Enquanto a mídia brasileira redescobre a roda com o Twitter, ferramenta que completou três anos há pouco tempo, a imprensa especializada em música/tecnologia do exterior não pára de falar do Spotify. O serviço de músicas online, aberto ao Brasil com um asterisco de restrição, confirmou uma liberação de sua API: a libspotify. #
Spotify começa a dar passos largos em tão pouco tempo de vida e demonstra ser o futuro musical da web. A aplicação, que é nada mais uma biblioteca musical, um mix de iTunes, Last.fm e Pandora, permite ouvir um grande acervo de músicas online, sem custo algum. #
A liberação da API, anunciada há poucos dias, permite desfrutar do ambiente social de música em qualquer dispositivo conectado a internet (televisores e videogames). O foco é, com certeza, o celular, permitindo uma flexibilização e mobilidade de sons, sem ao menos ter a necessidade de baixar músicas. #
A libspotify é a grande sacada para a criação de terceiros para as plataformas como a Android, do Google, ou até mesmo um Windows Mobile, da Microsoft. #
O projeto é tentador, pertinente e atrai mercado. Fundado em 2006, na Suécia, Spotify consegue agradar Gregos e Troianos. Com uma premissa experimental subjetiva e grandes nomes trabalhando, como Ludvig Strigeus, o criador do uTorrent, a aplicação consegue ganhar elogios de usuários e gravadoras, fato até então quase impossível de ser conquistado. #
Spotify tem, por exemplo, acordo com EMI, Warner Music, Sony BMG. Ontem mesmo, conseguiu fechar com a questionável PRS, que briga há muito tempo com o YouTube no quesito direito autoral. E todas citadas, sem exceção, enxergam esta união de forma positiva. É um mecanismo de frear os considerados downloads ilegais. #
Apesar do nicho de um milhão de usuários cadastrados – número que ainda é pequeno – Spotify ainda tem uma premissa inicial de afastar novas pessoas, partindo do pressuposto do grande público brasileiro que há na web. #
Abrindo sua página principal, você se sente afastado da ferramenta simplesmente pela informação objetiva registrada: pague isso ou não entre, um caráter ruim que pode causar um grande vão entre Spotify e “público”. #
E, claro, a restrição provoca um hackeamento. Já há na web uma possibilidade de acessar o Spotify sem pagar absolutamente nada, desconsiderando o local de onde acessa o ambiente virtual. #
Minha crítica pessoal com a aplicação, com certeza, pode ser superada pela premissa de acessar e não de ter um arquivo. A política do ouço, mas não tenho a música é a mais pertinente no momento na web. Isso permite que você crie estações de músicas baseadas no que ouve, além de redirecionar e facilitar o seu gosto musical com rapidez. Receitas que já são rotina para o Spotify. #
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