StarTrek: O Filme

Nunca fui muito fã de “StarTrek” (“Jornada nas Estrelas”). Não foi por falta de afinidade com o tema ou alguma implicância com personagens orelhudos, acho que minha falta de interesse foi uma simples questão de geração. Afinal, o seu ápice foi na década de 60 com o Capitão Kirk e o primeiro comandante, Spock. Depois fizeram aquelas adaptações, com o cast renovado e títulos muito criativos: “StarTrek: Next Generation”, “StarTrek: Deep Space Nine”, StarTrek: Voyager”, StarTrek: Enterprise”. Não tive paciência para acompanhar nada dessa nova safra de reciclados.

Só para não dizer que sou totalmente ALIENado em relação aos novos episódios, sei que aquele carequinha que fez o Professor Xavier no filme do X-Men é o mesmo capitão que comanda alguma Enterprise (uma benção mutante na vida desse ator).

Mas mesmo não sendo um fã me considero um expert em “Jornada nas Estrelas”. Pelo menos foi assim que me senti ao explicar boa parte do background da série para minha namorada quando estávamos no cinema para ver o seu mais novo filme.

Eu sabia quem era quem, quem gostava do que, o que era Vulcano, quem iria morrer no final, qual era o gesto de saudação do Spock, etc. Tudo isso porque “Jornada nas Estrelas” é um fenômeno POP. Você não precisa ter nascido nos anos 60 – 70 para conhecer a série porque ela foi revisitada inúmeras vezes pelo cinema, pela televisão, pelos quadrinhos, pelas stand-up comedies, pelos desenhos, pelos vídeo-games.


(Essa cena foi parodia em um filme do Jim Carrey e em um episódio dos Simpsons. Alguém ai lembra?)

Eu imagino que seja difícil retomar as origens e fazer uma obra seria quando algo foi tão amplamente representado como foi “Jornada nas Estrelas”. Mas o produtor de Lost, o J. J. Abrams assumiu o desafio e fez um bom filme.

Os atores estão perfeitos. Muitos deles podemos reconhecer de outros seriados, provavelmente são velhos conhecidos de Abrams, que não quis arriscar com nenhum rosto novo no elenco. Acredito que o roteiro tem falhas, como o aparecimento repentino do velho Spock. Com tantos planetas na galáxia de StarTrek o Kirk cai justamente no improvisado lar do velho de Vulcano? Difícil de engolir algo tão improvável.

Mas sendo um pouco mais flexível com as críticas achei o filme muito bem feito. Ele tem lindas cenas do espaço: estrelas, planetas, naves. A abertura do filme é excelente. Há tempos não via um começo de filme tão bom, que respeita até as leis da física que diz que o som não se propaga no vácuo. Por falar em som, a cena do jovem Kirk no deserto com os Beastie Boys é uma das mais legais do filme.

Espero que a essencial da velha série sobreviva nessas adaptações. Os anos se passaram, mas as ficções futurísticas continuam tão interessante como antigamente – talvez pelo fato desse “futuro mágico” de teletransportes e viagem na velocidade da luz ainda estar muito longe. Até lá essa é minha dica de filme para os velhos e novos fãs de “StarTrek – Jornada nas Estrelas”.

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  • http://www.gabrielabarreto.wordpress.com Gabi (a namorada)

    Hahah, deixo claro aos leitores do blog que eu fingi que não sabia nada do filme para o Felipe poder me explicar, super orgulhoso, que Vulcano é o planeta do Spock. (haha até parece….)

  • http://www.derepente.com.br Felipe (o namorado)

    Ah ta certo Gabi… Vc so achava que o Spock era o Slot do Goonies. Ahahhahhaha normal confundir, os dois tem orelhinha pontuda.
    http://www.hecklerspray.com/wp-content/uploads/2008/08/goonies_sloth.jpg