Um assunto bem 2005 tomou conta de alguns blogs nos últimos dias: a proibição do uso de redes sociais em locais de trabalho. Desta vez, a importante editora britânica Johnston Press, uma das maiores empresas de jornais da região (com 18 jornais diários), bloqueou o acesso total ao Facebook em todos os seus ambientes de trabalho. #
A explicação é a mesma: “dispersão e vontade de saber da vida alheia provoca a desatenção no trabalho”. Desta vez Johnston Press comprovou com números. Mais da metade do tráfego da rede de sua compania tinha como fonte a maior rede social do mundo. #
A política de Luis XIV (“O Estado sou eu”) – que o próprio Facebook fez há algum tempo – estacionou no Velho Continente. Praticamente uma conversa um pouco 2005, época em que instituições – muitas aqui do Brasil – discutiam o uso das redes sociais nos locais de estudo. #
A prática é tão antiga que Johnston Press vai na contramão do que é lugar-comum hoje. Cada vez mais ouve-se falar na união e convergência de ambientes sociais participativos com a construção de uma informação. Nada de exagero. Mas, sim, um meio-campo entre ferramentas e prática jornalística. #
Não é de hoje que essas práticas são estabelecidas e definidas como lei no ambiente empresarial. No jornalismo, a coisa não é diferente. O maior problema é que tal ordem é hierárquica, vem de cima pra baixo, e mostra uma grande ferida: quem gerencia o espaço não conhece ou não tem vivência com tal tipo de plataforma. #
Não adianta remendo ou band-aid. O melhor remédio é, no momento, a cultura digital.
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