Como diz minha amiga Lygia de Luca sou mais um leitor de twitter que twitteiro, eis que, em uma de minhas “leituras twitticas” observo um tweet de Lucia Freitas, uma amiga blogueira dessas que você deve conhecer. #
O tweet indicava um post no blog Luluzinha Camp, relatando toda a indignação de Lucia (e de todas as blogueiras acredito) sobre uma entrevista da professora Luiza Lobo, que lançou o livro “Segredos Públicos: os Blogs de Mulheres no Brasil”. #
Na entrevista para a rádio CBN , a professora e pesquisadora afirma de início, que o interesse é nos diários pessoais, mas ao longo da entrevista (e em outra para o Olhar Digital) Lucia afirma várias vezes, com generalizações um tanto quanto infundadas, sem uma base de pesquisa real, o que seria esperado de um trabalho acadêmico desse porte, que os blogs femininos tem características “noturnas”, ou seja, não produtivas. #
A produção feminina na blogosfera brasileira, segundo entrevistas da professora, estaria fadada aos relatos pessoais e de vida de nossas mulheres, ignorando completamente blogs de outras finalidades, que pela “pequena” experiência que eu, todos do De Repente e de nosso círculo de amigos blogueiros possuem, a maioria dos blogs femininos “não são diários pessoais”. #
Eu iria até mais longe e diria que a quantidade de blogs femininos e masculinos é a mesma, ou ainda que os homens perderiam, caso conseguíssemos um levantamento sério e amplo do perfil blogueiro do Brasil. #
Como não existe ainda, um estudo sério e completo desse porte, ficamos fadados às generalizações desse tipo, a meu ver muito perigosas. #
Isso demonstra a clara dificuldade das universidades em atualizar o conhecimento que deveriam compartilhar (mas na prática acaba preso), principalmente as instituições e faculdades da área de comunicação. Sim, casa de ferreiro espeto de pau. #
Senti o mesmo problema no Mackenzie, onde esse jornalista, produtor multimídia que vos escreve, não conseguiu implantar projetos de jornalismo online, acompanhando o mercado e preparando os alunos para o que está aí. #
SEO? Publicador? CMS? Número de toques? Palavras que não fazem parte da “grade do curso”. Mas nem tudo foi ruim, pelo menos o Mackenzie (graças à Dani Ramos) cultuou blogs. Mas nas outras faculdades pelo visto, tsc tsc. #
Concordo que o universo de Blogs no Brasil é muito grande, que um livro “sobre os blogs femininos” daria muito trabalho, muita pesquisa. Mas pegar a parte pelo todo é um erro dos grandes, não acha professora? Se o foco real do livro fosse “os blogs pessoais femininos na internet brasileira” OK, ponto positivo, mas não foi isso que aconteceu. Confesso que estou curioso e vou até ler o livro, mas acho que vou encontrar mais decepção e revolta que pontos positivos. #
Fotos: “garota” de RobertN e “Open your eyes” de epics18
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