Globe Reader, o leitor digital do Boston Globe

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Comecei a testar ontem o Globe Reader, o mais novo leitor digital do Boston Globe. A publicação, de posse do grupo do New York Times, foi mais uma vez na onda de sua matriz e lançou em 1º de julho sua versão impressa “offline”. #

Globe Reader é a cópia do Times Reader, atualizado no último mês de maio. Ambos estão sob a bela plataforma AIR, da Adobe, que permite criar aplicações de escritório a partir de páginas ou aplicações web. #

Seu princípio e uso é simples: entregar conteúdo jornalístico em forma de software. A partir da instalação em seu computador é possível ter informação sem estar conectado à internet. #

Esta é a premissa que tanto NYT e Boston Globe usam para atrair um nicho muito específico: executivos nômades que vivem em viagens pelo mundo todo e não possuem condições de estar inserido a rede mundial de computaores. #

Mesmo assim, não vi nenhuma novidade com este lançamento do Boston Globe. Não é de hoje que este impresso norte-americano respira por aparelhos devido aos problemas financeiros que assolam o grupo NYT. Já dizia em maio que o estado de saúde da empresa é delicado. #

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Infelizmente, Boston Globe é um dos “brinquedinhos” do New York Times que é largado no quarto. Em abril, por exemplo, o impresso esteve perto de acabar, mas um acordo PROVISÓRIO para garantir sua sobrevivência foi feito, reduzindo salários de funcionários e despesas da empresa. #

O lançamento do Globe Reader não terá um grande efeito lucrativo. Apesar da publicidade explícita fixa gerada, não é um grande nicho de seu público-alvo. Fico com a sensação de um produto que está no mercado simplesmente por vontade da mãe NYT. #

Tirando este pedido materno, o mais interessante desta movimentação é como NYT e Boston Globe brincam de “ratos de laboratório”: um pega a iniciativa do outro e vice-versa. #

No presente, foi a vez dos leitores digitais. Em um passado recente – neste ano mesmo – houve a criação do Lens, uma espécie de The Big Picture em outro formato. #

Ao invés de centralizar todo e qualquer tipo de experimentação em sua filial – o Boston Globe – NYT adota uma estratégia desorganizada, porém pertinente. #

Funcionalidades que são inseridas em um dos maiores jornais do mundo são mais fáceis de serem propagadas. Assim, não sai das manchetes dos bons blogs e ambientes virtuais que abordam assuntos como mídia e tecnologia. #

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  • Fernando Carvalho

    Assino embaixo. Muito bom

  • Patricia

    Acho que essas interfaces (do Globe e do NYT) visam no fundo eReaders e Kindles. Se os devices decolarem, o NYT está pronto para entregar.

  • http://derepente.com.br Rafael Sbarai

    @Fernando,
    OBrigadO!

  • http://derepente.com.br Rafael Sbarai

    @Patricia,
    E ai Pat!

    Exato. É pra um público bem pequeno. é quase um mal necessário. Agora é questão destes devices decolarem mesmo

  • http://fiztv.uol.com.br/f/Usuario/index/10553 Nikolas Maciel

    @Patrícia e @Rafael
    Duvido muito que esses devices decolem no próprio mercado
    americano, quem dirá na terra do Real.
    É muito difícil competir com PDAs, Iphones, PSPs tendo muito menos funcionalidades, sendo mais feios e custando mais caros…
    Esses devices deveriam ser algo free que você ganha assinando o e-jornal se eles quiserem ganhar mercado e espaço…
    Caso contrário, fico cá com meu Palm acessando conteúdo via wi-fi mesmo!

  • http://derepente.com.br Rafael Sbarai

    @Nikolas,
    Senão me engano já existem até acordos entre empresas de mídia e esses devices. Vou fazer uma busca sobre isso depois.

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