isso mais de uma vez por aqui, mas insisto: não adianta criar blogs, comunidades virtuais, vídeos, virais, se o seu produto que pretende propagar não é bom.

O próprio buzz da rede promove seu produto e, posteriormente, sua marca.

Veja o vídeo mais visto hoje no país:


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