O desespero hiperlocal do New York Times


Agora, a necessidade gera frutos desesperadores a um NYT local e colaborativo

Foi com um certo alarde que recebi a informação que o  New York Times estuda lançar, nos próximos dias, um espaço colaborativo dedicado ao hiperlocalismo, um dos poucos nichos que o jornalão ainda não alcançou e, consequentemente, conquistou.

A ideia de um dos mais interessantes meios online de informação é aumentar a conexão com os cidadãos, promovendo assim um ambiente virtual dedicado e construído por eles mesmos. A iniciativa, que não é nova, tá com uma sensação mais de desespero do que vontade inicial de criar um novo projeto.

Nos últimos meses, New York Times parece aquele diretor de uma grande empresa que foi vendida e se mostra preocupado com seu cargo. Busca, desesperadamente, encontrar iniciativas, benfeitorias para mostrar seu valor e motivos para sua permanência.

E é essa foi a sensação que tive ao descobrir a “novidade”. NYT quer alcançar anunciantes menores, LOCAIS, que não podem ou não tem condições de disputar um grande espaço em um dos maiores veículos de comunicação do mundo.

A ideia é simples: ampliar o leque de publicidade e, consequentemente, de renda, com iniciativas hiperlocais colaborativas, artifício interessante para demonstrar sua preocupação com a “informação plural fora do lugar-comum”.

A criação de um ambiente participativo local é mais uma [boa] carta na manga de interação e, claro, comercialização, já que o hiperlocalismo é um nicho emergente e pouco explorado na mídia.

Foto: 46137.

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