“Amador” no jogo de cartas, Tribune Company entra na UTI

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    Chicago Tribune que se cuide: esta entrega pode virar coisa do passado

    O esperado aconteceu. Tribune Company, uma das empresas de jornais mais famosas e desorganizadas dos Estados Unidos, entra na UTI com um pedido de concordata. A medida, cautelosa, só confirma como péssimas administrações podem, sim, acabar com um “pequeno império” da informação.

    A ausência de um novo modelo de negócio é a grande “culpada” de toda a situação. Há alguns anos, a empresa que publica jornais conhecidos como o Los Angeles Times e o Chicago Tribune é conhecida por suas grandes trapalhadas, como a célebre frase de um dos editores do jornalão “Quem procura informação do exterior vá a um site de buscas. Aqui você não encontra isso”.

    Nunca tivemos uma sincronização, uma convergência de idéias que pudesse ajudar qualquer um de seus jornais. Ficamos na mesmice da informação. E a outra, talvez, uma das mais importantes, é a aquisição “recente” de muitos jornais como Newsday, Hartford Courant, Orlando Sentinel, South Florida Sun-Sentinel e The Morning Cal. Isso prejudica na questão de produzir apenas um rumo a empresa.

    O Tribune Company sempre me pareceu aquele “jogador de baralho” meio amador: tinha boas cartas nas mãos, mas não soube usá-las. E deu no que deu. Entrou na UTI, como o MobuzzTV,, startup audivisual que encerrou sua operação na internet há poucas semanas, mesmo com um sacrifício do crowdfunding, pedindo doações para sobreviver.

    A única “grande” novidade e evolução tecnológica envolvendo o grupo aconteceu com um melhor tratamento (não menos que obrigatório) com as redes sociais, que tornaram-se aos poucos fontes de informação.

    Ao todo, a marca jornalística possui TREZE jornais, o Tribune Broadcasting, Tribune Entertainment, Tribune Media Services, além do Chicago Cubs, um time de baseball conhecido nos Estados Unidos que já garantiu: NÃO VAI ACABAR.

    Foto: MarzBars.

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