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Pertinente e interessante uma reportagem produzida ontem pelo The New York Times a respeito do uso excessivo do SMS entre os jovens norte-americanos. A matéria é reflexo de um pensamento tecnocultural ”pioneiro’ e de certo ponto duradouro, que aos poucos cairá (se já não caiu) nas graças do povo brasileiro.
Conhecidas como “texting“, as mensagens de até 140 caracteres são apontadas como uma grande ameaça funcional a formação dos adolescentes. E tudo, graças é claro, às operadoras de telefonia locais, que geram cada vez mais flexibilidade e gratuidade no serviço que se mantém popular até hoje.
Lá não é diferente de cá e vice-versa. Operadoras conhecidas e famigeradas nos Estados Unidos, como AT&T e Verizon, encontram nos jovens um grande nicho de fidelização de sua marca. Logo, promovem um tráfego ilimitado de produção e recebimento de mensagens SMS.
Pra você ver como isso é reflexo do que acontece hoje, jovens norte-americanos enviaram e receberam mais de duas mil mensagens de texto por mês durante quatro meses de 2008. Cerca de 80 conteúdos enviados por dia.
Segundo entrevistados do NYT (entre eles, Sherry Turkle), isso é uma grande ameaça psicológica. Acarreta ansiedade, estresse, insônia e queda de rendimento acentuada no colégio. Interessante é que a opinião alheia de especialistas se aproxima, cada vez mais, a um estudo da Universidade de Ohio que divulguei aqui no blog há um certo tempo: o Facebook provoca notas baixas aos estudantes dos EUA.
O único ponto que a pesquisa não aponta e destaca – que é verificado no ‘boom’ de SMS – é o fenômeno da dispersão. É impressionante como a desatenção e o cuidado de fazer uma única coisa tornaram-se características cada vez mais comuns de um jovem.
A constante comunicação e a pressa para uma eventual resposta geram cada vez mais ansiedade. A existência de um retorno imediato e a velha máxima do “o que está fazendo no momento?”, slogan do Twitter são ingredientes desta receita de um bolo que tem boas chances de não dar certo. E olha que já estamos na era do “Sexting” (divulgação de conteúdos eróticos imagéticos por celular).
Foto: Hailey.



