jun 09

Como o Spotify se movimenta para atrair um público alternativo

Tag: culturawebRafael Sbarai @

O serviço de músicas Spotify mostra, a cada dia, que sabe se movimentar e fazer bons negócios. O aplicativo, que nada mais é do que uma biblioteca musical gratuita, acaba de firmar um novo acordo com um objetivo único: atrair um novo nicho ao ambiente.

O programa, aberto ao Brasil com um asterisco de restrição, confirmou uma parceria com Ditto Music, um site especializado em distribuições digitais de músicas alternativas. A ideia é dar maior amplitude a um público “indie” e, ao mesmo tempo, comercializar canções.

Ditto Music, por sua vez, não tem nada de princípios “vanguardas e independentes”. Cobrará duas libras para artistas que pretendam distribuir músicas no Spotify e outras duas libras para hospedar todos arquivos de áudio. Aproximadamente 16 reais – o valor de um CD – para distrubuir isso na rede.

Spotify confirma que, dentro de um mês aproximadamente, será possível visualizar este conteúdo em seu serviço. O que mostra que é mais uma tacada pra alcançar públicos variados. Desta vez, parte do que é visto no MySpace, por exemplo.

Não é de hoje que o MySpace vem caindo. Apesar de ser ainda extremamente popular, a rede social não é mais unanimidade nos Estados Unidos – seu principal mercado – e pode perder ainda mais adeptos por um serviço que utiliza de uma política que está dando certo hoje na web.

Spotify tem um discurso interessante do ouço, mas não tenho a música. O serviço, que é um mix de de iTunes, Last.fm e Pandora, já tem acordos para veiculação de músicas de graça com grandes empresas, como EMI, Warner Music, Sony BMG.  Em abril passado, por exemplo, conseguiu fechar até uma parceria coma PRS, que trava batalhas com o YouTube por direito autoral.

Soma-se a isso a vontade de tornar-se uma plataforma de música aberta flexível, com o objetivo de atingir principalmente o celular. A liberação de uma API – a libspotify – é uma grande sacada para sua política , situação que começa a se tornar corriqueira na web. Muitos já começam a desistir de ter para apenas acessar.

7 Responses to “Como o Spotify se movimenta para atrair um público alternativo”

  1. Walter says:

    To loco pra conhecer esse Spotify viu. Quando chega no Brasil?

  2. Rafael Sbarai says:

    @Walter,
    ainda não há data definida para chegar ao Brasil, mas já existem mecanismos (ilícitos) para acessá-lo.

  3. A saída dos fundadores da Last.fm e o fim de uma identidade musical | De Repente says:

    [...] entidade que defende com unhas e dentes o direito das gravadoras. Estas, por sua vez, estão apaixonadas agora por outro: [...]

  4. A importância de terceiros no Twitter, agora, migra ao Spotify: Spotifm | De Repente says:

    [...] compartilhados com o Spotify – mix de  iTunes, Last.fm e Pandora – e um dos aplicativos que mais elogio ultimamente. Ontem mesmo, vi no Bitelia a existência do Spotifm, extensão do Spotify que permite o [...]

  5. E o Kazaa voltou menos rebelde e mais Napster | De Repente says:

    [...] em fase Beta (experimental) – e com uma característica peculiar de boas startups, como o Spotify e Hulu: [...]

  6. Como a Microsoft quer ser o Hulu do Reino Unido com o MSN Video Player | De Repente says:

    [...] da TV”, como o Daily Mail mostra. Não é para tanto. Hulu e Spotify são produtos bem mais sociáveis e, com um princípio liberal, agradam Gregos e [...]

  7. Rafael says:

    O Spotify é sensacional. É o melhor programa de música de todos os tempos e o único que eu aceitaria pagar para usar.

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