O fenômeno brasileiro das redes sociais


Como o Brasil abraçou o Orkut e vice-versa: ambiente deixa o país em destaque

Não é à toa a aparição vertiginosa de artigos acadêmicos envolvendo redes sociais. Apesar de ainda não possuir uma definição “própria”, é notório que o Brasil seja um dos nichos mais interessante para estudar sobre o tema.

A comprovação é feita em estudo recente, divulgado na última sexta-feira, pela ComScore: o país superou o Reino Unido e tornou-se a segunda maior nação em acessos às redes sociais.

Em termos percentuais, o Brasil fica apenas atrás do Canadá. Em setembro de 2007, 76% dos brasileiros que acessaram a internet deixavam um “rastro” em redes sociais. Neste ano, este número foi para 85,3%. O Canadá, líder, passou para 86,5%.

Estes dados qualitativos reforçam a idéia de como a cultura brasileira abraça idéias de agregação a um espaço virtual, seja por interesse, amigos em comum ou simplesmente “quero estar onde é moda” [o que é mais notório].


Pequenas mudanças garantiram a permanência de usuários no Orkut

A mídia espontânea, o buzz da rede, especificamente no Brasil, é extremamente interessante. Com méritos de um estudo de caso. É impressionante como os jovens do país utilizam em seus discursos face-a-face aspectos virtuais. Vá a um colégio, por exemplo, e ouça conversas dos alunos.

É praticamente impossível não ouvir algo de Orkut e YouTube. São duas ferramentas que não são completas, mas como produtos satisfazem interesses brasileiros, já que aprenderam que poucas reformulações geram mais tráfego e permanência no site.

Foto: Daniel Pigatto.

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