nov 13

O fim da blogosfera?

Tag: culturaweb, tendenciasRafael Sbarai @


O que há no fim do túnel? Já dizem que vamos viver o fim dos blogs

Intrdigante a pergunta: estamos próximos do fim da blogosfera?

Este sentimento floresceu desde o dia 27 de outubro, quando fiz um post envolvendo uma análise de Paul Boutin na Wired. O jornalista acredita que as “aplicações sociais” Facebook, YouTube, Flickr e Twitter ganharam e até tomaram certo espaço de blogs.

Nesta semana, via Twitter do Inagaki, recebi um link com uma palestra envolvendo o seguinte tema: O FIM DA BLOGOSFERA, ministrada por Paulo Querido. O encontro acontece nesta sexta e sábado, dia 14 e 15 de novembro, na Universidade Católica Portuguesa.

Pelo pequeno espaço do post, Paulo Querido já tem cartas na manga para comprovar mudanças e uma possível extinção. Segundo o jornalista, “300 geeks portugueses (estive a contá-los um por um) trocam os seus blogues em inglês pelo Twitter em inglês com os mesmos extraordinários resultados”.

Sinceramente, começo a ver esta “utopia” com um olhar mais crítico. Reformulações existem no cotidiano de qualquer um. O Blog, intocável na web, promove também mudanças. Senso crítico, obesrvação mais atenta e o boom de ambientes virtuais subjetivos podem culminar em fim de espaços, mas não a famosa EXTINÇÃO, como dizem. Tornaram-se mesmo mais “mainstream“, mas ainda há sobreviventes independentes.

Acredito que 2008 tenha sido o ano dos Blogs. O período mostrou [e ainda vai mostrar] quem vai permanecer no espaço virtual. Sobre a questão que “o Twitter vai extinguir o blog”, isso já não acredito. São formatos totalmente diferentes, um contribui para a construção do outro.

6 Responses to “O fim da blogosfera?”

  1. Frase da semana | De Repente says:

    [...] destaque no Terra Magazine, nesta sexta-feira. Ele é mais um a contestar o futuro e discutir o fim dos blogs enaltecendo o [...]

  2. Isaias Malta says:

    Extinção pode ser vista sob vários níveis, ou como o fim do boom de todo mundo ter um blog, ou como os dinossauros que sumiram sem deixar vestígios. A Internet vive de novidades, extinguindo e ressuscitando várias coisas, mas talvez o formato e não a idéia. A maior diferença entre a WEB e o resto da mídia é a interatividade, ou seja, na essência não vejo muita diferença entre blogs, redes sociais e twitter, já que todos eles forma paridos pela mesma necessidade genitora: a necessidade de superação do paradigma da comunicação unívoca. Caso tenhamos que abdicar dos nossos posts em forma de bíblias miniaturizadas em prol das mensagens hipnóticas de 120 caracteres do Twitter, desde que possamos intervir no processo, só lamento a perda da prolixidade que o blog permite.

  3. Raquel says:

    Também discordo que seja o fim dos blogs. É o fim dos blogs “as we know it” – talvez essa seja uma colocação mais apropriada. Isso porque a maioria dos aplicativos online de social networking contém embutida alguma variante daquilo que conhecemos por blog. O que existe é uma tendência à convergência de serviços de relacionamento com outros aplicativos da web, como blogs, e-mails. Algumas grandes empresas, como o Blogger, permitem que se incorpore praticamente tudo ao site na forma de “widgets”,”gadgets” e “badges”. Outras oferecem tudo em um pacote só, como a Microsoft por exemplo, que casou o Hotmail com o Live Spaces de modo que você tem blog, fotos, perfil, lista de amigos, etc, tudo num “pacote final” que não difere muito do MySpace, por exemplo. O Yahoo! e o Google seguem essa mesma linha de “convergência online”, inclusive agora também com seus prórprios serviços de “social bookmarking”. Mas seja como for, acho precipitado e irresponsável simplesmente declarar o óbito dos blogs. Fazer isso seria deixar de reconhecer que eles foram talvez a maior revolução trazida pela internet à comunicação, à informação e á liberdade de expressão(desculpe-me pela rima), e o libelo definitivo da censura.
    Toda essa “convergência online” traz junto o inconveniente da perda total de privacidade e dados pessoais, já que parece impossível hoje em dia você entrar em qualquer site sem que seja bombardeado com um uma dúzia de ícones “pidões” de sites de relacionamento lhe implorando “add me to your facebook”, “share with your friends”, “digg me”, e assim por diante… Também há o inconveniente de você ter dezenas de logins em dezenas de sites com dezenas de senhas (porém vale lembrar que para isso também já surgiu uma solução “convergente”, o tal de “open ID”)
    Todos esse serviços baseados fortemente no fator de relacionamento, por si só, são antes de mais nada “perfumaria”, e jamais teriam surgido se primeiro não viessem eles, os ditos moribundos weblogs. O conteúdo, a informação, está e sempre estará fortemente ligado aos blogs. Pelo menos até hoje eu nunca vi nenhum “furo de reportagem” ou um texto interessante que seja, no twitter ou no Orkut.
    Não acho justo colocar o YouTube na mesma categoria dos sites de relacionamento e relacioná-lo com a suposta extinção dos blogs, por julgar que o YouTube é um outro capítulo na história da internet, tendo este feito a sua própria revolução(na área da mídia audiovisual) com inúmeros seguidores, como Metacafe, Dailymotion, Veoh, Quicksilverscreen, Hulu, Megavideo, entre tantos.

  4. Rafael Sbarai says:

    @Isaias,
    você está corretíssimo.
    Eu, por exemplo, não acredito no fim do formato blog.
    Mas uma coisa é certa: a “mainstreamização” deles provoca questões como sua extinção.
    Ainda acredito naqueles independentes, que fazem coisas como hobby.
    Esta é a premissa que tenho quando realizo um post.
    Abraço!

  5. Rafael Sbarai says:

    @Raquel,
    resumindo: a convergência promoverá essas coisas interessantes que você disse
    Sobre a perda total de privacidade, acredito que isso será quebrado, viu.
    Já existem premissas de redes sociais que nem mais mandam um e-mail com um retorno pra você para não lhe incomodar: quanto mais se sentir melhor, mais ele te atrai.
    Um exemplo?
    Dê uma olhada no posterous.com: o conheci há pouco tempo e é uma ferramenta espetacular.

  6. “A maior mudança cultural da história do El País” | De Repente says:

    [...] evidente a preocupação exacerbada de Cebrián. Parece que o indivíduo entrou na onda do “fim dos blogs” ou do “fim do impresso“. Isso não acontece do dia pra noite e modelos de [...]

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