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Lembra quando destaquei o pedido de concordata do Tribune Company, um das empresas de comunicação mais importantes da história dos Estados Unidos? Um dos pontos mais críticos de sua movimentação e de estar, neste momento, na UTI, era a loucura que seu dono tinha por adquirir jornais: foram cinco em pouco tempo. Agora, parece que a síndrome do veículo voltou a contagiar Rupert Murdoch.
O poderoso do Wall Street Journal, um dos que ainda discute e aposta na sobrevivência dos impressos, acaba de comprar mais um jornal: o The Brooklyn Paper. Com 31 anos de história, o periódico é conhecido por ser um jornal de bairro, com características bem hiperlocais.
O mais interessante da história é a mudança de postura do editor da publicação local, Gersh Kuntzman. Há dois anos, quando Murdoch comprou The Courier-Life, cadeia de DOZE periódicos locais em Brooklin, criticou com veemência a iniciativa do empresário, de produzir monopólios a partir de sua empresa, a News Corporation. Agora, seu ponto de vista é outro: “nós estamos felizes com o acordo”, diz.
Rupert Murdoch voltou a ter a síndrome dos carros-chefe do Tribune Company. Mas, no atual momento, pensa que nem o New York Times: “vamos investir no bairro para atrair novas publicidades“. O NYT, há poucas semanas, anunciou a criação de um canal colaborativo hiperlocal em diversas regiões dos Estados Unidos.
Agora, Murdoch aumenta seu leque de impressos em todo mundo: são 38 no total. Vinte e três na Austrália, três no Fiji, um na Papua Nova Guiné, quatro no Reino Unido e sete nos Estados Unidos.
Foto: World Economic Forum.




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