Como o Facebook alcançou a popularidade do MySpace nos EUA e a corrida por registros de nomes

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Quem esteve conectado neste final de semana e está integrado ao Facebook, percebeu a desenfreada corrida para garantir o registro de seu nome no site em forma de URL. Ao mesmo tempo em que é lançada tal funcionalidade, o ambiente conquista um feito local e de grande importância em seu segmento: a maior rede social do mundo, enfim, alcança o número de visitantes únicos do MySpace. #

Desde o último sábado, Facebook permite que o usuário que esteja em sua rede escolha um novo endereço para representar seu perfil no ambiente social. É possível, desde então, trocar a URL tradicional, terminada em códigos numéricos, por uma personalizada, que mostre o nome do usuário, o que facilita na hora da busca e, consequentemente, sua indexação ao Google, claro. #

Flexível e, de certo ponto, autoritário, Facebook limitou e avisou que este princípio poderia ser feito apenas uma vez e obriga o usuário a ter um nome com, no mínimo, cinco letras. Não era possível, por exemplo, colocar as duas primeiras iniciais, “moda” propagada por Evan Williams no Twitter. #

Premissa totalmente diferente do serviço de até 140 caracteres, que possui um princípio mais “aberto” e deixa você trocar seu nickname – ou URL – em qualquer momento. Desde que o apelido escolhido já esteja cadastrado. #

Enquanto isso, a corrida segue frenética e mostra a importância que o Facebook possui como a “rede social das redes sociais”, princípio que bato no blog há um certo tempo. Segundo dados divulgados nesta segunda-feira, houve o registro de 550 recadastramentos de URL por segundo. 33 mil por minuto. #

Ao todo, já foram seis milhões de novos registros. E, consequentemente, os problemas. Já existem perfis com URL´s como iPhones, HPcomputers e PageNotFound. #

É óbvio que esta curva tende a decrescer com o tempo, mas é um belo sinal do fenômeno social que é Facebook. Não é um ambiente tão popular no Brasil, possui seu nicho de agregar indivíduos aqui no país, mas tem um objetivo de tirar usuários fiéis do Orkut, por exemplo. Não à toa já tem – há alguns meses – uma versão do site inteiramente em português, o que facilita na migração. #

Ao mesmo tempo que acontece a positiva mudança, a maior rede social do mundo alcança o último de seus objetivos norte-americanos. Segundo dados divulgados pela ComScore desta segunda-feira, Facebook finalmente alcançou o MySpace em visitantes únicos, último atributo que ainda não havia superado em termos de números. #

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A tabela aponta que maio foi crucial para apontar o equilíbrio – neste quesito – entre as duas redes sociais. Enquanto o instável MySpace não atrai novos usuários, a curva do Facebook é crescente. 70.278 milhões para FB, enquanto MS teve 70.255 milhões de visitantes únicos no mês passado. #

O lado peculiar e interessante de toda essa história é a “rotatividade” de fundadores de bons produtos da internet, que acabam abandonando o barco em tão pouco tempo. Eles inventam e popularizam a marca, que é posteriormente vendida a uma grande empresa e, em tão pouco tempo, deixam de dirigr o que criaram. MySpace, por exemplo, segue o mesmo caminho de Last.fm. #

O caminho da saída dos fundadores da Last.fm, que falei na semana passada, não é novidade neste mercado. Em abril deste ano, Tom Anderson – cofundador do MySpace – anunciou sua saída. Junta-se a eles, por exemplo, Evan Williams, que abandonou o Blogger para trabalhar exclusivamente ao Twitter, além de Joshua Schachter, ex-carro-chefe do Delicious e que está no Google. #

Foto: Vasjen Katro. #

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