V Prêmio FIESP/SESI-SP de Cinema Paulista

Noite de prêmios para o Cinema brasileiro!

Anteontem, dia 23 de março, ocorreu no prédio da FIESP, na avenida paulista, a cerimônia de premiação do V Prêmio FIESP/SESI-SP de Cinema Paulista. E eu, aspirante a cineasta de plantão estava lá!

O evento foi super interessante: um clima de Oscar abrasileirado (nas suas devidas proporções, claro) com espetáculo e temática circense. Deu até pra trocar uma idéia e pegar o contato do Meirelles (não, não passo pra ninguém!). A  apresentadora, a atriz (?) Bárbara Paz, abriu a cerimônia dizendo algo como: “Todos nós que fazemos cinema no Brasil temos algo de “palhaços”, pois temos de fazer malabarismos e nos equilibrar na corda bamba o tempo inteiro”. De fato!

Dentre os destaques estavam o “Ensaio sobre a cegueira” de Fernando Meirelles, “Chega de Saudades” de Laís Bodansky e “Encarnação do demônio” de José Mojica Marins (também conhecido como Coffin Joe). Os prêmios não surpreenderam muito – eles foram bastante políticos, mas não no sentido ruim da coisa: eles servem de incentivo para uma potencial indústria cultural no Estado de São Paulo. O diferente “perfil” desses três filmes é uma grande metáfora do projeto cultural que se espera para o cinema paulista e nacional: existe espaço para desde megaproduções em parceria com Hollywood até filmes de horror trash com cara de anos oitenta.

O que ficou marcado foi o discurso de desabafo do Meirelles: “Não entendi o que eu fiz de tão errado com esse filme que a crítica no mundo inteiro bateu tanto em mim!”.

Apesar de ter uma cara de “consolação” os prêmios foram merecidos. Ensaio é um filmaço!

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  • http://midializado.blogspot.com Gabriel Ishida

    Bateram no Meirelles porque viram que tinha mais um país crescendo no mercado cinematográfico mundial. É medo mesmo, de perder hegemonia. Tá na hora do mundo e do próprio Brasil valorizar o material cultural produzido em nossa terrinha. Parabéns ao cinema brasileiro!

  • Nikolas Maciel

    @ Gabriel
    Falou e disse Gabriel! Mas um pouco além disso, bateram nele por produzir uma obra que tocava no cerne de discussoes sobre a humanidade. “Ensaio sobre a cegueira” discute e critica pertinentemente a essência do ser humano. O que se esperava de um cineasta brasileiro – e do terceiro mundo – é que ele se mativesse à crítica de problemas sociais da periferia mundial como a criminalidade e a fome mostrando cenários pitorescos e sociedades desmanteladas à margem do mundo assim como foi feito desde a década de 1960… o filme inaugura uma nova era no cinema brasileiro e deve ser visto como tal!

  • http://davidfelipe.wordpress.com David Felipe

    Finalmente um cineasta brasileiro consegue realizar uma obra que não remete às mazelas sociais do país, e encoraja-se para inserir filosofia na tela grande e tocar na ferida do ser humano, que é igual em qualquer parte do mundo. Perde-se em bilheteria e ganha-se em CULTURA. E que venha uma boa nova era no cinema nacional,Nikolas!