A Fórmula da Televisão

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  • ARM

    Penso que talvez, assim como os governos entraram no serviço de televisão pública, seria interessante, proporcionar este serviço ao consumidor, porém é como vc disse, tem de a tornar rentável, pois um satélite para cada coisa, ainda. E sinceramente ñ sei se a televisão brasileira usa, satélite próprio ou se o serviço é teserizado?
    Já a qualidade do sinal, qto melhor, mais cara é a tecnologia usada, a internet, ainda é usada como um meio, mais, entretenimento, mesmo em países desenvolvidos a tecnologia + internet, ñ andam juntas como estudante e caderno. Desenvolvesse softwares e hardwares, para nichos específicos, mas não para intercomunicação para áreas especificas.
    Um exemplo disso, é a Microsoft que está sempre, aperfeiçoando, seus softwares, e sempre vendem, o Vista, quando foi lançado muitas pessoas tiveram que voltar a usar a versão anterior, pois o software era demasiado pesado para o Disco Rígido dos computadores. Concordo com teu contra-ponto, mas para mudar o panorama atual da net, cabe aos especialistas da área, e o problema é que os independentes ou desvinculados das grandes empresas ligadas ao serviço, ñ possuem ousadia, afinal de contas o Tim Bernes-lee, chegou a ser proíbido de usar os computadores de Oxford, quando fazia suas investigações, e ainda não era formado… Eles estão presos ao concreto net, e ñ olham como o caminho que a web faz até chegar a nossa casa, e estou falando da camada atmosférica.

  • http://gedigi.net/merafalacia bruno neyra

    cara, acho que o ponto 6 é válido para a internet, mas não para a tv. para um programa de tv ser pressionado exigiria um esforço tremendo que é raro de ser visto. um site sofrer um backlash dos seus usuarios é comum, apesar de ser muito fácil pular fora do site ir pra outro. a tv tem condições geográficas e de ritmo muito interessantes, não acho que seja de se jogar fora. mas pelos mesmissimos argumentos de mercado, acho que a internet tem espaço pra algo não-comercial, algo que signfica mas não se compromete com publicidade, governo ou qualquer outro poder produtor.

  • http://derepente.com.br Rafael Sbarai

    @Bruno Neyra,
    Eu concordo com o aspecto seis, por exemplo. Acredito que a própria internet fará com que a programação da tv e, obviamente, seus apresentadores, produzam modelos cada vez mais perfeitos.
    A colaboração, o You Tube, estão aí como “grandes rivais”. Com pequena produção, seja ela amadora, é possível realizar feitos que demoraram anos para serem visualizados na tv, por exemplo.

  • Cauã

    Também concordo com o Bruno e Sbarai, aliás, defendo o ponto de vista que na internet é que as audiências são mais críticas. Preciso aqui também dar os parabéns para o Felipe, ainda não há motivos concretos para apostar na internet no lugar da TV, como já está se fazendo no Reino Unido. Apesar de a liberdade da internet para regular programação ser impressionante, a maioria ainda sente a necessidade da sazonalidade, isso para se inserir num contexto de coletividade, como por exemplo, na hora da novela ou do jornal nacional, todos estão vendo a mesma coisa, se informando ou entretendo da mesma forma. Isso movimenta assuntos e inclui o espectador em algo. Acredito na migração para IP, mas me questiono se isso irá acabar com conteúdos devidamente orquestrados. Neste ponto acho que a web irá adotar muitos modelos da TV, reproduzindo por IP o que ocorre na telinha, simplesmente pelo fato de as pessoas não estarem prontas para abandonar esse modelo que dá certo tem muito tempo.

  • Felipe Jannuzzi

    Oi pessoal. obrigado pelos comentários.
    @ARM as emissoras de TV aberta (Globo, SBT, BAND, etc) são de rádio-difusão. Isso quer dizer que elas tem antenas que emitem ondas eletromagnéticas de rádio-frequência (tipo aquelas antenas na Av. Paulista). Apesar de concordar com vc que existe um certo conservadorismo, também acho que tem muita coisa acontecendo de forma dispersa e desorganizada. Por exemplo: A TV Digital é um avanço tecnológico interessante, que influência no conteúdo televisivo, mas sua estratégia de implementação é uma palhaçada.
    Os meus 10 tópicos analisam mais o potencial do meio e não a realidade. (já que depende de política, economia e cultura) – A maioria dos brasileiros nem sabe o que é TV Digital? E será que eles sabem o que é e-mail? Google? WWW? Dúvido.

