jun 16

Como o Facebook alcançou a popularidade do MySpace nos EUA e a corrida por registros de nomes

Tag: facebook,redesocialRafael Sbarai @

Quem esteve conectado neste final de semana e está integrado ao Facebook, percebeu a desenfreada corrida para garantir o registro de seu nome no site em forma de URL. Ao mesmo tempo em que é lançada tal funcionalidade, o ambiente conquista um feito local e de grande importância em seu segmento: a maior rede social do mundo, enfim, alcança o número de visitantes únicos do MySpace.

Desde o último sábado, Facebook permite que o usuário que esteja em sua rede escolha um novo endereço para representar seu perfil no ambiente social. É possível, desde então, trocar a URL tradicional, terminada em códigos numéricos, por uma personalizada, que mostre o nome do usuário, o que facilita na hora da busca e, consequentemente, sua indexação ao Google, claro.

Flexível e, de certo ponto, autoritário, Facebook limitou e avisou que este princípio poderia ser feito apenas uma vez e obriga o usuário a ter um nome com, no mínimo, cinco letras. Não era possível, por exemplo, colocar as duas primeiras iniciais, “moda” propagada por Evan Williams no Twitter.

Premissa totalmente diferente do serviço de até 140 caracteres, que possui um princípio mais “aberto” e deixa você trocar seu nickname – ou URL – em qualquer momento. Desde que o apelido escolhido já esteja cadastrado.

Enquanto isso, a corrida segue frenética e mostra a importância que o Facebook possui como a “rede social das redes sociais”, princípio que bato no blog há um certo tempo. Segundo dados divulgados nesta segunda-feira, houve o registro de 550 recadastramentos de URL por segundo. 33 mil por minuto.

Ao todo, já foram seis milhões de novos registros. E, consequentemente, os problemas. Já existem perfis com URL´s como iPhones, HPcomputers e PageNotFound.

É óbvio que esta curva tende a decrescer com o tempo, mas é um belo sinal do fenômeno social que é Facebook. Não é um ambiente tão popular no Brasil, possui seu nicho de agregar indivíduos aqui no país, mas tem um objetivo de tirar usuários fiéis do Orkut, por exemplo. Não à toa já tem – há alguns meses – uma versão do site inteiramente em português, o que facilita na migração.

Ao mesmo tempo que acontece a positiva mudança, a maior rede social do mundo alcança o último de seus objetivos norte-americanos. Segundo dados divulgados pela ComScore desta segunda-feira, Facebook finalmente alcançou o MySpace em visitantes únicos, último atributo que ainda não havia superado em termos de números.

A tabela aponta que maio foi crucial para apontar o equilíbrio – neste quesito – entre as duas redes sociais. Enquanto o instável MySpace não atrai novos usuários, a curva do Facebook é crescente. 70.278 milhões para FB, enquanto MS teve 70.255 milhões de visitantes únicos no mês passado.

O lado peculiar e interessante de toda essa história é a “rotatividade” de fundadores de bons produtos da internet, que acabam abandonando o barco em tão pouco tempo. Eles inventam e popularizam a marca, que é posteriormente vendida a uma grande empresa e, em tão pouco tempo, deixam de dirigr o que criaram. MySpace, por exemplo, segue o mesmo caminho de Last.fm.

O caminho da saída dos fundadores da Last.fm, que falei na semana passada, não é novidade neste mercado. Em abril deste ano, Tom Anderson – cofundador do MySpace – anunciou sua saída. Junta-se a eles, por exemplo, Evan Williams, que abandonou o Blogger para trabalhar exclusivamente ao Twitter, além de Joshua Schachter, ex-carro-chefe do Delicious e que está no Google.

Foto: Vasjen Katro.

5 Responses to “Como o Facebook alcançou a popularidade do MySpace nos EUA e a corrida por registros de nomes”

  1. Roberto G. says:

    Belo post. Pena que eu não gosto do Facebook. Até tentei, mas fico no Orkut,.

  2. Rafael Sbarai says:

    @Roberto,
    Comecei a reparar que muitos não estão trocando simplesmente Orkut por Facebook, mas está integrado às duas redes sociais com posturas um pouco diferente: no Orkut, é coisa mais pessoal, entre amigos. O Facebook já o torna mais sério, profissional.
    Não é uma conclusão, mas apenas um relato de quem acompanha os dois ambientes…
    Abraço

  3. Assetize e o princípio de vender perfis no Twitter e Facebook | De Repente says:

    [...] existência de uma URL personalizável no Twitter e a desenfreada corrida pelo registro e customização no Facebook a partir de links me fez [...]

  4. Como homens e mulheres usam apps no Facebook | De Repente says:

    [...] Interessante e reflexivo um excerto de um estudo do Facebook que foi divulgado nesta segunda-feira no Indo Asian News Service. Rebekah Russell-Bennett, professora da boa universidade de Queensland, na Austrália, promoveu uma pesquisa sobre como homens e mulheres usam aplicativos (aos moldes de BuddyPoke, no Orkut) na maior rede social do mundo. [...]

  5. Como o Facebook tornou-se o "quarto país" mais populoso do mundo | De Repente says:

    [...] oficial mostra um crescimento de 25% em apenas três meses. Em abril deste ano, por exemplo, fora anunciado a marca de 200 milhões de pessoas no [...]

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