Menos tempo em um ambiente noticioso, mas sempre informado. Este é o espírito de um estudo divulgado pelo instituto Nielsen que vi hoje no The Business Insider. Segundo a pesquisa, 17 dos 30 maiores sites de jornais norte-americanos perderam visitas em tempo médio. #
No gráfico acima, quatro dos maiores jornais dos Estados Unidos tiveram um decréscimo de tempo de navegação do internauta comparando os meses de maio de 2008 e 2009. A maior queda acontece com o Wall Street Journal, publicação que defende com unhas e dentes um modelo de assinatura rentável em seu site. #
WSJ adota uma espécie de modelo híbrido, misturando conteúdo pago com gratuito, atributo mais que elogiável pois é voltado a um nicho e que necessita da informação da publicação, “rara” hoje na web e em papel. É a velha máxima do quanto mais específico e fora do lugar-comum, melhor. Situação que a Last.fm e o Blip.fm não souberam lidar. #
A métrica informada, por sua vez, vai na contramão aos números que divulguei aqui no mês de fevereiro. Na época, todos os citados acima – exceto o Washington Post – tiveram um crescimento. Destaque para o USA Today, que havia garantindo a segunda maior audiência no mercado local. #
Mas em um todo, essa queda de segundos/minutos não é sinônimo de queda de tráfego. A página principal de um ambiente informativo não é mais a única fonte de tráfego para obter informações de um marca com New York Times, USA Today, Washington Post ou até mesmo Wall Street Journal. #
A informação é uma espécie de sinédoque do canal informativo. Trata-se da parte de um todo. Um excerto extreamente essencial e imprescindível de um contexto que pode garantir o retorno a posteriori do internauta ao site. #
Cada vez mais, as conhecidas “homes” perdem espaço para canais “alternativos” e extremamente participativos, como Twitter e Facebook. Por lá circula informação instantânea. O velho e bom buzz da rede. O Estadão conseguiu fazer isso muito bem ontem, com um bom post sobre as “subcelebridades” que acham que sabe fazer política no Twitter. #
Plataformas sociais já são, há algum tempo, formas de contato com conteúdos de jornal. Não é à toa que grandes empresas de comunicação já começam a estudar a contratação de um gerenciador de mídias sociais, uma espécie de jornalista que tenha o faro e a experiência de apuração e reportagem, mesclado é claro à compreensão da dinâmica das redes. #
Foi assim com o New York Times e The Guardian, lá fora. No Brasil, uso meu caso profissional com a Veja. A página principal do site começa a dividir as mesmas atenções que o perfil no Twitter. Conversas diárias, troca de links e sugestões de pautas e matérias mostram o feedback positivo e a importância de ter um contato com o internauta. #
Antes, havia apenas um holofote (home) que direcionava apenas a um lugar (conteúdo do site). Agora, novos focos de luz (aplicativos sociais) incidem no meio do trajeto e alcançam facilmente o mesmo espaço, seja físico ou não.
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