nov 27 2008
O fenômeno do crowdfunding
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Um possível resgate do Mobuzz.TV é um bom exemplo do crowdfunding
É engraçado como existem movimentos na web que acontecem e, devido ao aparato para tal, produz-se um novo nome. É o caso do crowdfunding, um fenômeno que começa a se popularizar no mundo online e que pode contribuir, e muito, para o futuro do jornalismo.
Encontrei na web uma definição bem interessante de crowdfunding. O termo deriva do crowdsourcing, onde várias pessoas, colaborativamente, passam a ajudar, contribuir, cooperar em busca de um fim.
O crowdfunding traz a colaboração à essência da economia de doação: eu sei para quem estou dando (ou trocando) algo, e por isso crio uma relação de confiança com essa pessoa. Bem diferente da economia de mercado atual, onde eu compro algo de alguém e a relação acaba aí.
Isso é exatamente o que aconteceu com o MobuzzTV, startup que anunciou seu fim nesta terça-feira. A empresa realizou uma campanha para obter cerca de 300 mil reais para garantir sua sobrevivência. Até conseguiu, por parte de doadores e fiéis a sua marca, cerca de 90 mil reais, mas não o suficiente para se manter vivo.
Essa pode ser a grande sacada para o futuro do impresso, por exemplo. Grande parte dos leitores reclama, até hoje, a condição de pagar um jornal sendo que lê parte dele. Logo, vamos promover a segmentação, algo tão lugar-comum no mundo atual! Crie um novo estilo de pagamento, proporcional ao que deseja ler.

A colaboração alheia pode contribuir para a pluralização da informação
A premissa da participação do cidadão na construção de um fim também é vista no Spot.us, por exemplo. Uma organização norte-americana sem fins lucrativos promoveu a criação de um novo experimento na web envolvendo o Jornalismo Colaborativo: cidadãos propõem um tema e financiam a investigação e a produção de uma notícia. Isso promove a ampliação de conceitos como denúncias e casos não destacados pela grande mídia.
Tá aí! Essa movimentação pode promover a pluralização, o fim da visão periférica e padrão de um jornalista. Fugiremos do lugar-comum em busca do melhor para a sociedade. Isso vai gerar mais concorrência entre os “oligopolistas” da comunicação, que, posteriormente, terão de pensar em novos modelos de negócio.
Foto: Joe-B.





















