![]()

The Guardian supreendeu e agora pode ser lido em mandarim. Um dos maiores impressos do Reino Unido revelou seu “novo modelo de negócio” e, em parceria com uma comunidade, terá artigos traduzidos para um dos públicos da web mais interessantes no momento: os chineses.
A proposta está em caráter experimental. Parte dos artigos visualizados na web começaram a ser traduzidos pelo Yeeyan, um ambiente chinês de tradução colaborativa. O resultado de todo este esforço compartilhado já está no ar. Chama-se Guardian-Yeeyan.
The Guardian vê com bons olhos um ingresso – por mais que seja tímido – ao mercado asiático, mesmo apesar da restrição imposta pelo governo chinês em março de 2008 em seu site e ao Youtube. O motivo do bloqueio era a produção de conteúdos sobre os protestos em Lhasa, capital da região autônoma do Tibete.
Na época, a publicação foi uma das primeiras a publicar fotos de protestos, o que provocou uma certa turbulência local, já que estavávamos na iminência da disputa dos Jogos Olímpicos de Pequim. Mesmo assim, Guardian foi um “vendedor insistente e quer mostrar que seu peixe é o de melhor qualidade”.
E é nesta premissa que sustento o bom negócio produzido. Acredito que o veículo britânico tenha dado uma tacada certeira no quesito de construção de novos nichos. Ainda pouco visada pelo Ocidente, a China pode se transformar rapidamente na “galinha dos ovos de ouro da web”. Principalmente de ambientes noticiosos desesperados, como o New York Times.
Toda essa situação é apenas reflexo dos dados divulgados recentemente. Em janeiro deste ano, o país já registrava 298 milhões de pessoas conectadas a rede, o que já lhe credenciava como a nação com o maior número de internautas em todo o mundo, superando até os Estados Unidos.



