abr 14
O Jornalismo Colaborativo existe mesmo?
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Pertinente a discussão levantada por Eduardo Arcos, postada no ALT1040 nesta segunda-feira. O fundador da boa rede de blogs Hipertextual criticou o que se denomina de “Jornalismo Cidadão“, tripudiando o que se considera como mais um chavão da web.
Não tive tempo de postar um conteúdo interessante e envolvente com o caso na hora de sua publicação, mas vi sua repercussão através de blogs e Twitter. Apesar do atraso pessoal de algumas horas devido ao trabalho, acredito que Eduardo foi superficial e específico em uma argumentação fraca e sem embasamento. Logo, tenho alguns questionamentos que devem ser levantados a partir de seu post:
“Jornalismo Cidadão”
A discussão envolvendo o “Jornalismo Cidadão” é ampla e já rendeu bons frutos. Jornalismo Cidadão é um signo utilizado por muitos ainda sem uma denominação específica. Em um futuro próximo artigo acadêmico, que será divulgado logo mais, explico minha sugestão de preferir o termo Colaborativo, apesar de considerar que isso NÃO é um padrão.
Colaborar pressupõe auxiliar, cooperar, trabalhar em uma mesma obra. Todas, premissas que estão implícitas na construção de uma informação em ambientes virtuais participativos de respeito, como o OhmyNews.
Em nenhum momento, vou dizer que a colaboração nasceu na web. De forma alguma. Já existem até registros que a participação dos cidadãos começou antes mesmo da famigerada prestação de serviço em rádios: em 1690, nos Estados Unidos. Não há a intenção de reinventar a roda, mas de destacar a ampliação deste “serviço”, agora cooperativo e em rede.
Parte do comentário de Rodrigo Bueno no bom blog do Tiago Dória, por exemplo, exemplifica bem o espírito da situação: se o OhmyNews não é um canal colaborativo, ele seria o quê? Eduardo argumenta “jogando a culpa” nos meios tradicionais. “Um chavão inventado por pessoas dos meios tradicionais”. Tem certeza?
Logo, “Jornalismo Cidadão” não é um termo que considero desnecessário, mas que deve sofrer alterações e amadurecimento para um estabelecimento ou não de nomenclatura padrão. E o ambiente acadêmico está presente neste sentido: para inserir uma pitada de tempero nesta receita da colaboração.
Jornalismo Cidadão como “ameaça” ao que é Tradicional
Quando leio este argumento, lembro das primeiras publicações lançadas a respeito do tema, em 1996. Muitos livros espanhóis, na época, confundiam Jornalismo Colaborativo com blogs e assim por diante. Um dos argumentos lugar-comum falava sobre uma possível ameaça ao considerado Jornalismo Tradicional.
Engraçado é que Eduardo cita a palavra Tradicional. O que seria isso mesmo!? Não foram os próprios veículos de comunicação que defenderam esta nomenclatura? Acredito que o blogueiro deu um tiro no próprio pé acusando quem sugere “Jornalismo Cidadão“.
O discurso visto no ALT1040 é antigo, velho. Ninguém mais discute este tema. É neste ponto que acredito que faltou embasamento. E também não há mais focos de discussão envolvendo “blogs são formas de jornalismo cidadão”. Isso é passado.

Citam a ferramenta de publicação, esquecem do usuário: velha-máxima da mídia
Meio e mensagem
O grande acerto do discurso de Eduardo. Ainda falta um apoio e reflexão dos ambientes jornalísticos online ao citarem nichos e plataformas de conteúdo. Não há a citação do usuário, mas sim do suporte no qual foi propagado. É a velha questão do crédito, ressaltado também pelo Dória.
Conversei com algumas pessoas durante a tarde de ontem a respeito do post. Além de ver o mais do mesmo, destaco uma reflexão do André Rosa,.
O mainstream ainda tem costume de creditar o “youtube”, a “web”, sem citar o usuário em si. Ah, discordo da introdução “padre quevedo” – periodismo ciudadano non ecziste. A visão do Eduardo Arcos, apesar de pautada no dia-a-dia, não bate com experiências bem sucedidas nesse modelo.
André foi em um ponto certeiro: há uma necessidade virtual de produzir opiniões e mensagens fora do lugar-comum, introduzindo, é claro, conceitos ultrpassados. Por exemplo: Andrew Keen, com seu Cult of the Amateur. É uma obra importante, porém ultrapassada; culpa de um argumento vanguarda, visto também no ALT1040.
Foto: Hudde.









abril 14th, 2009 at
Interessante seu ponto de vista, mas nao concordo.
Estou de acordo com o Eduardo: jornalismo cidadão nunca existiu e nem vai existir.
abril 14th, 2009 at
Voce conhece um lugar e sabe precisar ideas sobre ele. Lembro depois de su analisis muitos posts onde intentan explicar o mesmo onde voce foi claro. Felicito!!! Invito a entra a meu post sobre que os -no jounalistas- crian -no leitores-
abril 14th, 2009 at
@Bruno,
Agradeço pelo comentário.
O tal considerado “Jornalismo Cidadão” é um grande debate que não cabe em apenas em um post.
Se ele não existe, a que você denomina a participação do cidadão em uma informação jornalística?!
A que você atribui aquele vídeo postado no Utube sobre o Massacre em Virgínia? Cinegrafista Amador?
E o Cinegrafista Amador não colabora, auxilia para a construção de um fim (no caso, conteúdo?)…
É interessante debater isso, mas não apenas em cinco a dez parágrafos.
Mesmo assim, obrigado!
abril 14th, 2009 at
@Rafael,
Obrigado,
Vou ler sua análise/comentário a respeito do post de Eduardo.
junho 19th, 2009 at
[...] questão, hoje, é saber se movimentar e não reinventar a roda. Tornar-se um político de boa vizinhança. E agradar, é claro, Gregos e [...]
julho 6th, 2009 at
Hola de parte de parejaspareja.es, encontre tu blog navegando por la red buscando mundofox en google. Me parece super interesante la información que tienes en tu blog y sin lugar a dudas regresare a leerlo. Tengo una pregunta, si podria traducir tu blog “O Jornalismo Colaborativo existe? | De Repente” y añadirlos a un de mis blogs en italiano? Y por supuesto con el link direccionando a tu blog. Estare esperando tu respuesta. parejaspareja.es