abr 02

Internet, quem?

Tag: culturawebNikolas Maciel @

Cruzada, martírio, autoflagelação:

Três maneiras de descrever a tentativa de simplesmente fazer meu serviço de Internet Banda Larga funcionar.

Por questões de profissionalismo, acho que devemos evitar utilizar o espaço do blog para fazer anticampanha pra qualquer empresa que seja. Aliás, o que fazemos é justamente o contrário: varremos a internet em busca de novas tecnologias, iniciativas interessantes e produtos promissores e uma vez encontrados são devidamente analisados e até de certa forma promovidos. Mas, para tudo existe um limite.

Alguém pelo visto achou uma conexão de verdade

Sou assinante do “Speedy” da Telefônica há alguns anos (5 anos aproximadamente); minha assinatura data da época do plano Light de 128kbps (alguém lembra?). O serviço nunca foi dos melhores (a velocidade costumava ser baixa) mas nunca tive grandes reclamações. No dia 12 de fevereiro de 2009, por motivos que até o arquiteto do Matrix não saberia filosofar, minha conexão deixou de existir. Durantes os primeiros dias, após entediantes minutos ouvindo a musiquinha infernal da espera (Can’t help falling in love with you – Lick the Tins) fui paciente e razoável. “Deve ser um problema generalizado… até faz sentido ficar mais de meia hora na espera”.

Quando consegui ser atendido, me falaram que era um problema de provedor. Ok, liguei no provedor e convenientemente meu “plano” (de graça, claro) não incluia atendimento por telefone, somente por email (SIC!). Liguei novamente na Telefônica e me pediram uma semana para que a situação “estivesse sendo normalizada“. Duas semana passadas, nada.

Mais uma ligação, mais musiquinha infernal de espera, fui transferido para o setor de assistência técnica (não, niguém tinha me transferido para eles até então – não, não faz sentido). Após algumas checagens descubro que eles não fornecem assistência para conexão routeadas (paciência…). Chamei um técnico particular, que por si só não pode resolver nada (aliás ele mesmo ligou algumas vezes na Telefônica e resolveu desistir, coitado). Desconectei o routeador, desmontei meu computador e alojei-o ao lado do modem. Pensei: “Há! Agora sim!”. Coitado de mim.

Desde esse dia, diversas ligações foram feitas, vários técnicos visitaram minha casa (sempre em horários bastante inusitados, porque, realmente, ninguém tem mais nada o que fazer durante os dias da semana), diversas expressões recheadas de gerundismos foram proferidas e NADA, repito, absolutamente NADA foi resolvido. E, engraçado, o serviço tem sido cobrado da mesma maneira!

Hoje, durante a tarde, a piada tomou sua forma final: eu, obstinado a cancelar o serviço de uma vez por todas (e repito, são quase dois meses de muita paciência e flautinha insuportável da música de espera) fui recebido pelo setor de “fidelização” com um caloroso: “Senhor, o senhor poderia estar entrando em contato amanhã por favor?”, “Mas moça, por quê?”, “Senhor, o sistema de cancelamento de serviços está fora do ar desde ontem e a previsão é que só volte amanhã”…

Primeiro de abril foi ontem, mas o bom humor foi mantido. Ha!

Foto em Licença CC do Flickr; vídeo do Youtube.

3 Responses to “Internet, quem?”

  1. Nadja says:

    Meu Deus, que sacanagem. Já tentou a Anatel? O pior é que
    estamos reféns dessas empresas. :S

  2. Nikolas Maciel says:

    @ Nadja
    É complicado isso… não tenho mais tempo/paciência/força vital pra ligar pra mais ninguém pra resolver isso… muito provavelmente vou mudar para um serviço 3g…
    sic

  3. Twitter, números de pesquisas e relativismo… quando convém | De Repente says:

    [...] A população brasileira diminuiu em 50% por causa da crise? 30 milhões de usuários simplesmente desistiram da internet por causa do serviço de qualidade bastante questionável das operadoras? [...]

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