Dois gumes

As redes sociais na internet têm um papel importantíssimo no jeito como o mundo se organiza hoje, isso é fato. Elas são fundamentais e determinantes nas tendências e revoluções sociais atuais, principalmente entre os jovens. Não é novidade, no entanto, o como elas podem ser (e são) usadas com fins bastantes, digamos, questionáveis. Já sabemos de inúmeros casos de pedofilia, golpes e até mesmo sequestros que aconteceram ou pelo menos tiveram alguma relação com esses meios de comunicação.

Ontem, dia 26, durante a tarde, por volta das 15hs, mais de 100 jovens se reuniram numa grande briga entre gangues locais, denominadas “famílias” (referência um tanto quanto pretensiosa, por sinal). Uma reportagem bem interessante do G1 descreve jornalisticamente o ocorrido. O que nos cabe aqui é discutir a utilização e supervisão das redes das quais gostamos tanto.

Cabe realmente ao governo, à polícia e às autoridades em geral agirem de “babás” dos usuários de internet, levando a sério o que normalmente não passa de brincadeira de jovens um tanto quanto desocupados? O que parece um tanto quanto ridículo se visto dessa maneira, se configura numa realidade bem alarmante.

As ações nos ambientes virtuais já têm desdobramentos bem reais, no sentido físico da coisa. É preciso direcionar um olhar um pouco mais atento e se especializar no assunto. Não existem policiais disfarçados de criminosos para conseguir informações e desmantelar quadrilhas de dentro? Agentes disfarçados na internet são uma idéia muito mais barata e podem ajudar decisivamente a prevenir barbáries como essa em Diadema.


É quase isso… mais um pouco de bom senso!

Além disso, é preciso se adaptar, num sentido bem darwinista da coisa: a palavra de ordem na internet não é o usuário? É preciso se utilizar disso também criando canais para discussão, orientação e até mesmo denúncia. E caso eles existam, convenhamos, não estão sendo muito efetivos na sociedade.

O Estado e seus órgãos têm simplesmente o dever de acompanhar as revoluções tecnológicas da sociedade. E já estamos cansados de saber que a prevenção tem um resultado muito mais efetivo que a repressão. A faca virtual está cada vez mais afiada, pergunte à moça que se machucou no tumulto causado pelos adolescentes de boné de Diadema.

Foto em licensa CC do Flickr, vídeo do Youtube.

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  • Karas Ieg

    A forma como a notícia é veiculada faz parecer que o problema é a Internet e não as pessoas. Me lembra o caso do RPG (que joguei uma única vez e não gostei), apontado como culpado de crimes.

    Ora, se as “famiglias” não tiverem internet, vão marcar por celular, telefone público, telegrama, carta, sinais de fumaça ou tambores.

    Por outro lado, jovens de bem podem ter internet e não brigam.

    É preciso policiar a Internet (no sentido de ter nela policiais disfarçados para prevenir), assim como é preciso policiar o mundo “real”. Se faltam policiais nas ruas, que dirá nas fibras ópticas…

  • Karas Ieg

    A forma como a notícia é veiculada faz parecer que o problema é a Internet e não as pessoas. Me lembra o caso do RPG (que joguei uma única vez e não gostei), apontado como culpado de crimes.

    Ora, se as “famiglias” não tiverem internet, vão marcar as brigas por celular, telefone público, telegrama, carta, sinais de fumaça ou tambores.

    Por outro lado, jovens de bem podem ter internet e não brigam.

    É preciso policiar a Internet (no sentido de ter nela policiais disfarçados para prevenir), assim como é preciso policiar o mundo “real”. Se faltam policiais nas ruas, que dirá nas fibras ópticas…

  • Kadidja

    Redes Sociais

  • Nikolas Maciel

    @ Karas leg:
    Concordo plenamente Karas. O problema é e sempre será o usuário e não a plataforma.
    No entanto, é necessário se modernizar e acompanhar com cuidado o efeoito social dessas novas plataformas.
    A coisa toda funciona numa lógica de bola de neve: daqui há algum tempovirão as medimedidas de restrição (fechamento de sites, proibições etc.) o que poderia facilmente ser evitado com prevenção e orientação…