  • Felipe Jannuzzi

    @Bruno Neyra, @Sbarai e @Cauã vcs têm razão, formulei mal o tópico 6. O que quis dizer é que na internet, às vezes, o compromisso com a realidade e a qualidade é relevado em função da praticidade, velocidade, popularidade e anonimato – e isso acontece porque a net é um espaço compartilhado por profissionais e amadores da informação. O meio ainda não é uma fonte precisa – ainda existe preconceito dos usuários e da própria mídia tradicional. Ou você confia em tudo o que lê no Wikipedia? Eu as vezes me questiono.
    Na internet eu posso postar um vídeo no youtube zoando a Cicarelli, forjando um atentado terrorista no Rio e decretando o fim do carnaval na Bahia. O máximo que vai acontecer é o meu programa ser criticado e tirado do ar – sem danos pessoais e economicos maiores. Agora imagina se dá a louca na Fátima Bernardes e ela decide, em plena transmissão, declarar que gosta de tomar umas cachacinhas com o Willian Bonner nos fins de semana – é o fim dela, porque fugiu do script da excelente âncora de meia idade, classuda e mãe de família. E isso pra Globo pode ser um baita prejuizo.
    Um exemplo: Veja o que aconteceu com o Gugu depois daquelas notícias sobre o PCC. Foi quase o fim do pintinho amarelinho.
    Mas sim, a internet está mudando. Aos poucos profissionais e amadores responsáveis querem contribuir para a divulgação dos fatos de forma honesta e precisa – cabe a cada usuário da rede saber onde procurar suas fontes e criticar quando acha que algo está errado (é um ponto positivo pra internet – as críticas podem ser instantaneas com repercursão imediata).
    Mas a transição deve ser feita com cautela, principalmente para os grandes redes de informação como a CNN, que ao usar a internet como plataforma de transmissão e jornalismo colaborativo deve checar ainda mais suas fontes e a veracidade da notícia. Como mostra o excelente post do Rafael: http://derepente.com.br/2008/10/06/a-suposta-morte-de-steve-jobs-e-o-perigo-do-furo-no-ireport/
    O nosso papel além de informar e opiniar e também filtrar e abater aquilo que nos desrespeita. O derepente mais uma vez mostra que é espaço pra isso com mais um post do Rafael Sbarai: http://derepente.com.br/2007/07/19/a-farsa-do-uol-e-jornalismo-colaborativo/
    É isso ai! derepente.com.br na luta…
    abraços e obrigado

  • http://tialuso.blogspot.com Raul T.

    Felipe:

    Todos os pontos que você colocou não são possíveis também pela WEB ? No meu ponto de vista e experiência acho que são sim. E a WEB nos traz uma vantagem sobre a TV Aberta: livre arbítrio.

    abs
    Raul T.
    —————————–
    http://tialuso.blogspot.com
    http://www.soluttia.com.br

  • Felipe Jannuzzi

    Olá Raul, acredito que um dia possa ser possível sim.
    Mas coloco no meu post alguns questionamentos: Quando vc acha que teremos acesso gratuito à internet? Sem ter que pagar e ter um sinal de qualidade nao apenas em SP, mas no restante do país? Espero que nao demore.

  • http://tialuso.blogspot.com Raul T.

    É Felipe… a maior questão mesmo é o tempo. Ai concordo plenamente contigo.

    Ouço rumores a muito tempo sobre a mudança no modelo de negócios das operadoras de acesso. Que vão passar a cobrar por trafego sem franquias, que vão aumentar as velocidades, etc, etc, etc. Mas infelizmente vivemos num país onde o anti-trust não funciona muito bem né ?

    Difícil falar sobre tempo: mas espero junto com você que não demore mesmo.

    abs
    Raul T.
    —————————–
    http://tialuso.blogspot.com
    http://www.soluttia.com.br

  • ARM

    Felipe, tudo bem?!
    Pois é, também, infelizmente, tenho que concordar com vc, a maioria dos brasileiros ñ sabem diversas coisas tecnológicas, mas isso só mostra, não a falta de conhecimento de tecnologia, mas sim a falta de meios de adquiri-lo é mas uma questão económica mesmo, e educacional … ou seja métodos políticos antiquando que só servem para caracterizarem o nosso país como terceiro mundo.

