Humilde e sincero o discurso utilizado John Solomon a respeito da abertura e flexibilidade do Washington Times em relação ao conteúdo colaborativo. Diretor-executivo da empresa, Solomon comentou ao Editor&Publisher a novidade semanal no veículo como “não tenho equipe para cobrir tantos acontecimentos em vários locais”. #
A cada dia, uma página do jornal é dedicada a participação do cidadão. Às segundas, histórias de círculos acadêmicos. Às terças, trabalhos de pessoas que vivem em subúrbios de Maryland e Virginia. Às quartas, dedicação total ao distrito de Columbia. Às quintas, conteúdos militares e, às sextas, informações envolvendo a religião. Domingo, por sua vez, serve como prestação de serviço. #
Para Solomon, a iniciativa possui uma premissa de acompanhar mais de perto o noticiário local, valorizado em segmentos jornalísticos. “Hoje, há temas e informações em cada canto de uma comunidade. Não temos demanda e tempo para realizar uma cobertura extensa e completa do que acontece. Isso atrai a idéia que os próprios cidadãos podem nos trazer conteúdos pertinentes”, afirma. #
O relato pode até soar como “mão-de-obra barata”, como muitos críticos dizem por aí, mas pode ser uma iniciativa que – se houver um feedback relativo – pode proporcionar um sentimento de pertencimento a uma marca jornalística bem interessante. #
Para controlar a veracidade dos fatos e a qualidade da informação, há já uma cartilha estabelecida pela própria redação com regras de escrita e estrutura de um texto jornalístico, o que promove uma padronização do que é relatado. #
A colaboração vista no Washington Times só marca uma evolução do que é auxílio do cidadão em ambientes palpáveis de comunicação. Em 1690, por exemplo, já havia experiência colaborativa. Publick Occurrences: both Forreign and Domestick, um impresso dos Estados Unidos, deixava uma de suas quatro páginas em branco para a produção de informações pessoais, já que o jornal era lido e repassado ao seu círculo social. #
#



