O "mais do mesmo" de Berners-Lee e a 1ª experiência de ser palestrante

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Negativa a aparição alardeada e tão esperada de Tim Berners-Lee na segunda edição brasileira da Campus Party, realizada nesta terça-feira, no Centro de Exposição Imigrantes, em São Paulo. O criador da web discursou em menos de uma hora, não promoveu novas discussões, atendeu ao público mainstream, já que possui um grande nome, mas deixou a famosa marca “mais do mesmo” de um discurso pronto. #

O britânico, de 53 anos, usou uma apresentação que pode ser vista a qualquer hora do dia presente na Wikipedia ou em seu site oficial, falou sobre o fenômeno da web semântica, considerando sua antecessora (o péssimo jargão Web 2.0) como algo “frustrante” e garantiu que a internet vai retornar às suas origens, algo que provavelmente vai acontecer já que peculiaridades permanecerão. #

Berners-Lee aproveitou para ressaltar a força do internauta, interagente e utilizou um discurso semelhante ao novo presidente do Estados Unidos, Barack Obama, ao se referir ao “Yes, we can” (Sim, nós podemos): #

O poder da web, já há alguns anos, está nas mãos de vocês. Nós temos condições para isso. Esta cultura só irá aumentar com o decorrer do tempo. #

O único grande momento foi uma cutucada à Microsoft, que sempre tenta padronizar e produzir um controle na web. “Tenha certeza: a grande força da web é que você tem condições de fazer suas escolhas”, finalizou com um discurso otimista. #

A experiência de ser palestrante #

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Pela primeira vez, graças a convite de Inagaki e Edney, participei do primeiro painel de discussões da Campus Blog, uma área específica e pertinente da Campus Party. A palestra reuniu também Juliana Vilas (UrblogÉpoca São Paulo), Henrique Martin (Zumo) e Eduardo Brandini (Band). Tudo com a moderação de Bia Kunze (Garota Sem Fio). #

Em pouco mais de uma hora de boas conversas, com perguntas interessantes, ficou nítida a necessidade de uma atenção redobrada dos veículos de comunicação na questão da construção do conteúdo para ser visualizado no celular. A prestação de serviço, com informações objetivas e sucintas marcam uma questão primordial como um primeiro ponto de estrutura móvel. Não adianta redirecionar a página principal de um portal e jogar simplesmente no celular. Você estará tapando um buraco apenas com um cone ou um sinalizador. Se o objeto não estiver mais lá, alguém vai cair nele. #

Outro ponto de reflexão que merece um destaque envolve o uso do celular para eventuais entrevistas nas ruas. O aparelho suaviza uma situação na hora de retirar excertos de um discurso de uma pessoa comum, além de ser um objeto simples e fácil de carregar. A grande maioria da população brasileira se sente intimidada ainda com o aparato de luzes, cabos e uma câmera pesada no ombro de um indivíduo. #

O evento, que teve 1h30 de duração, acabou com uma frase que mostrará o espírito de um simples aparelho que “só serve para ligar”, como dizem muitos, feita por Breno MacMasi, durante uma conversa que tive com ele no MobileCamp: “Eu esqueço minha carteira, mas não meu celular.” #

Fernando Firmino, por sua vez, disponibiliza um streaming de todo o encontro realizado nesta terça-feira. Vale a pena conferir: #

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