jul 03
Globe Reader, o leitor digital do Boston Globe

Comecei a testar ontem o Globe Reader, o mais novo leitor digital do Boston Globe. A publicação, de posse do grupo do New York Times, foi mais uma vez na onda de sua matriz e lançou em 1º de julho sua versão impressa “offline”.
Globe Reader é a cópia do Times Reader, atualizado no último mês de maio. Ambos estão sob a bela plataforma AIR, da Adobe, que permite criar aplicações de escritório a partir de páginas ou aplicações web.
Seu princípio e uso é simples: entregar conteúdo jornalístico em forma de software. A partir da instalação em seu computador é possível ter informação sem estar conectado à internet.
Esta é a premissa que tanto NYT e Boston Globe usam para atrair um nicho muito específico: executivos nômades que vivem em viagens pelo mundo todo e não possuem condições de estar inserido a rede mundial de computaores.
Mesmo assim, não vi nenhuma novidade com este lançamento do Boston Globe. Não é de hoje que este impresso norte-americano respira por aparelhos devido aos problemas financeiros que assolam o grupo NYT. Já dizia em maio que o estado de saúde da empresa é delicado.

Infelizmente, Boston Globe é um dos “brinquedinhos” do New York Times que é largado no quarto. Em abril, por exemplo, o impresso esteve perto de acabar, mas um acordo PROVISÓRIO para garantir sua sobrevivência foi feito, reduzindo salários de funcionários e despesas da empresa.
O lançamento do Globe Reader não terá um grande efeito lucrativo. Apesar da publicidade explícita fixa gerada, não é um grande nicho de seu público-alvo. Fico com a sensação de um produto que está no mercado simplesmente por vontade da mãe NYT.
Tirando este pedido materno, o mais interessante desta movimentação é como NYT e Boston Globe brincam de “ratos de laboratório”: um pega a iniciativa do outro e vice-versa.
No presente, foi a vez dos leitores digitais. Em um passado recente – neste ano mesmo – houve a criação do Lens, uma espécie de The Big Picture em outro formato.
Ao invés de centralizar todo e qualquer tipo de experimentação em sua filial – o Boston Globe – NYT adota uma estratégia desorganizada, porém pertinente.
Funcionalidades que são inseridas em um dos maiores jornais do mundo são mais fáceis de serem propagadas. Assim, não sai das manchetes dos bons blogs e ambientes virtuais que abordam assuntos como mídia e tecnologia.









julho 3rd, 2009 at
Assino embaixo. Muito bom
julho 3rd, 2009 at
Acho que essas interfaces (do Globe e do NYT) visam no fundo eReaders e Kindles. Se os devices decolarem, o NYT está pronto para entregar.
julho 3rd, 2009 at
@Fernando,
OBrigadO!
julho 3rd, 2009 at
@Patricia,
E ai Pat!
Exato. É pra um público bem pequeno. é quase um mal necessário. Agora é questão destes devices decolarem mesmo
julho 4th, 2009 at
@Patrícia e @Rafael
Duvido muito que esses devices decolem no próprio mercado
americano, quem dirá na terra do Real.
É muito difícil competir com PDAs, Iphones, PSPs tendo muito menos funcionalidades, sendo mais feios e custando mais caros…
Esses devices deveriam ser algo free que você ganha assinando o e-jornal se eles quiserem ganhar mercado e espaço…
Caso contrário, fico cá com meu Palm acessando conteúdo via wi-fi mesmo!
julho 6th, 2009 at
@Nikolas,
Senão me engano já existem até acordos entre empresas de mídia e esses devices. Vou fazer uma busca sobre isso depois.
julho 24th, 2009 at
[...] relacionados | Leia mais sobre o NYT: Globe Reader, o leitor digital do Boston Globe Gastar menos tempo em sites de notícias não é sinônimo de queda de tráfego Como o New York [...]