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A BBC pode comemorar. Mas com um certo puxão de orelha. Uma das maiores marcas jornalísticas do Reino Unido confirmou – via Peter Horrocks, seu chefe de imprensa – a marca de 42 mil contribuições de pessoas durante as fortes nevascas que atingem o local. O dado foi anunciado durante uma entrevista no journalism.co.uk.
As mais de 40 mil produções superam o número de contribuições de cidadãos feitas durante a posse do presidente norte-americano, Barack Obama, quantidade – até então – recorde no veículo. O dado, digno de destaque, não é nenhuma novidade e só confirma a necessidade de promover plataformas colaborativas em ambientes noticiosos como complemento ou adição de informação.
A BBC é uma empresa experiente. Sabe da necessidade de propagar notícias e ganhou, com apenas incentivos, 42 mil “correspondentes locais”. Esse é o ponto que merece ter relevância: a necessidade do cidadão-repórter produzir conteúdo hiperlocal, do seu cotidiano e que afeta você e o seu círculo de vizinhos. Nada de “cozinhar” portais de notícias e produzir a sua notícia.
Por outro lado, o veículo, às vezes, anda de salto alto. Principalmente com a onda “Twittermania”. Ultimamente, ouvintes da rádio BBC dispararam contra a sua programação local por simplesmente tocar no assunto Twitter a todo o instante. A BBC tem este grave problema: vislumbrar o hype do momento.
Para o meio, o “microblogging” é o Tiger Woods da informação: intocável, e líder absoluto de sua modalidade. Ao mesmo tempo em que marca um golaço com a colaboração, a BBC sofre ataques perigosos de uma ferramenta social.
Portanto, muita calma. Principalmente depois da reflexão de Steve Herrmann, editor da BBC, em dezembro passado. Ele faz ressalvas e pede cuidado na hora de produzir informação em sites de notícias a partir de conteúdos provenientes do Twitter.
Foto: Chiefmoamba.




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