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Vejo com bons olhos as mudanças vistas no Facebook nos últimos meses. A rede social com maior número de “fiéis” começa a se mexer, “esquece” [aos poucos] o mercado norte-americano e ingressa a nichos onde jamais esperava: América Latina e Brasil.
Digo isso há dois dias de 2009 pois percebo neste ambiente virtual um grande espaço de pesquisa acadêmica. O Facebook possui uma premissa similar ao do New York Times e, cada dia que faço um novo acesso, fico com a sensação de que não será apenas uma rede social, mas a primeira “plataforma organizada e estruturada de redes sociais” e a “maior referência agregadora pessoal da internet”.
Logo, também levanto suspeitas sobre um possível fim do reinado do Orkut no Brasil, o que pode ser possível. Mas com certa cautela.
A famosa-conhecida mídia espontânea começa a ser disseminada no país. Facebook sempre foi um bom produto, mas seu idioma oficial – o inglês – provocava um distanciamento com a população online. Há alguns meses, a ferramenta social promoveu boas reformulações, ficou mais organizada e, de quebra, lançou sua versão em português.
Sua facilidade em encontrar amigos, conhecidos ou seguidores é outro ponto relevante. Você não precisa fazer muito esforço, já que a ramificação de amizades criada em Facebook permite que você, em pouco tempo, encontre quem você iria procurar. O mecanismo é tão genial que algumas pessoas perguntam: “mas como ele (Facebook) sabe que sou próximo a fulano ou ciclano?”. A resposta é simples: estrutura.
Sua API, cada vez mais aberta, permite facilmente a criação de aplicativos que integrem às redes sociais. Isso promove uma fidelidade enorme entre usuário e site. Bem aos moldes jornalísticas que destaco aqui: “seja fiel, fique com o meu jornal: ofereço o melhor conteúdo”.
Facebook sempre me chamou certa atenção. Não por seu visual, programação, ambiente. Mas pela onda norte-americana de “sou cool, estou no Facebook”. A rede social era vista, há alguns anos, como um espaço desejado entre os jovens, agora, possíveis jovens brasileiros.
Acredito nesta mudança pois noto um certo “amadurecimento” das pessoas no Orkut. Elas ficaram mais velhas, mais responsáveis, com novos objetivos de vida. Logo, partem para Facebook, Twitter e Linkedin, por exemplo. O Orkut, por sua vez, não perderá popularidade pois é a “cara online do cenário adolescente brasileiro”. Este é o principal foco dele, acredito.
Posso comprovar esta movimentação com dados, por exemplo. A rede social de Mark Zuckerberg cresceu 2000% na Argentina, 3768% no Chile e 1277% na Venezuela. Resultados assustadores que podem chegar ao Brasil em dois anos, por exemplo, período de uma nova cultura de internet no país: a móvel.
Foto: Laughing Squid.




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