Virou lugar-comum, agora, dizer que a restrição a conteúdos pode virar um grande potencial na web durante a crise econômica financeira mundial. Desta vez, quem estuda cobrar por informação online é o New York Times, meio que mais propaga mudanças e repensa modelos de negócio para sobreviver frente à turbulência do mercado. #
Bill Killer, editor-executivo do NYT, revelou que ainda estuda uma forma de lucrar com o conteúdo que disponibiliza na internet e acredita que um plano de assinatura para acesso de qualquer informação ao veículo possa ser a solução. Há menos de dois anos o meio não cobra para acessar seu ambiente. #
A apressada declaração só confirma o rumor da velha máxima da cultura do “algo a mais”. Sem novos modelos de negócio, gerentes e carros-chefe de bons produtos da web não têm escolha e apelam para a restrição, atributo “antigo”, pouco rentável e que é visto [infelizmente ainda] no Brasil, citando casos Folha de S. Paulo e Estadão. #
E esse não é o primeiro retrocesso. Há uma onda de que serviços como Tumblr, Ustream, Issuu e até o Twitter criem algo que já é conhecido: as famosas contas “pro”. A estratégia é semelhante às buscas de popularizar uma rede social: você restringe, entrega convites a poucos, característica que provoca um burburinho e uma onda de “quero me inserir ao que é exclusivo”. O Vimeo fez isso há pouco tempo, com a criação do Vimeo Plus, por exemplo. #
Este tipo de “cultura” chega bem no momento que o The New York Times promove suas maiores mudanças, vendendo pela primeira vez na história um espaço publicitário em sua página principal impressa. E a pressa de seu corpo de funcionários parece não transmitir seu bom momento: hoje possui uma premissa de tornar-se uma plataforma de conteúdo de interesse mundial (não apenas os EUA), tornando-se o oitavo jornal online mais lido no Reino Unido.




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