  • ARM

    Olá Felipe! Tens conhecimento nessa área, achas aplicável que por meio das telenovelas, séries e outros meios de vídeo ou mecanismo visual, de os realizadores ou escritores, ñ sei se há outro termo profissional, que para além dos modismos, sexo, sol e praia da nossa dramaturgia, fossem também um veículo de Inserção Social às Ferramentas Tecnológicas. Pois na dramaturgia de Hollywood, para além da violência, sexo e violência, ver-se a utilidade de ferramentas tecnológicas no quotidiano dos personagens. Embora essa não seja uma linear, termos de utilidade, em toda população Americana ???

  • http://derepente.com.br Felipe Jannuzzi

    Oi ARM. O discurso político para a implementação da TV Digital era que ela iria proporcionar a Inclusão Digital. Pra mim é uma certa demagogia pq só existe inclusão quando todos têm acesso as seguintes ferramentas: internet, softwares livres e computadores. A TV Digital possue: um set-top-box que podemos dizer que é um computador, ela tem tb softwares livres (Ginga), mas ela não almeja a internet, já que nosso serviço é de rádio-difusão (a principio nao teremos um canal de retorno – veja que o Ginga possibilita o canal de retorno – mas pra isso os usuários vão precisar de uma conexão IP e um set-top-box com uma saída para a rede).
    Agora sobre os conteúdos acho que eles podem sim ajudar nessa inclusão. Por exemplo: Seria legal se as emissoras divulgassem através de mensagens publicitárias o que diabos significa essa transição para o sinal digital. Acho que já seria um bom começo.
    Os filmes, novelas, seriados até podem fazer enredos sobre personagens que utilizam das mais variadas tecnologias – o problema é que se a população não tem acesso, vai parecer um filme do James Bond ou uma ficção científica.
    Obrigado pela pergunta, espero ter respondido.
    grande abraço

  • http://osentidodomedo.blogspot.com/ Rafael Morawski

    Criei e registrei um dos maiores Reality Show.
    Estou divulgando a procura de um canal interessado em ver o projeto.
    Para saber mais posso enviar o projeto para o canal que se interessar em apreciar, você também pode acompanhar o blog do Reality pesquisando no google por : O SENTIDO DO MEDO ou acessando o link abaixo, mas sabe como é, hoje as pessoas tem medo de vírus, então vai pelo google mesmo.

  • luiz galvão

    E o que dizer da IPTV meu amigo..veja na Inglaterra…vc acredita em papai noel da tv digital ainda é..e como modelo de neg´cios???

  • Felipe Jannuzzi

    Luiz
    IPTV, assim como satélite, cabo e rádio-difusão também é uma plataforma para TV Digital. E como escrevi no post: Acredito que seja a plaforma do futuro por inúmeros motivos. E sim, é um modelo de negócio MUITO interessante, é não apenas para televisão.
    Mas apesar de acreditar no IP, não podemos simplemente defender uma tecnologia sem uma contextualização. Brasil é diferente da Inglaterra. Nosso país é maior, nossa população é muito mais pobre, novas tecnologias demoram para se implementar, o acesso à internet ainda é caro e restritivo, etc…
    Grande parte da população assiste TV por rádio-difusão (Globo, Band, SBT, etc) por ser a única opção. É esse modelo de negócio se tornou lucrativo, vai se digitalizar e tem um potencial muito grande de continuar atingindo muita gente.
    Do outro lado estão as teles – muito mais ricas que as emissoras de TV – que investem em serviços e infra-estrutura. Mas nessa briga não adianta só ter dinheiro. Quem tem que compra-la e propor novos modelos são as indústrias, os publicitários e os produtores de conteúdo.
    Eu, como roteirista e produtor multimidia, publico minhas coisas na rede e luto para que um dia todos tenham acesso livre e gratuito. Como empreendedor acredito no futuro do IPTV, mas vai demorar um bocado aqui no Brasil.

  • http://www.gabrielabarreto.wordpress.com Gabriela

    Só sei que em relação a tudo isso, a mim interessa apenas que eu possa assistir minhas séries e programas de tv favoritos no momento que a mim me for conveniente. Só com isso já estou feliz.