![]()

Em meio às discussões envolvendo o futuro do Blip.fm – um Twitter de músicas de nicho fiel que está prestes a fechar – recebi uma dica do Marmota nos comentários a respeito de um serviço ainda pouco divulgado no Brasil: o Just hear it.
O aplicativo nada mais é que um player para ouvir músicas online, permitindo a criação de playlists para organizar seus gostos pessoais, deixando bem claro que tudo que faz no ambiente é de forma legal, garantindo os famosos e discutíveis direitos autorais.
Just hear it está em fase de testes, o que mostra que ainda está engatinhando na web. Sua complicada interface é em Flash, provocando alguns ruídos com navegadores como o Firefox, travando-o logo no início de sua página, além de realizar um péssimo compartilhamento com o Youtube, gerando músicas através dele.
O ponto alto é a ausência de um registro para permanecer ouvindo músicas. Ou seja, a flexibilidade de ir e vir no ambiente de música ajuda na velocidade de atrair cada vez mais novos adeptos. Isso, é claro, por ser um novo serviço. Se houver uma popularização e eventuais uploads de músicas, é quase-certo que terá um registro para tal.
Apesar de ainda não tê-lo testado em sua conta privada, Just hear it faz mais do mesmo com um serviço que pouco me atrai. Não sou adepto de sites com interfaces escuras: me incomoda a ausência de uma leitura de descanso. No quesito simplicidade, continuo preferindo o Vattoz, por exemplo.

O comentário do André e o aparecimento de serviços musicais com uma grande preocupação envolvendo direitos autorais só reafirmam uma cultura do acessar que falo no blog já há algum tempo. Aos poucos, o “ter” perde valor. É preferível acessar e gerar mobilidade no conteúdo.
A política do Ouço, mas não tenho a música ou Vejo, mas não tenho o Seriado/Filme é o novo princípio do que é pertinente hoje na web. Espírito que já é visto em sites como Hulu e Spotify que, aos poucos, se mostram como grandes forças nestes segmentos.
Ambos conseguem atrair Gregos e Troianos disponibilizando conteúdos originais, além de firmar parcerias com grandes gravadoras e estúdios de televisão. É como o Hulu e o Spotify estivessem em 2012 e Last.fm, Pandora e Blip.fm, em 2009.



