A importância da API no Facebook e o dia que passou o Google como fonte de tráfego


Facebook está no mesmo caminho do NYT: fidelização e muito conteúdo

A prova que o Facebook está no caminho certo para tornar-se a maior referência agregadora pessoal da web apareceu ontem, segundo dados divulgados que vi no Hitwise, via Lucasof. A maior rede social do mundo ultrapassou o Google como fonte de tráfego em três específicos nichos populares.

O registro mostra que o site de fofoca PerezHilton.com, a ferramenta social de vídeos Tagged.com e o Twitter geraram mais cliques a partir do Facebook do que o Google. O que pode não ser nenhuma novidade, já que o espaço promoveu diversas mudanças para se popularizar mundialmente.

Facebook não é mais uma rede social de nicho norte-americano: é do mundo. Com uma política de abertura de API´s, a rede social dá mostras que está no mesmo caminho do The New York Times: possui o lema “seja fiel, fique com o meu jornal (no caso acesse o Facebook): ofereço o melhor conteúdo”.

Não à toa, tanto Tagged, Twitter e PerezHilton possui aplicações integradas ao espaço, o que facilita e fideliza o leitor ao ambiente que acessa diariamente.

Apesar de ter arranhado sua marca por conta de uma onda de protestos de seus usuários, que promoveram uma crítica coletiva veemente a respeito dos novos termos de uso do ambiente, a rede social dá largos passos em diversos países, como no Brasil e na Espanha, por exemplo.

Por aqui, lançou sua versão completa e organizada em português, o que provoca um menor distanciamento entre o brasileiro e a ferramenta social. Outro ponto alto da reformulação é sua facilidade em encontrar amigos, conhecidos ou seguidores. Você não precisa fazer muito esforço, já que a ramificação de amizades criada em Facebook permite que você, em pouco tempo, encontre quem você iria procurar.

Na Espanha, Facebook parece que tirou o trono do Tuenti, uma bela rede social originária do país europeu. Segundo dados da Comscore, Tuenti permanece em primeiro. No Google Trends, as posições se invertem.

Foto: Rutty.

This entry was posted in culturaweb, facebook, midia and tagged , , , , , , , , , . Bookmark the permalink.
  • Carlos

    A abertura do Facebook faz dele um grande case futuro de redes sociais no Brasil.
    Agora, uma pergunta: o Facebook é forte no Brasil mesmo?

  • http://derepente.com.br Rafael Sbarai

    @Carlos,
    O Facebook ainda não é forte no Brasil. Sua audiência é baixa, comparada a do Orkut, por exemplo.
    Mas houve um bom crescimento e fidelização com a tradução em português e a criação de novas funcionalidades.
    Abraço,

  • João Baptista Lago

    O FB cresce no Brasil sim, só que com resultados pouco expressivos: apenas 2% sobre o total de internautas. Grande parte desses 2%, ainda assim, não utilizaria o FB, apesar de ter perfil lá. E continuaria usando o Orkut, mesmo que com menor freqüência; uma segunda questão, a ser verificada, é: quantos que, apesar de estarem utilizando menos o Orkut, esteriam utilizando agora outras ferramentas (notadamente o Twitter?) e não, o FB. Até aqui, o que temos me parece ser uma grande ilusão midiática ( muitos, eu inclusive, comentando sobre o FB ou este sendo muito falado nas mídias) que poderia passar a impressão de que o FB estaria, supostamente, “crescendo” no Brasil. Porém, número de perfis abertos não possui relação com crescimento, se não houver uso dos mesmos. Seria preciso uma pesquisa mais detalhada, tentando mensurar quantos, destes 2% que têm perfil no FB no Brasil, efetivamente o utilizam. Por outro lado parece ser bastante utilizado, por brasileiros residentes no exterior ou com vistas a. Ao mesmo tempo, fiquei surpreso com o fato de estar havendo abertura de perfis do FB junto a universitários de baixa-renda em SP, ainda que sejam poucos em comparação àqueles de universidades com melhor posicionamento no Enade. A maioria desses perfis, aparentemente, teria tráfego muito inexpressivo ou até inexistente: muitos não têm sequer foto com o rosto do usuário. De todo modo, aconteça o que acontecer, é um momento bastante privilegiado, para observarmos o comportamento dos internautas, em relação a certas mudanças no mundo dos softwares sociais.

  • http://derepente.com.br Rafael Sbarai

    @João Baptista,
    Você tocou em alguns pontos interessantes.
    Vamos lá:
    Dados oficiais: carece no país um dado oficial a respeito do Facebook. É certo que sua curva de crescimento é grande. É só olhar o Google Trends, por exemplo. Você percebe um aumento no tráfego.
    Eu acredito ainda em um “boom” do FB pelo simples fato de sua plataforma.
    Sobre os universitários de baixa-renda, isso está com cara de “eu fiz, você fará também”: moda.
    Você cria seu perfil “pelado”. Logo, quando tiver um crescimento, terá sempre um adolescente dizendo: “já tenho Facebook há muito tempo”. É mais questão de mostrar que você sabe se conectar e antecipar tendências, acredito. O que eu vejo no Twitter, por exemplo, apesar de seu lançamento ter sido em 2006 =).

  • http://www.ceudeinverno.com Sylvio

    “geraram mais cliques a partir do Facebook do que o Google.”

    É bom saber.

  • http://derepente.com.br Rafael Sbarai

    @Sylvio,
    Em pequena escala, mas é verdade.
    Por exemplo, 8,7% dos visitantes do site PerezHilton.com chegaram via Facebook. Já via-Google vieram 7,6%.

  • Pingback: Nungo

  • Pingback: Como o Facebook alcançou a popularidade do MySpace nos EUA e a corrida por registros de nomes | De Repente

  • Pingback: A importância de terceiros no Twitter, agora, migra ao Spotify: Spotifm | De Repente