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Um número surpreende: 7% dos entrevistados distribuem informação em redes sociais
Recebi um e-mail nesta sexta-feira do pessoal da Gartner, empresa que promove pesquisas na web, mostrando um resumo de sua última consultoria envolvendo meios de comunicação, realizada entre os dois últimos meses de 2008.
O documento traz diversas coisas interessantes, mas apontam para um único caminho: os meios de informação, sejam eles impressos ou online, não aproveitam a fidelização de seu “leitor”, um ex-consumidor de conteúdo, quando se tratamos de internet.
A frase pode até parecer lugar-comum, mas evidencia e estabelece mais uma vez a necessidade da criação de produtos, funcionalidades e estrutura para que o internauta/leitor vá direto a seu ambiente de informação, com o intuito de ler uma informação precisa.
Até agora, a única marca jornalística que promove mudanças significativas em toda sua estrutura é o New York Times. Apesar de sua pressa desenfreada para conquistar novos nichos de publicidade, como por exemplo, com o canal hiperlocal colaborativo, o NYT está no caminho certo do lema: “seja fiel, fique com o meu jornal: ofereço o melhor conteúdo”.

Lançou em sua página principal o conceito de hiperlinkagem, que permite a visualização de conteúdos alheios/rivais em seu ambiente noticioso, criou uma cartilha aos jornalistas do uso de redes sociais, um dos nichos mais interessantes para fidelizar internauta, além é claro de criar e estabelecer um vínculo local com cidadãos na criação de um espaço colaborativo e os casos envolvendo suas API´s.
Em pouco tempo, NYT mostrou que está com o interesse de tornar-se uma plataforma centralizada de informação de contexto não-local, com a premissa de alcançar todo o mundo. (vide sua audiência no Reino Unido, por exemplo). É mais ou menos que o Facebook tenta aos poucos no âmbito das redes sociais.
Outro destaque visto no resumo é estudo de comportamento feito com internautas dos Estados Unidos, Itália e Reino Unido. Durante dois meses, os três países tornaram-se alvos de uma pesquisa que merece ser ressaltada.
Segundo a consultoria, 49% dos entrevistados chegam a informação por buscadores tradicionais, no caso, Google e Yahoo. Apenas 20% usam um buscador interno de um ambiente noticioso. 24% das pessoas que visualizam a informação repassam ao seu círculo social por e-mail ou aplicativos instantâneos de mensagem.
O número que me assusta é que apenas 7% dos entrevistados proliferam a informação por redes sociais, o que deve ser mudado com certo tempo com a popularização do Twitter, já que a premissa de trocar links pegou na ferramenta há algum tempo.




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