A política de Luis XIV, visível no Google, quase chega ao Facebook

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    Luis XIV não caiu do cavalo: o “Estado sou eu” é moderno e quase chega ao Facebook

    Eu não iria comentar o caso, já que foi bem destacado por parte da imprensa online brasileira nesta quarta-feira, mas – a pedido de e-mails e do Nikolas – vou apenas inserir humildes pensamentos a respeito das mudanças repentinas envolvendo o Facebook.

    A maior rede social do mundo teve sua marca “arranhada” nos últimos dias por conta de uma onda de protestos de seus usuários, que promoveram uma crítica coletiva veemente a respeito dos novos termos de uso do ambiente. Este, por sua vez, informou que não iria deletar informações individuais após o fechamento ou cancelamento de uma conta pessoal.

    Facebook agiu rápido. Percebeu que cometeu deslizes quase-cruciais e revelou que vai divulgar novos termos de uso, dando ênfase a todos os “usuários insatisfeitos”, como bem definiu Mark Zuckerberg, em seu blog ontem. Sua explicação, há dois dias, sobre o ruído, foi até convincente, mas não o suficiente ao nicho “rebelde” que foi criado no Facebook.

    Quando uma pessoa compartilha algo como uma mensagem com um amigo, duas cópias daquela informação são criadas: uma na caixa de mensagens enviadas do próprio usuário e outra na caixa de entrada de seu amigo. Mesmo se o usuário desativar sua conta, o amigo terá uma cópia da mensagem. Achamos que essa é a forma correta de o Facebook funcionar, garantiu Zuckerberg.

    O fundador do Facebook foi até um pouco irônico. Sinceramente. Percebeu que muita gente não entendeu sua mensagem. As mudanças nos termos de uso promoveria, em certa parte, a manutenção de um histórico com uma pessoa que cancelasse a conta. Situação que não é vista no Orkut, por exemplo. Você é o único que consegue visualizar, dentro de sua conta, depoimentos, mensagens que foram enviadas a você de pessoas que não possuem mais login.

    Mas não é bem assim. Parte dos usuários revoltados da rede social sabiam que todos os dados coletados pelo Facebook poderiam ser armazenados e o próprio ambiente poderia utilizá-los sem problema algum.

    A prática produzida pode ser denominada de Luis XIV das redes sociais, um dos chefes de estado da França mais autoritários e que leva até hoje a famosa frase “O Estado sou eu”. O único problema de todo este burburinho é que o Google produz este autoritarismo sem ao menos alguém perceber/criticar.

    Isso só foi mais evidenciado com o lançamento do Google Latitude, por exemplo. Agora, a maior marca de buscas web do mundo pode monitorar até onde você está no momento. Em pouco tempo, criou um mecanismo de saber quais são suas buscas (Google), quais pessoas conversam mais com você (Gtalk), com quem você troca e-mails (Gmail) e o que produz como conteúdo (Google Docs e Youtube).

    Foto: Jlastras e Rutty.

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      15 ideias sobre “A política de Luis XIV, visível no Google, quase chega ao Facebook

      1. !Nossa! Isso pode ser considerado como invasão da vida privada, mas, acho, é mais um meio de criar maneiras de inserir, via publicidade, artigos q. nos possam interessar, qdo. eles conseguem conhecer nossos conteúdos ou interesses, pior ou melhor… onde estamos é o quase o mesmo de saber do quê precisamos. Ao menos q. isso fosse voltado p/ a busca oriunda de vírus e incentivo ao terrorismo.
        A conotação foi boa!

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