A síndrome da 'contra pro' e o projeto de serviços pagos no Twitter


Biz Stone não quer publicidade: o alvo do Twitter são as contas corporativas

A síndrome da ‘contra pro’ está chegando ao Twitter. Em entrevista a Reuters nesta terça-feira, Biz Stone – cofundador da ferramenta – revelou o interesse do serviço na criação de perfis profissionais pagos (contas pro ou premium) para empresas a partir de dezembro deste ano.

A priori, Biz Stone matou qualquer possibilidade de inserir publicidade no Twitter, já que não sustenta o aplicativo. O objetivo é estudar ainda mais quem está dentro da ferramenta social para saber se há necessidade e, eventualmente, retorno, para dar uma vida financeira segura e confortável.

Acredito que até o final do ano nós teremos algo por aí.

É óbvio que a chefia do serviço não pensa em lucros exorbitantes. O princípio é mostrar e dar como respostas a fenômenos participativos, como o Youtube, que é possível sim ter uma plataforma interessante com um negócio sustentável.

Acredito que o discurso de Stone seja válido e até se confirme mesmo no final deste ano. Há pouco tempo, o Twitter tratou de contratar de última hora um gerente de produto para centralizar toda essa nova questão.

A adição paga por serviços corporativos só deve simplificar o retorno de uma cultura que ronda diversos produtos da web: “a cultura do algo a mais”, alternativa frente a crise financeira para garantir sobrevivência. Em outubro passado, falei sobre a possibilidade do Twitter criar algo parecido. Agora, parece que o negócio é concreto.

E é na característica de oferecer coisas novas que a ferramenta busca atrair empresas. O Twitter não é bobo. Não lançará apenas uma “conta pro ou conta premium” corporativa.

Espero que sugira o pagamento por um serviço que trará recursos exclusivos, como por exemplo a visualização e retorno do tráfego detalhado de links que você distribui, como as pessoas chegaram até seu perfil, bem parecido com o que o Migre.me faz hoje, só um pouco mais sofisticado.

É bem o caminho que o Flickr e o Vimeo fazem hoje, com seus perfis pagos. O Flickr já possui o lance de conta “pro” há algum tempo. O Vimeo já tem há uns sete meses o Vimeo Plus. É um nicho restrito. Pode ter certeza. Mas, com o tempo, torna-se um cliente fiel.

Foto: Victoriano.

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