A crise economica comeu minha lição de casa…

A crise econômica está nos jornais, talkshows, blogs, revistas. Sem querer desmerecer o tamanho do problema que resultou em demissões e recessões, devo confessar que as vezes leio notícias que me faz pensar que a “crise” virou bode expiatório para muitos dos nossos conflitos sociais e individuais.

“Não, não.. com essa crise não vale a pena sair de casa e procurar emprego”.

Aqui também falamos de muitas crises, mas são aquelas que não envolvem pacotes econômicos, investimentos especulativos, ondas de otimismo/pessimismo e discursos inflamados. E muitas outras coisas chatas… Falamos da crise que assola as mídias tradicionais e que, diferentemente da crise economica, são acompanhadas de resultados muito interessantes para nós usuários/consumidores.

Esse post não será diferente.

Recentemente me interessei em pesquisar o boato de falência da famosa rede de aluguel de filmes, Blockbuster (o velho) e o boom das ações de uma outra empresa de aluguel de vídeo, mas que opera online, o Netflix (o novo).

O motivo do aumento das ações da Netflix foi a criação de um novo serviço de streaming de filmes e programas de televisão de grandes estúdios norte-americanos. Por menos de $18 por mês os assinantes podem assistir no computador muitas horas limitadas de conteúdo on-demand de qualidade, sem comerciais, sem espera e na comodidade de casa.

Eu penso que a comodidade de um serviço vence nosso desejo de economizar. Gastamos mais de 30 centavos para mandar 2 linhas de SMS no telefone celular, mas será que somos capazes de pagar a mesma quantia para ler uma noticia no site do New York Times? O celular é prático, é comodo, é móvel, é instantâneo – é caro, mas ainda sim o usamos. Os jornais online operam com assinaturas mensais e isso significa pagar por muita informação dispersa para uma geração online que parece não precisar de editores.

A mesma coisa com a música. A indústria audiofonica só encontrou uma solução para a pirataria e download gratuito quando criaram o Itunes Store e a capacidade de baixar música de forma simples e eficaz para um dispositivo cool e fácil como o Ipod.

O Netflix está com tudo mesmo quando existe a opção de baixar filmes em sites e torrent – sem pagar nada. O segredo deles é o mesmo de outras soluções de sucesso: é a criação de uma plataforma atrativa e de design intuitivo. Prático, cômodo e sem crise.

foto: jamez j66

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  • http://www.gabrielabarreto.wordpress.com Gabriela

    Impressionante ver que tem empresas que conseguem ainda dar um boom com toda essa crise rolando. Tá certo que muita coisa dos efeitos da crise, acredito que seja consequência do abalo psicológico que ela tem nas pessoas. Mas é de se aplaudir que no meio dessa confusão tenha gente com soluções criativas para baratear o custo de produção, reprodução e consequentemente o custo final para os consumidores.
    Mas ainda assim acredito que vá ter os puristas que vão sempre preferir o dvd original, cd original e etc…

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  • Felipe Jannuzzi

    Tb gosto de ver essas mudanças criativas que estão acontecendo.
    Já tentei colecionar filmes no computador, mas não é a mesma coisa. É legal ter um DVD original com capinha ou escutar a agulha tocando no vinil. As novas tecnologias trazem novas experiencias, mas nostalgia é bom e tem coisa que nem as maiores das invenções é capaz de substituir.