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Ainda é delicada a situação envolvendo o The Boston Globe, um dos impressos mais importantes dos Estados Unidos. Nesta quarta-feira, The New York Times Co., proprietária do jornalão, garantiu a sobrevivência do suporte, só que sem festa, já que a publicação ainda respira por aparelhos.
Depois de muita conversa e até uma ameaça de fechamento – no último mês de abril – o New York Times resolveu dar atenção a um de seus muitos brinquedinhos informativos. O maior sindicato do Boston Globe acabou cedendo e realizando um acordo PROVISÓRIO para garantir sua sobrevivência nos próximos meses.
Na prática, há uma redução de salários em busca de corte de custos e despesas, dispensas temporárias, além da velha máxima da alteração de contrato de alguns funcionários da empresa. Um contorno em um rabisco, praticamente.
A novela envolvendo o Boston Globe mais me parece o caso MobuzzTV, uma das startups audiovisuais mais interessantes da internet. Depois de pedir doações de seus usuários para dar fim a uma crise interna, a empresa anunciou seu fim depois de diversas tentativas sem sucesso de sobrevivência.
Não tem jeito. Essa tentativa de animação provavelmente será fracassada. O grupo The New York Times nada em dívidas e uma hora deverá estabelecer prioridades para o seu próprio futuro. Coisa que o Boston Globe, sinceramente, não é.
Uma pena, já que sua seção interna The Big Picture é uma das mais interessante da web hoje no mundo, faturando até o The Webby Awards, considerado o Oscar da internet.
A situação que contorna o New York Times só reflete o consumo exagerado de impressos norte-americanos. NYT não é uma “pobre empresa jornalística em queda, fruto da aceleração da web”. Não podemos esquecer que o grupo tinha, até pouco tempo atrás, a síndrome de Rupert Murdoch, carro-chefe do Wall Street Journal que tem hoje 38 jornais.
Foto: Current News Stories.




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