A corrida de seguidores e o #jogodoadd de Ashton Kutcher

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    O momento “bizarro” da glória: Kutcher alcança o milhão no Twitter

    Sinceramente não queria falar a respeito deste assunto por tornar-se lugar-comum, mas a pedidos via e-mail, faço um rápido comentário envolvendo celebridades, ferramentas sociais e o jogo de seguidores. Na última quinta-feira, Evan Williams, co-fundador do Twitter, produziu uma mensagem que gerou rapidamente boatos na web.

    Amanhã será um grande dia (desculpe pelo teaser — informações mais tarde).

    Muitos começaram a suspeitar sobre a negociação envolvendo Twitter e Google, o que rapidamente foi descartado. Evan começou a celebrar o ingresso da popular apresentadora Oprah Winfrey em sua conta – que já possuía 37 mil seguidores sem uma mensagem postada.

    Coincidência ou não, no mesmo dia, o ator Ashton Kutcher alcançou o “primeiro milhão de seguidores” da ferramenta mais comentada no momento. A “disputa” com a CNN, outra conta bem popular do Twitter, valia até promessas e publicidade pessoal multimídia no Twitter.

    Em pouco tempo, Kutcher saltou da terceira posição para o primeiríssimo lugar. Do nada. Ninguém ao menos questionou o fato de – apenas em um dia – Evan Williams ter reunido os eventos Kutcher e Oprah. Pura jogada de marketing para levantar ainda mais sua marca e – consequentemente – seu valor no mercado.

    Até aí, temos muitos pontos a levantar. O mais pertinente veio do TechCrunch. MG Siegler começou a questionar o uso popular da ferramenta e lembrou da velha premissa de que o Twitter é uma ferramenta de comunicação e não uma corrida de quem tem mais seguidores.

    O próprio Jack Dorsey, um dos fundadores do Twitter, já havia levantado essa bola. Só que o problema é mais embaixo. Ashton Kutcher não é único neste movimento. A doença de quem tem mais seguidores, algo tão Orkut em 2004, começa a contaminar muitos brasileiros.

    O ator, marido de Demi Moore, encabeça e lidera uma lista de infectados. O pior é que o #jogodoadd, alardeado pelo norte-americano, começou bem no instante em que era uma das celebridades que mais tinham domínio da ferramenta.

    Kutcher praticamente acabou com os papparazzi que o seguia pelas ruas. A partir do uso do Twitter, o norte-americano construiu sua própria mídia e, posteriomente, sua maneira de produzir conteúdo. Aos poucos, começou a integrar imagens, vídeos e texto para aproximar fãs de sua carreira profissional.

    Rankeamento consolidado, o norte-americano abre uma “discussão vazia” no Twitter. Só que o #jogodoadd pode até estar velho. Chegou o momento de debater sobre a possibilidade da ferramenta não ter limitação de seguidores. Ontem mesmo o Twitter anunciou o limite de adicionar mil seguidores por dia.

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