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Last.fm dá um tiro no próprio pé e começa a cobrar seus usuários
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Três euros mensais e não-necessários: custo para permanecer na Last.fm
A discussão envolvendo conteúdo pago na web ganha mais um capítulo nesta terça-feira. Last.fm, um dos serviços de streaming de música mais populares da internet, anunciou a cobrança de três euros por mês para seus usuários em todo o mundo, exceto Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha.
Segundo o blog oficial da ferramenta, a exclusividade a “tríplice aliança” deve-se ao simples fato que a publicidade gerada no ambiente só garante a gratuidade nestes três grandes nichos. A mudança acontece dia 30 de março.
Quem está fora deste eixo pagará por três euros (oito reais, aproximadamente) por mês. Quem não assina terá acesso gratuito a 30 músicas, o que não deixa de ser uma restrição da restrição.
Last.fm vai na onda do The Times, que restringe sua bela hemeroteca há alguns meses, e sua movimentação pode desencadear um novo momento de cobrar por diferencial, conteúdo que poucos detém. O serviço social de áudio possui 30 milhões de usuários mensais.
A restrição pode provocar uma possível migração, por sua vez, ao Blip.fm, que anda mal das pernas, além de popularizar mundialmente o IMEEM, que traz a mesma premissa da “nova” Last.fm, porém com uma estrutura pequena e pensamento ainda local.
Em tempo: Thomaz Fernandes comentou outra situação que promoveu uma bela discussão no fórum da Last.fm: a demissão de uma parte da equipe, envolvendo a brasileira Graziela. Seria este o primeiro tiro no próprio pé?
Foto: Diceliving.









março 25th, 2009 at
Nossa!
QUe péssima notícia pra muitos do que no Brasil usam a Last.fm.
Infelizmente sou uma das que terão de sair do serviço, já que há outros caminhos para seguir, como você destacou
março 25th, 2009 at
Po.. os caras erraram feio! Eu sou um dos amiores fãs da iniciativa do lastfm… mas conte’do online não pode cair no padrão televisivo de cobrança… a internet tem na sua essência o acesso livre ao conteúdo… o google e o wikipedia tão aí pra provar isso! Restringir acesso para o usuário não-profissional é simplesmente perder todo e qualquer usuário e jogar a inciativa na lata de lixo!
Fiquei decepcionado!
março 25th, 2009 at
É meus amigos, pagar para poder ouvir 30 músicas?
março 25th, 2009 at
@Karina
Você tocou em um ponto-chave: a possível migração e a criação de um novo ruído pela segmentação e restrição a um conteúdo.
Sinceramente, acredito que no Brasil o número deva ser mínimo de pessoas que desejam aceitar isso.
março 25th, 2009 at
@Nkls,
Interessante que citou a palavra essência. Isso promove uma tremenda discussão a respeito de independência, democratização e conteúdo livre na web.
Mas acredito que a tendência é cair, sim, o número de usuários da Last.fm
março 25th, 2009 at
@André,
É o problema. A restrição da restrição. Você paga e ainda tem um limite para tal.
março 25th, 2009 at
Uma pena!
março 25th, 2009 at
Sou usuário do Last.fm desde 2006. Mas com os recentes ocorridos (a demissão da Graziela em dezembro, a única responsável por dar suporte em português no site; e agora essa história de cobrar pela rádio) estou pensando seriamente em fechar minha conta lá.
março 25th, 2009 at
@Thomaz,
bem lembrado.
Acabei de adicionar essa informação ao post.
Obrigado
março 25th, 2009 at
No entanto, estamos com uma posição e cultura que não aceita a cobrança por esse tipo de serviço online. É preciso olhar o outro lado da moeda com um pouco mais de comedimento: uma decisão desse porte não deve ser feita sem nenhum tipo de pesquisa. Dúvido muito que seja um simples medida financeira desesperada. Se eles resolveram cobrar, deve haver um público razoavelmente disposto a pagar.
Ou será que não?
Às vezes eu me pergunto como funciona isso mundo afora…
março 25th, 2009 at
[...] pela discussão nos comentários do último post do Rafael sobre a decisão do Lastfm de cobrar por seus serviços eu fiquei com uma dúvida na cabeça: [...]
março 25th, 2009 at
@Nkls,
Sinceramente acho que não, até pq o nicho que tem grande condições de pagar está fora da lista: EUA, por exemplo.
Duvido muito sobre essa pesquisa, já que o serviço prestado não é algo exclusivo deles.
Internauta e interagente é assim: se há a restrição eles criam mecanismos para ir a outro ambiente. E assim vai…
março 25th, 2009 at
na verdade, as 30 músicas gratuitas são antes da assinatura, pros assinantes é ilimitado. e o scrobbling, recomendações e outros recursos que não a rádio Last.fm continuam gratuitos. mas isso não deixa de ser um tiro no pé.
março 25th, 2009 at
@Viakenny,
Tem razão.
No contexto anterior, parecia que o usuário que pagasse teria acesso a 30 músicas apenas.
Fiz a alteração,
Obrigado
março 25th, 2009 at
E o modelo Freemium não dá sinais que vá morrer.
março 28th, 2009 at
Pagar a Last ? Esta todo mundo questionando essa atitude da Last..
E porque Alemanha, Reino Unido e USA não pagam? A crise é só em
outros pasíses?Com mais de 30 milhões de ouvintes a 3 euros cada u
um. Aonde vai dar? Tem muitos amigos que fiz na Last que vão
migrar pra outras emissoras não pagas.
.
A crise chegou na rede CBS que é dona da Last? E nós que temos
que pagar a conta.
È lamentável o que a Last está fazendo com seus ouvintes. E não
podemos aceitar isso. Será pressão das gravadoras?
Pois a Last montou um catálago na Web com mais de 7 milhões de
faixas disponíveis. Pode-se baixar música dos artistas de graça.
E com isso eles deixam de faturar. Então nós que temos que pagar
a conta? Tomara que a Last reavalie tudo isso, pois vai perder
muito com isso. Pois ninguém quer pagar uma rádio que é pública, pra ser
para ser ouvida.
Vamos pra outras rádios e existem muitas.
março 29th, 2009 at
@Rosmari,
Segundo a Last.fm, estes três nichos ainda conseguem se auto-sustentar com o lucro que ainda era obtido no ambiente.
A crise na ferramenta de música é mundial, Rosmari. A CBS praticamente esqueceu a Last.fm. Isso já é de algum tempo.
abril 8th, 2009 at
[...] Last.fm dá um tiro no próprio pé e começa a cobrar seus usuários no De Repente ; [...]
maio 19th, 2009 at
[...] jeito, Blip.fm segue os passos e mostra, cada vez mais, laços de parentesco com o Last.fm: ambos começam a dar tiros no próprio pé e têm boas chances de desconstruir o que já foi [...]
junho 5th, 2009 at
[...] vez, não considero como um tiro no pé, como havia dito com serviços musicais, como a Last.fm. O produto que Hulu oferece é bom, funciona, só ganha elogios a cada dia e é um [...]
junho 10th, 2009 at
[...] do ano, a brasileira Graziela – única que dava suporte em português sobre o sistema – estava numa lista de cortes da empresa. Começou aí a derrocada. Dias depois houve o anúncio da restrição e cobrança por música [...]
julho 1st, 2009 at
[...] É a velha máxima do quanto mais específico e fora do lugar-comum, melhor. Situação que a Last.fm e o Blip.fm não souberam [...]