jan 22
“A maior mudança cultural da história do El País”
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Integração de redações para cortar custos: objetivo do El País em 2009
Foi com esta frase que o El País, um dos jornais mais importantes da Espanha, anunciou sua reformulação e a criação de um novo modelo de negócio: a integração de redações para promover convergência e, claro, cortar custos futuros devido à crise financeira mundial.
Juan Luis Cebrián, conselheiro do Prisa, grupo que edita o jornalão, fez um pronunciamento preocupado e que devem promover mudanças apenas para o funcionário. Quem ganha é o leitor, que terá uma maior atenção.
Depois de meses de especulação, o veículo espanhol uniu seu ambiente online com o impresso, além da criação de novas outras empresas. A idéia é tornar El País como um grande produtor de conteúdo, seja ele feito em papel ou visualizado na web.
Tá na cara que é a operação não é jornalística, mas sim econômica. El País é mais uma empresa jornalística que está preocupada [e muito] com o seu futuro e o modelo de negócio de maior eficácia, para eles, é a convergência de redações. O reflexo de tudo isso está na frase de Cebrián.
A mudança é a única solução vista e viável para que o El País continue existindo como meio de comunicação nos próximos dez anos. A taxa de mortalidade dos jornais será altíssima daqui há pouco tempo.
É evidente a preocupação exacerbada de Cebrián. Parece que o indivíduo entrou na onda do “fim dos blogs” ou do “fim do impresso“. Isso não acontece do dia pra noite e modelos de negócio estão aí, hoje, no mercado, para provar isso. Um grande exemplo é a sacada do The New York Times ao vender, pela primeira vez em sua história, um espaço de publicidade em sua capa.
Foto: Stttijn.









janeiro 22nd, 2009 at
A crise financeira, é sem dúvida um problema que ñ mexe apenas com o sistema financeiro da banca ou do indivíduo, mas também com o psicológico, pois viver sem ter certezas para o futuro é algo terrível, mas… desde que me lembro essa é a realidade do nosso Brasil?! Com poucas melhorias antes a crise e com ela, bem… espero que os nossos políticos sejam criativos em criar postos de trabalho, e copie menos dos de fora, ñ sei quanto aos outros leitores mas eu acredito que temos como nos safar dessa crise ou pelo menos sentir pouco os efeitos dela. Já havia competitividade real, no que diz respeito em crescer profissionalmente dentro de uma empresa, e a gora é, simplesmente desumano mas inevitável, para conseguir permanecer com o posto de trabalho… O Dr. Augusto Cury (brasileiro) em um de seus livros diz que é nos momentos de stress que conseguimos ser criativos de uma forma espantosa, mas isso já é de mais… Não acham??? Acho que seria interessante procurar formar cooperativas, nas mas diferentes áreas, os empresários, pelo menos seria mas uma hipótese de ganhar algum ou de manter o que se tem…
janeiro 23rd, 2009 at
@ARM,
A crise financeira, aos poucos, derruba muita gente.
Na França, por exemplo, o presidente Nicolas Sarkozy acaba de lançar um pacote de medidas para ajudar os veículos de comunicação, situação que vou destacar logo mais aqui.
Modelos de negócio, mais uma vez, são as chaves para uma saída interessante. New York Times, apesar da turbulência do mercado, parece ser o que está se dando melhor. Junto, é claro, ao lado do Google…
janeiro 24th, 2009 at
Eu acho que a crise econômica mundial veio a acelerar um processo que era mais do que inevitável: a mudança no modelo atual dos veículos de comunicação.
Assisti a uma palestra bem interessante do Noblat, na Campus Party e ele comentava justamente sobre isso. Por que os jornais insistem no ontem e nas típicas frases “afirmou que”, “disse que” etc? Não adianta brigar com a internet e as novas mídias. A questão é se posicionar frente a essa nova realidade e se reestruturar. Mas é difícil mudar uma metalidade que vem de muitos anos.
Assim como Noblat, acho que os jornais deveriam modificar sua linha editorial, adotando textos parecidos com os das revistas, mais analíticos e investigativos, dando uma abordagem diferenciada à notícia.
Afinal, para que fazer uma matéria informando a posse de Obama, se os sites já noticiaram isso anteriormente e todos já estão sabendo? A Abordagem tem que ser outra!!!
janeiro 24th, 2009 at
Percebo o que queres dizer, pois é a primeira vez que o corre uma crise financeira ao mesmo tempo com as mais ricas potências financeiras mundiais, é muito grave mesmo. Mas a questão do New Yord Times e do Google é que estão a ganhar com a publicidade, onde as empresas procuram tornar o seu serviço mais conhecido e acessível para o consumidor, porém a onda de desempregados e de falências das grandes empresas é enorme. Concordo quando dizes que os modelos de negócios são a chave de saída interessante, mas sem poder aquisitivo ñ há publicidade que nos valha, é por isso que, para além de mim e um economista, que eu saiba, a principal estratégia está na criação de trabalho = poder aquisitivo, eu diria… desculpa estou a ultrapassar o conteúdo do post.
janeiro 24th, 2009 at
Os jornais publicados de forma tradicional, têm, sim, dar ênfase aos acontecimentos históricos, claro que muitos jornais já tem ou estão informatizando o seu acervo de notícias.
E num futuro, próximo, os jornais vão, certamente, disponibilizar aos assinantes a escolha de receber o jornal on-line ou da forma tradicional. A Mobilidade com o colaborativos são a chave da Noticia de Última hora, onde as ferramentas dos celulares ou dos equipamentos móveis, vão ser “The doorknobs” da notícia, mas o profissional jornalístico terá de aglutinar novos conceitos editorais, e claro o tempo de trabalho terá de ser outro, não sei se passará a ter plantão da “noticia já” ou se simplesmente aumentará as horas de trabalho, é algo que pode acontecer??!!
A exemplo de serviço algumas empresas, bancos e servidores de internet, já disponibilizam essa escolha, claro que o cliente que optar pela conta ou serviço on-line, vê reduzido algumas despesas como as taxas de envio ou a do impacto ecológico, e acreditem ou ñ, em Dezembro do ano de 2009, quando os países desenvolvidos, melhor EUA e Europa chegarem a um acordo de solução ao tratado de Quioto, a taxa ecológica deixará de ser de apenas algumas instituições para serem obrigatórias, até o Google fez o estudo do impacto de co2 no ano de 2008. Está aberta mais uma forma de imposto…
janeiro 25th, 2009 at
@ARM,
suas indagações são pertinentes. Acredito em uma convergência de redações (impressa e online, por exemplo), com a facilidade, agora, para o leitor, de adquirir a parte do jornal que ele quer. Isso já até tem nome: uma espécie de micropagamento.